segunda-feira, 16 de junho de 2008

Cem Anos de Solidão- Gabriel García Márquez

Muitos que acessam meu blog sabem que adoro ler. Leio várias revistas,obras didático-metodológicas e romances, tudo ao mesmo tempo. Principalmente, gosto de ler artigos científicos e blogs de amigos. Além de um tempinho para o cinema e alguns programas na tv. Porém, sempre consigo ler uma obra prima extensa como esta, ao longo do ano. (Este demorei uns três meses). Não tenho pressa.
Esta obra faz parte da biblioteca do professor estadual do Estado do Paraná, então se algum professor tiver interesse
é só ir até a biblioteca do seu colégio.
Estive em uma verdadeira viagem ao mundo da fantasia sem precisar tirar os pés do chão.
"Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o Coronel Aureliano Buendía havia de recordar aquela tarde remota em que seu pai o levou para conhecer o gelo. Macondo era então uma aldeia de vinte casas de barro e taquara (...). O mundo era tão recente que muitas coisas careciam de nome e para mencioná-las se precisava apontar com o dedo."
O trecho acima inicia a obra mais conhecida de Gabriel García Márquez, Cem anos de solidão.
“Macondo era então uma aldeia de vinte casas de barro e taquara construídas à margem de um rio de águas diáfanas que se precipitavam por um leito de pedras polidas, brancas e enormes como ovos pré-históricos. O mundo era tão recente que muitas coisas careciam de nome e para mencioná-las se precisava apontar com o dedo”
Este trecho aponta para o personagem principal da obra: a aldeia Macondo.
Apesar de ser uma prosa narrativa, em muitos momentos, o livro se torna um grande poema, pelo lirismo que é inserido ao longo dos capítulos. Chuvas de pétalas, pessoas que sobem aos céus e a emoção em ver pela primeira vez um cubo de gelo, são alguns dos artifícios usados por García Márquez para quebrar a violência de algumas passagens. E que violência! Atos sexuais, assassinatos, brigas e desilusões, são tratados com uma brutalidade que por vezes assusta, mas nem por isso torna-se menos bela. Essa dualidade entre o suave e o grotesco predomina em toda obra. Esse sentimento de revolta social é marcante em seus romances. A obra de Márquez é de grande teor político, manifestado em seus heróis, que morrem pelos seus ideais e pelo cinismo que ele demonstra em relação aos políticos O livro é bem longo, mas o seu magnífico final faz valer à pena toda a leitura.
Em suma, Cem anos de solidão é daquelas obras que são item obrigatório nas estantes dos apreciadores da boa literatura.Comprá-lo-ei, pois.

3 comentários:

Rodrigo Azevedo disse...

Eu gostaria de ler mais do que tenho lido recentemente. Do Gabriel Garcia Marquez eu gosto de O Amor nos Tempos do Cólera - cuja adaptação para o cinema não foi tao ruim quanto andaram dizendo por aí.

Rodrigo Fernandes disse...

Tenho vontade de ler esse dele assim como o que o Rodrigo citou que foi adaptado pros cinemas...
Essa dualidade que vc citou parece ser mesmo algo primoroso, pois conseguir extrair 'poesia' de tanta coisa negativa é algo impensado e só mesmo um grande escritor para conseguir isso...
beijos, Miriam!!!

Pedro Henrique disse...

Miriam, você não vai acreditar, mas eu nunca li nada do Márquez. Que vergonha...