segunda-feira, 31 de março de 2008

Construa sua Marca Pessoal On-line


A internet tornou nossas vidas mais expostas, e ter uma boa reputação na rede pode ser crucial na hora da avaliação de um projeto ou uma entrevista de emprego.
Mas o que você pode fazer HOJE sobre isso?
Pesquise seu próprio nome.
Coloque seu nome (entre aspas) na miraculosa caixinha de pesquisas do Google, e veja a qualidade dos resultados. Seu nome aparece de forma positiva e relacionada à sua atividade profissional? Comentários construtivos? Artigos escritos? Ou as únicas referências são listas de candidatos eliminados em concursos públicos ou, muito pior, participações em fóruns de caráter duvidoso?
De qualquer modo, é bom que você descubra primeiro que seu futuro chefe ou cliente.
Crie um perfil profissional
É bem provável que você já tenha um perfil no orkut, mas invista também em redes sociais de caráter profissional, como a linkedin, facebook e a brasileira Via6.
Tenha seu próprio domínio
Domínios são os endereços da internet. Você pode ter um domínio gratuito agora mesmo, sem nenhum custo, utilizando o Blogger, (para ter o domínio seunome.blogspot.com), ou Wordpress (para ter o domínio seunome.wordpress.com).
O Blogger é mais tradicional, conhecido e bem rankeado pelo Google (afinal, pertence ao Google), e o Wordpress é o que oferece mais recursos, tanto em termos de opções de publicação e criação de páginas, quanto de personalização.
Entretanto, a melhor solução para sua marca pessoal é comprar um domínio, como seunome.com.br, seunome.com, ou seunome.net, e contratar uma hospedagem profissional. Não é de graça, mas os custos são baixos, e ser proprietário de seu endereço sugere ao seu prospector que você também é dono de seu destino na internet, bem como de sua carreira.
Use o email do seu próprio domínio
Especialmente se a sua carreira não for intimamente ligada a uma organização, um endereço de email no estilo contato@seunome.com causa uma impressão melhor do que os milhares de serviços públicos disponíveis, especialmente aqueles que você precisa soletrar.
Adicione uma assinatura ao seu email. Se quer que as pessoas o encontrem e façam negócios, facilite o contato. Adicione uma assinatura automática no rodapé do seu email com nome completo, cargo/profissão, telefone, celular e site.
Use o seu site para criar uma network. A internet facilita os relacionamentos, especialmente em nível de prospecção e contato inicial. Pesquise quais são as pessoas mais influentes da sua área que têm sites próprios. Coloque links em seu site, envie emails, comente os artigos mais interessantes, escreva também sobre temas já tratados por estes profissionais, e coloque um link em seu texto para que o leitor possa aprofundar a leitura. Agindo de forma proativa e generosa, em alguns meses seu site também será notado e, se tiver conteúdo e qualidade, passará a ser uma referência para os outros, ampliando sua rede de contatos profissionais.

Tenha um slogan e uma definição profissional.

Um slogan é uma frase de impacto que ajuda o seu nome a cavar um espaço na memória de outras pessoas. Crie uma frase curta que resuma o propósito de seu trabalho. Pode se dar plena liberdade em criatividade, originalidade e paixão.
Sua definição, ao contrário, deve ser mais racional e descritiva. Escreva em um parágrafo, que um leitor normal consiga ler em menos de 30 segundos, quem você é, qual o seu perfil profissional, e o que você pode fazer.
Disponha seu slogan e sua definição profissional em um local bem visível do seu site, de modo que o visitante, dando uma rápida olhada, pode decidir conscientemente se deve ou não continuar a leitura.
Crie conteúdo de valor.
Com todos estes procedimentos, é bem provável que sua marca on-line melhore consideravelmente e, quando um prospector pesquisar seu nome, encontre primeiro a sua versão sobre seu perfil profissional.
Mas há aqui uma outra oportunidade, ainda melhor.
A partir do momento em que você possui seu próprio espaço na internet, pode escrever sobre seu ramo de atividade, tornar seu ponto de vista mais relevante e, se for bem sucedido, tornar-se uma referência em sua área.
Escrevendo bons artigos, sua visibilidade on-line se expande rapidamente, pois outros profissionais lerão seu conteúdo e escreverão a respeito dele em seus respectivos blogs. Se mantiver continuidade em sua produção e demonstrar conhecimento de causa, com o tempo será reconhecido como um especialista na área, ganhará visibilidade e, naturalmente, acesso a novas oportunidades.
O que você já fez para melhorar sua marca pessoal online? Compartilhe nos comentários!

sábado, 29 de março de 2008

As minhas vilãs

Estava navegando na blogosfera e vi nos comentários de alguém que o vilão preferido dele é o Darth Vater, tudo bem ele até pode ser um vilão bem terrível, mas pensei: E as vilãs? Existem duas categorias de vilãs , uma em desenhos animados e outras nos filmes clássicos hollywoodianos. Nos desenhos animados, ninguém melhor que a Malévola , em A Bela Adomecida de Walt Disney, porque ela tem classe , bom gosto para se vestir, usa o estilo gótico, fala com garbo. Nos filmes clássicos ninguém melhor que Bette Davis,seus papéis eram de mulheres fortes, independentes e corajosas, na maioria das vezes não se importava em interpretar mulheres comuns, feias e desglamourizadas, assassina, a megera que maltratava outras mulheres ou desprezava os homens. Todas eram grandes "bitches" que eu traduzirei aqui como "megera", referindo-se a uma mulher que precisa ser durona, precisa saber se impor num mundo de homens preconceituosos onde ela não ganha espaço para viver se não for "a tapas".
Alguns de seus melhores filmes (e meus preferidos):
1934
OF HUMAN BONDAGE
"Servidão Humana" :A primeira megera
1939
DARK VICTORY

"Vitória Amarga": A megera que se humaniza
1940
THE LETTER
"A Carta": A megera assassina
1941
THE LITTLE FOXES
"Pérfida":A maior de todas as megeras
1942

NOW, VOYAGEm
"A Estranha Passageira:"A megera sofredora
1949
BEYOND THE FOREST
"A Filha de Satanás"A Megera Adúltera
1950
ALL ABOUT
"A Malvada":A megera diva da Broadway
1962
WHATEVER HAPPENED TO BABY JANE?
"O que Aconteceu com Baby Jane?"A megera enlouquecida

Selecionei dois vídeos para você analisar e ver se tenho razão ou existem outras melhores...

A Bela Adormecida:



Dirigida por William Wyler, Bette controlou ao máximo seus maneirismos mais famosos (o fechar e abrir as mãos constantemente, os olhos arregalados em momentos de maior fúria ou tensão... nem fumar nesse filme ela faz!) e construiu uma mulher altamente fria e gananciosa (embora estranhamente sensual) nessa adaptação da peça de Lillian Hellman. A cena em que ela deixa seu marido morrer (pois ela se recusa a ir buscar seu remédio) é maravilhosamente interpretada (e muito tensa) pois Davis está de costas para a ação (o marido que tenta subir as escadas para pegar o remédio) e ela não se move e é através de seus olhos que sentimos a tensão do momento. Dentre todos os seus filmes (dentre aqueles que foram construidos em torno dela) esse é o que apresenta a melhor atuação de Bette Davis.

sexta-feira, 28 de março de 2008

A História Escandalosa de Oscar Wilde


Oscar Wilde, um dos homens mais corajosos do século XIX.

O escritor irlandês, autor de “O Retrato de Dorian Gray”, não teve medo de enfrentar a conservadora sociedade da virada do século XX em nome de sua opção sexual "criminosa", que o obrigou a prestar dois anos de trabalhos forçados para se redimir de seus atos frente aos ingleses escandalizados. Depois que sua vida foi praticamente destruída por um caso totalmente indiscreto com um jovem. Foi educado no Trinity College, Dublin e mais tarde em Oxford, recebe a influência da "arte pela arte". Em 1884, casa-se com a bela Constance Lloyd. Com a publicação de "Retrato de Dorian Gray", sua carreira literária deslancha. Oscar e Constance tinham 2 filhos: Cyril e Vyvyan. Mas uma noite, Robert Ross, um hóspede canadense jovem, seduziu Oscar e forçou-o, finalmente, a confrontar-se com seus sentimentos homossexuais que o perseguiam desde a época em que era estudante.
Anos depois Oscar foi preso com acusações de conduta homossexual e sentenciado a 2 anos de prisão com trabalhos forçados, sendo a última parte em Reading Gaol. As condições calamitosas da prisão causaram uma série de doenças e o levou às portas da morte. Foi declarada, ainda, sua falência. Morreu como um homem arruinado em 30 de novembro de 1900. Sua sepultura é mais visitada do que a de John Lennon.
Encontramos no próprio Oscar Wilde, o autor, uma figura tão repleta de mensagens quanto o personagem do seu livro. O esteta, o dândi, o escandaloso, o intelectual, o sedutor, o elegante, o exótico, o bizarro, o homossexual, muitas vezes atitudes excêntricas para afrontar a sociedade londrina do século XIX. Na época, durante as festas mais pomposas de Londres, ele era a figura mais esperada, pois ditava as tendências da moda.
“Dizem às vezes que a beleza é completamente superficial. Talvez menos superficial, em todo caso, do que o Pensamento. Para mim, a Beleza é a maravilha das maravilhas. Só os espíritos levianos não julgam pelas aparências. O verdadeiro mistério do mundo é o visível, e não o invisível...” Oscar Wilder, O retrato de Dorian Gray.

Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe.
A cada bela impressão que causamos, conquistamos um inimigo. Para ser popular é indispensável ser medíocre.
Pouca sinceridade é uma coisa perigosa, e muita sinceridade é absolutamente fatal.
Egoísmo não é viver à nossa maneira, mas desejar que os outros vivam como nós queremos.
A ambição é o último recurso do fracassado.
Sou a única pessoa no mundo que eu realmente queria
conhecer bem
O mundo pode ser um palco. Mas o elenco é um horror.
Deixem-me dizer-vos neste momento que não fazer nada é a coisa mais difícil do mundo, a mais difícil e a mais intelectual.
A vida é muito importante para ser levada a sério.
Se soubéssemos quantas e quantas vezes as nossas palavras são mal interpretadas, haveria muito mais silêncio neste mundo.
Um homem pode viver feliz com qualquer mulher desde que não a ame.
Aqueles que não fazem nada estão sempre dispostos a criticar os que fazem algo.
As nossas tragédias são sempre de uma profunda banalidade para os outros.
Posso resistir a tudo, menos à tentação.
Quando eu era jovem, pensava que o dinheiro era a coisa mais importante do mundo. Hoje, tenho certeza.
A Moral não me ajuda. Sou antagônico nato. Sou uma daquelas pessoas que são feitas para exceções, não para regras.
Nunca confie na mulher que diz a verdadeira idade, pois se ela diz isso... Ela é capaz de dizer qualquer coisa.


“Influenciar uma pessoa é dar-lhe a nossa própria alma. O indivíduo deixa de pensar com os seus próprios pensamentos ou de arder com as suas próprias paixões. As suas virtudes não lhe são naturais. Os seus pecados, se é que existe tal coisa, são tomados de empréstimo. Torna-se o eco de uma música alheia, o ator de um papel que não foi escrito para ele. O objetivo da vida é o desenvolvimento próprio, a total percepção da própria natureza, é para isso que cada um de nós vem ao mundo. Hoje em dia as pessoas têm medo de si próprias. Esqueceram o maior de todos os deveres, o dever para consigo mesmos. É verdade que são caridosas. Alimentam os esfomeados e vestem os pobres. Mas as suas próprias almas morrem de fome e estão nuas. A coragem desapareceu da nossa raça e se calhar nunca a tivemos realmente. O temor à sociedade, que é a base da moral, e o temor a Deus, que é o segredo da religião, são as duas coisas que nos governam”.
(em O Retrato de Dorian Gray)

Assista ao vídeo “ Wilde”, 1997.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Urupês

Caipira picando fumo - 1893óleo sobre tela - 70 x 50 cm Pinacoteca do Estado de São Paulo- Almeida Júnior

Caros alunos do 3o. ano. Este será o nosso próximo estudo literário deste bimestre.Farei uma breve explanação sobre a obra e sua repercução social, seu aspecto contemporâneo, bem como as outras atividades artísticas que se ligaram a ela. O livro contém doze histórias baseado no trabalhador rural paulista. Simboliza a situação do caboclo brasileiro, abandonado pelos poderes públicos às doenças, principalmente a Ancilostomose (ou Amarelão), seu atraso e à indigência.No conto "Urupês", Monteiro Lobato personifica a figura do caboclo, criando o famoso personagem Jeca Tatu, apelidado de urupê (uma espécie de fungo parasita). Vive "e vegeta de cócoras", à base da lei do menor esforço, alimentando-se e curando-se daquilo que a natureza lhe dá, alheio a tudo o que se passa no mundo, menos do ato de votar. Representa a ignorância e o atraso do homem do campo.Muitos pensam que o jeca de Lobato se acabou com o grande êxodo rural dos anos 60 e 70. Eis o engano. E, por conseqüência, a graça de ler Urupês. O jeca migrou, de fato, para as cidades. Mas nunca deixou de ser o jeca, feliz com a sua ignorância, cometendo atrocidades em nome da burrice arrogante de ser feliz facilmente. O trabalho do escritor voltado para várias questões sociais, dentre elas a saúde pública no país, repercute na política e na campanha sanitarista da década de 20, denunciando a precariedade da saúde das populações rurais, com impacto na redefinição das atribuições do governo no campo da saúde.
"Jeca Tatu não é assim, ele está assim".
POSSE - O grande feito de Lobato nesse livro foi denunciar o esquema que domina o país por meio da política e da posse e mau uso da terra. A malandragem, a mentira, a crueldade das pessoas poderosas escorrem como fel das páginas destas narrativas. A chamada elite (o grupo privilegiado que se beneficia de toda essa bandalheira) impera na nação roubada, vilipendiada e por isso mesmo, condenada ao atraso. Mas Lobato sabia de tudo. Não iria fazer uma denúncia pão-pão,queijo-queijo. Ele simplesmente vira o binóculo ao contrário e seduz o leitor (os brasileiros vítimas desse sistema de exclusão e que estão em todas as classes sociais, especialmente a classe média, que comprava seus livros) criando a representação da ponta do varejo da exclusão. Sua definição do caboclo, que não deita raízes sobre a terra latifundiada, e é tocado de um ermo para outro, é o poder escancarado dos coronéis do mando e do garrote. Ao inventar o Jeca Tatu, Lobato decifrou a unha encravado da vida comunitária no Brasil. A partir do Jeca, toda uma linhagem cultural se formou, de Mazzaroppi à música sertaneja. O que ele denuncia como ausência de arte no caboclo acabou se transformando em arte popular genuína, pois o povo entendeu o recado e assenhorou-se do retrato para tornar-se visível na nação cega.
Ler artigos:http://www.consciencia.org/neiduclos/Article247.html

Assista ao vídeo: Jeca Tatu, com Mazzaropi.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Memória das minhas putas tristes ...



"Havia achado, sempre, que morrer de amor não era outra coisa além de uma licença poética. Naquela tarde, de regresso para casa outra vez, sem o gato e sem ela, comprovei que não apenas era possível, mas que eu mesmo, velho e sem ninguém, estava morrendo de amor. E também percebi que era válida a verdade contrária: não trocaria por nada neste mundo as delícias do meu desassossego. Havia perdido mais de quinze anos tratando de traduzir os cantos de Leopardi, e só naquela tarde os senti a fundo: Ai de mim, se for amor, como atormenta." (página 95)
Autor: Gabriel Garcia MárquezEditora: Record
Novo livro de Gabriel Garcia Márquez, é lançado pela Record, editora que o publica Brasil, com tradução de Eric Nepomuceno, jornalista que mais uma vez verte para o português brasileiro a obra do colombiano ganhador do Nobel de Literatura de 1982.
O livro não pode ser chamado de romance, seja porque é de fato um pequeno livro, com suas 128 páginas impressas com um corpo de letra bem grande, seja porque possui, se tanto, três personagens. É o narrador (um homem sem nome ou sobrenome), uma cafetina gorda e velha e uma menina jovem e virgem. É mais para um conto.
Rosa Cabarcas é a prostituta-mor que tem a missão de conseguir uma adolescente pura com quem o antigo-jornalista-aposentado-e-antiquado possa comemorar os seus 90 anos de vida numa noite de esbórnia. Como se vê, a história em si é bem simples, Rosa ora consegue a moçoila, ora não, e o cronista (ele escreve um texto dominical no jornal da cidade) faz visitas rotineiras ao puteiro da velha amiga para conferir de perto o “material”.
É curioso que o escritor colombiano tenha optado tratar um tema como este numa época em que o crime de pedofilia passa a ser denunciado e punido em todo o mundo, em todas as instâncias, da casa de família a empresas e à própria igreja.
Até onde se sabe, nenhum grupo de carolas ensandecidas ou de gente grilada com a sexualidade dos outros processou ou menosprezou o livro pelo fato de o personagem do livro querer, sem eufemismos ou “poesia”, deflorou uma criança.
Narrado em primeira pessoa, e muito bem escrito, com a maestria técnica a que só um escritor do gabarito e do talento de Gárcia Márquez consegue chegar, o personagem por vezes não consegue convencer aquele para quem fala de que é, sim, um senhor de 90 anos.
A impressão que se tem é que o homem pode ter 30, 49 ou 65 anos. Quando ele diz que vive “numa casa colonial na calçada de sol do parque de San Nicolkás, onde passei todos os dias da minha vida sem mulher nem fortuna...”, está bem, parece um ancião relembrando dias longínquos.
Quando um taxista conversa com o narrador, também, parece que aquele se dirige a este como a um senhor de bastante idade respeitável. Ou quando revê uma foto antiga tirada na redação do jornal em que trabalhou cotidianamente um dia e percebe que muitos dali já morreram.
Talvez falte ali uma dor, uma rabugice, uma dificuldade qualquer, algo mais característico da idade avançada, física ou psicologicamente. Nem resmungão, nem doente, nem casmurro, nem nada. É alguém falando, e poderia ser o próprio leitor a contar sua história, independente de quantos carnavais já pulara.
Trechos como “E me acostumei a despertar cada dia com uma dor diferente que ia mudando de lugar e forma, à medida que passavam os anos. Às vezes parecia ser uma garrotada da morte e no dia seguinte se esfumava” repõem as coisas no lugar. Mas são bem raros.
Por ser uma obra de curto fôlego e por ser muito bem escrita, lê-se Memórias de Minhas Putas Tristes de uma sentada, em uma ou duas horas.
É recompensador, ao fim do livro, perceber que o narrador vai ficando cada vez mais leve ao sentir que não vai morrer ao entrar no seu 91º ano de vida e que está disposto a viver com plenitude e sabor os seus cem anos de solidão (com uma putinha outra vez, de vem em quando, que ninguém é de lata).

terça-feira, 25 de março de 2008

Literatura: Dez passos rumo ao desprestígio


Tendências do ano que se encerrou fortalecem impressão de que o mundo literário está perdendo sua representatividade. É o que o Alcir Pécora defende em seu artigo, publicado em dezembro de 2007 no jornal"O Estado de São Paulo".
Ao ler o artigo pensei: que bom existir alguém que consegue enxergar claramente e transpor seu pensamento a todos nós que por vezes pecamos em nome da divulgação literária. Um artigo que deve ser lido por todo profissional que trabalha com o campo literário e também àqueles que usam o "Cyberespaço" para divulgar suas idéias.

segunda-feira, 24 de março de 2008

Dom Quixote de La Mancha


"Enfim, tanto ele se engolfou em sua leitura, que lendo passava as noites em claro e os dias de sombra a sombra; e, assim, do pouco dormir e muito ler se lhe secaram os miolos, de modo que veio a perder o juízo. Encheu-se-lhe a fantasia de tudo aquilo que lia nos livros, tanto de encantamentos quanto de contentas, batalhas, desafios, ferimentos, galantarias, amores, borrascas e disparates impossíveis; e se lhe assentou de tal maneira na imaginação que era verdade toda aquela máquina daquelas soadas sonhadas invenções que lia-se que para ele não havia no mundo história mais certa" (Miguel de Cervantes, Dom Quixote. Trad. Sérgio Molina

sábado, 22 de março de 2008

VIGIAR E PUNIR


Vale a pena ler este livro, porque esta obra apresenta a temática da responsabilidade social ao crime e o que a história mostra desde os séculos passados.
O livro é dividido em quatro partes: SUPLÍCIO, PUNIÇÃO, DISCIPLINA e PRISÃO. Já inicia com um relato de punição com suplício que eu não consegui ler até o final pelas descrições serem muito detalhistas e fortes, deixando-nos perplexos.Faz refletir sobre o que pensarão no futuro diante de nossas atuais prisões. Claro que se compararmos com a Idade Média já evoluímos muito, mas ainda há muita insalubridade, celas aglomeradas e a reabilitação quase impossível.

Eis um trecho do livro para sua reflexão:

" O interrogatório é um meio perigoso de chegar ao conhecimento da verdade, por isso os juízes não devem recorrer a ela sem refletir. Nada é mais equívoco. Há culpados que têm firmeza suficiente para esconder um crime verdadeiro ...; e outros, inocentes, a quem a força dos tormentos (tortura) fez confessar crimes de que não eram culpados".

FOUCAULT, Michel. VIGIAR E PUNIR. Petrópolis, Vozes, 31ª. edição.
Este livro encontra-se na Biblioteca do Professor nos colégios públicos do Paraná.

sexta-feira, 21 de março de 2008

Filmes na sala de aula


Vivemos no século da imagem. Selecionei três filmes que permitem, pelo enredo que oferecem, realizar algumas reflexões sobre o contexto sócio-histórico, na perspectiva de desvelar as relações que sustentam o modo de viver da sociedade capitalista. O filme é um recurso didático importante se o seu uso tiver como objetivo principal instrumentalizar o homem para constituir-se sujeito da sua história.

Germinal"
Claude Berri

O filme foi feito a partir da obra de Émile Zola. Claude Berri, quando dirigiu o filme conseguiu passar para a tela a dureza da vida, o sofrimento vivido pelos trabalhadores.
"Germinal" refere-se ao processo de gestação e maturação de movimentos grevistas e de uma atitude mais ofensiva por parte dos trabalhadores das minas de carvão do século XIX na França em relação à exploração de seus patrões; nesse período alguns países passavam a integrar o seleto conjunto de nações industrializadas ao lado da pioneira Inglaterra, entre os quais a França, palco das ações descritas no romance e representadas no filme.
Sugestão para trabalhar com alunos acima da 7ª série.

A fuga das Galinhas

O filme conta a história de um grupo de galinhas que quer fugir do galinheiro, pois acreditam na existência de um mundo melhor para viver. Um mundo no qual não sejam obrigadas a colocar ovos para os donos da fazenda. Um galo vem de fora e passa a ensinar algumas coisas para que elas consigam voar e sair dali.
O filme permite uma discussão interessante sobre a organização coletiva e sobre a idéia de que outra sociedade é possível.
5a. série.
Senhor das Moscas, de Peter Brook
Baseado no livro de William Golding. Teria qualquer outro realizador sem ser Peter Brook sido capaz de expor o coração das trevas por trás da face de cada homem, mesmo sendo este homem não mais do que um rapaz aparentemente inocente? Mais de cinquenta anos depois, "O Senhor das Moscas" encontra ainda perturbantes ecos na atualidade e não terá certamente sido ignorado pelos criadores da série Lost que já deixaram no ar várias referências.
Ótimo filme para se trabalhar a violência.
8a. série ou ensino médio.


quinta-feira, 20 de março de 2008

Rap das Armas Ilustrado

Vi este vídeo num post do Buteco da Net e achei fantástico! Se você (como eu) não sabe o que significa aqueles termos usados no funk proibidão da dupla MC Cidinho e Doca, poderão ter uma melhor noção do que significa exatamente o "parapapapapa".

terça-feira, 18 de março de 2008

Crepúsculo dos Deuses


Crepúsculo dos Deuses (1950) é um dos filmes que eu considero uma verdadeira ARTE do cinema. Há vários fatores para que eu o considere assim: a metalinguagem, pois fala da própria arte cinematográfica; o tema complexo demais, para os atores, sendo um dos estágios mais difíceis ao qual terão que passar um dia em suas vidas e que perturba a todos. Essa fatalidade ao qual um dia serão substituídos por outros talentos, pois sua juventude é perene e essa arte valoriza muito o belo em detrimento ao talento. E isto eu questiono muito quando assisto a filmes atuais. Os atores contemporâneos por se valerem de tantos recursos audiovisuais se esquecem da importância do olhar. O título do filme em inglês é Sunset Boulevard fazendo referência a uma célebre artéria de Los Angeles, onde as celebridades americanas têm sua residência. Billy Wilder situou nela um dos mais fascinantes – e mais cruéis – apólogos sobre a grandeza e a decadência da mitologia hollywoodiana. Várias atrizes foram convidadas a encarnar a personagem da estrela decadente. Todas recusaram, achando-se demasiadamente visadas. O papel foi confiado, por fim, a Glória Swanson, e lhe cabia perfeitamente: lançada por Mack Sennett, ela de fato conheceu a glória na época do cinema mudo e um de seus últimos sucessos foi “Minha rainha”, de Erich von Stroheim. Um trecho desse filme figura em Crepúsculo dos deuses, e é o próprio Stroheim, sob o pseudônimo de Max Von Mayerling, que o projeta. Dá para ver até que ponto a realidade e a ficção estão ligados, nesse psicodrama. O humor (negro) vem de permeio, pois toda a aventura é contada por um cadáver, criando um efeito de distanciamento mórbido no mínimo saboroso. Reconhecemos aí a mão de Billy Wilder, diretor de origem austríaca, que não rompeu totalmente com o expressionismo. O resultado é uma obra enfeitiçante.
Crepúsculo dos Deuses abusa da metalinguagem e a autora desvenda o filme como se descascasse uma gigantesca e suculenta cebola. A cada camada, uma surpresa, uma transparência não percebida, uma opacidade revelada. E ela prova que o que falta nas atrizes atuais é esse jogo de olhares, característica do cinema mudo que tão bem ela interpretava.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Um novo e revolucionário conceito de tecnologia de informação


Texto do escritor Millôr Fernandes, que eu li e admirei. Um chargista que acompanho pela revista VEJA e que sempre me surpreende, mas este texto, realmente deve ser lido por aqueles que estão no ramo da Literatura e nas Letras, para repensar em quais leituras e ferramentas priorizamos.
Uma crítica ao uso do computador em detrimento ao livro.
Nada como um bom livro pra aguçar as mentes quietas, pra acalmar as inquietas e despertar o gosto pela literatura que anda um tanto quanto adormecido em tantas mentes por aí....
Boa leitura... Miriam.


Cada L.I.V.R.O. é formado por uma seqüência de páginas numeradas, feitas de papel reciclável e capazes de conter milhares de informações. As páginas são unidas por um sistema chamado lombada, que as mantêm automaticamente em sua seqüência correta.
Através do uso intensivo do recurso TPA - Tecnologia do Papel Opaco - permite-se que os fabricantes usem as duas faces da folha de papel. Isso possibilita duplicar a quantidade de dados inseridos e reduzir os seus custos pela metade!
Especialistas dividem-se quanto aos projetos de expansão da inserção de dados em cada unidade. É que, para se fazer L.I.V.R.O.s com mais informações, basta se usar mais páginas. Isso, porém, os torna mais grossos e mais difíceis de serem transportados, atraindo críticas dos adeptos da portabilidade do sistema.
Cada página do L.I.V.R.O. deve ser escaneada opticamente, e as informações transferidas diretamente para a CPU do usuário, em seu cérebro. Lembramos que quanto maior e mais complexa a informação a ser transmitida, maior deverá ser a capacidade de processamento do usuário.
Outra vantagem do sistema é que, quando em uso, um simples movimento de dedo permite o acesso instantâneo à próxima página. O L.I.V.R.O. pode ser rapidamente retomado a qualquer momento, bastando abri-lo. Ele nunca apresenta "ERRO GERAL DE PROTEÇÃO", nem precisa ser reinicializado, embora se torne inutilizável caso caia no mar, por exemplo.
O comando "browse" permite fazer o acesso a qualquer página instantaneamente e avançar ou retroceder com muita facilidade. A maioria dos modelos à venda já vem com o equipamento "índice" instalado, o qual indica a localização exata de grupos de dados selecionados.
Um acessório opcional, o marca-páginas, permite que você faça um acesso ao L.I.V.R.O. exatamente no local em que o deixou na última utilização mesmo que ele esteja fechado. A compatibilidade dos marcadores de página é total, permitindo que funcionem em qualquer modelo ou marca de L.I.V.R.O. sem necessidade de configuração.
Além disso, qualquer L.I.V.R.O. suporta o uso simultâneo de vários marcadores de página, caso seu usuário deseje manter selecionados vários trechos ao mesmo tempo. A capacidade máxima para uso de marcadores coincide com o número de páginas.
Pode-se ainda personalizar o conteúdo do L.I.V.R.O. através de anotações em suas margens. Para isso, deve-se utilizar um periférico de Linguagem Apagável Portátil de Intercomunicação Simplificada - L.A.P.I.S . Portátil, durável e barato, o L.I.V.R.O. vem sendo apontado como o instrumento de entretenimento e cultura do futuro. Milhares de programadores desse sistema já disponibilizaram vários títulos e upgrades utilizando a plataforma L.I.V.R.O.
*Millôr Fernandes

sábado, 15 de março de 2008

Drácula, por Bram Stoker


Prefácio de Stephen King
Nas páginas deste livro, o leitor vai deparar com uma das mais sombrias criações da literatura do século XIX.
Ei-la, da forma como nos é apresentada:
" Seu rosto tinha um acentuado perfil aquilino, com um nariz magro e pronunciado e narinas curvadas de uma forma peculiar... o cabelo escasseava nas têmporas, mas era farto no resto da cabeça. Suas Sobrancelhas eram... densas, e quase se encontravam acima do nariz. A boca, até onde eu conseguia vê-las sob o bigode farto, era rígida e de aparência cruel, com dentes brancos e peculiarmente afiados. Os dentes superiores projetavam-se sobre os inferiores e apareciam entre os lábios, que eram notavelmente corados e revelavam uma surpreendente vitalidade num homem daquela idade. Quanto ao resto, suas orelhas eram pálidas, com extremidades pontudas. O queixo era largo e forte, e as maçãs do rosto, firmes, embora magras. O efeito geral era de extraordinária palidez".
Essa criatura tem o poder de continuar apavorando geração após geração de leitores - para sempre, ao que parece.Um dos temas mais comuns em toda ficção de terror e na literatura do fantástico é a imortalidade- "o ser que não morre" tem sido um elemento recorrente desde a história de Beowulf até o conto de Edgard Alan Poe sobre o coração denunciador, o mito de Cthulu, de Lovecraft, e mesmo o demônio imortal de William Peter Blatty, Panzuzu.
Bram Stoker está positivamente arrebatado pela tecnologia. Dr. Sewardmantém um diário fonográfico (que revela um problema, quando ele quer encontrar um apontamento específico num de seus discos), precursor do moderno ditafone. Quando Mina reúne e compara os registros do pequeno grupo que se juntou para lutar contra o vampiro, usa uma máquina de escrever - invenção recentíssima na época. Van Helsing, faz não uma, mas quatro tranfusões de sangue, muito confiante em si mesmo (80 anos depois, podemos apreciar uma comicidade não-intencional nessa série de operações; sem a análise do tipo sanguíneo, uma daquelas tranfusões com certeza teria matado a desafortunada Lucy). O conhecimento e a tecnologia não são males, aqui, mas sim, a salvação. O inimigo é um vampiro sinistro, astuto e velho, símbolo de todas as antigas superstições da humanidade. O remédio não é muito mais do que o método científico, entusiasticamente aplicado. Não fará mal algum, acredito, salientar que nesse confronto entre a ciência e a superstição, entre o ultramoderno e o vetusto, não são as engenhocas ou o trabalho de detetive que nos fascinam. É antes, a terrível aparição das três vampiras famintas que disputam pelo direito de "beijar" Harker; é a explosiva entrada do lobo no quarto de Lucy; é a bloofer-lady, espírito de uma bela mulher, em sua fome terrível e insaciável, molesta crianças pequenas; é, acima de tudo, a sombra do próprio Conde, açoitando os cavalos pelo desfiladeiro de Borgo, dando a Harker as boas-vindas a seu castelo, rondando pelas ruas de Londres e Whirby. À medida que Drácula aproxima-se de seu centenário, o ditafone se Steward, a máquina de escrever e a estenografia de Mina, bem como as operações de Van Helsing são engraçados no mesmo sentido em que são algumas engenhocas de um catálogo da Sears da virada do século XX. Envelheceram. O conde, porém, mantém sua capacidade de aterrorizar; ele é de fato um dos imortais, e não envelheceu sequer um dia.Drácula continuará reverberar em nossa mente durante um tempo bem maior do que Varney, o vampiro, que é mais horripilante e clamoroso. O livro de Stoker talvez seja longo demais, mas durante a leitura somos recompensados- se é que é esse o termo é correto- com cenários e imagens dignas de um Gustave Doré. Renfild pacientemente espalhando acúcar no parapeito da janela a fim de apanhar as moscas que mais tarde vai comer com toda a paciência dos malditos, a hóstia deixando uma cicatriz na fronte de Mina, a entrada no túmulo de Lucy. Cada uma dessas cenas é inesquecível, e nenhum filme chegou a fazer-lhe justiça.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Quantas vezes se leu "Os Sertões"?


“De sorte que sempre evitado, aquele sertão, até hoje desconhecido, ainda o será por muito tempo."
Os Sertões* - Euclides da Cunha


Quem, efetivamente, leu este livro? Esta é uma interrogação que faço aos meus amigos professores. Estou trabalhando-o com os meus alunos do terceiro ano do ensino médio, mas confesso que passo o filme “ Canudos” e depois de discutir com a turma peço alguns trabalhos variados e monto um painel sobre as pesquisas. Acho que não se pode exigir uma leitura tão complexa aos nossos alunos. Que a obra é importante nós sabemos, mas fazê-los ler e analisar um discurso tão erudito é pedir demais. Há mais de 100 anos a nação brasileira discute, pesquisa e questiona o que aconteceu neste episódio da revolta de Canudos, e o que levou Antônio Vicente Mendes Maciel (o Conselheiro) a tomar aquelas atitudes contra a República. Com dúvidas ou sem dúvidas, nós professores, podemos a partir destes estudos despertar em nossos alunos a atualidade da obra. Devemos mostrar o seu caráter de denúncia, os problemas de origens sociais que ainda hoje são tratados pelo poder público de forma semelhante ao tratamento dado aos seguidores de Antônio Conselheiro. É um livro que nos dá a oportunidade de a partir de Canudos ter uma visão das classes oprimidas e excluídas. O ressurgimento de figuras como a de Moreira César, o corta-cabeças, encarnadas em homens como os que comandaram a invasão da Penitenciária do Carandiru, ou dos assentamentos de terra de Eldorado dos Carajás (PA) e Corumbiara (RO), nos fazem ter certeza que passados mais de 100 anos, Canudos ainda vive. Episódios traumáticos como os ocorridos com as crianças da Candelária e com o crescente índice de violência nos atuais centros urbanos dão nos mostras do abandono social em que se encontra a população, principalmente a mais carente.

A obra de Euclides é muito comentada e infelizmente pouco lida e o sertanejo brasileiro continua sendo um desconhecido e a vida no sertão, a cultura, os costumes, ainda hoje é uma grande incógnita para a maioria dos brasileiros.

quinta-feira, 13 de março de 2008

A Saga de Lampião


Durante uma aula, no 3º. Ano, explanando a história da guerra de Canudos, foi lembrada a vida do homem do sertão da Bahia. Suas dificuldades, seu atraso, sua valentia e conseqüentemente, a figura do cangaceiro, muito típica daquela região. E não pudemos deixar de lembrar da figura do Lampião e Maria Bonita. Ele comandou um grupo de cangaceiros fiéis.

O pai de Lampião foi morto quando Virgulino ainda era adolescente. Após a morte de seu pai, Lampião tornou-se o maior cangaceiro de todos os tempos. Durante as décadas de 1920 e 1930 percorreu sete estados do nordeste brasileiro, espalhando o terror. Era o personagem preferido de literatura de cordel, onde era mostrado como um grande herói, infalível e indomável. Relatos de suas façanhas contra as polícias chegavam aos ouvidos dos políticos, que patrocinaram uma caçada para perseguí-lo e matá-lo. Em 1938, no município de Poço Redondo, Sergipe, na fazenda Angico, Lampião foi morto por um grupamento da Polícia Militar alagoana, as chamados volantes, chefiado pelo tenente João Bezerra, juntamente com dez de seus cangaceiros, entre os quais se encontrava sua companheira, Maria Bonita, Foram todos decapitados e suas cabeças, devidamente etiquetadas, levadas como comprovante de suas mortes, foram expostas nas escadarias da igreja matriz de Santana do Ipanema. De lá foram conduzidas a Maceió e depois para Salvador. Foram mantidas, até a década de 1970, como "objetos de pesquisa científica" no Instituto Médico Legal de Salvador (Instituto Nina Rodrigues).
Embora as lendas procurem prevalecer sobre os fatos, a saga de lampião é um misto de aventura, romance, violência, amor e ódio. Suas investidas transtornaram a economia e a política nordestina. Simultaneamente odiado e idolatrado por muitos, sua presença continua viva na imaginação popular. Exerceu grande influência nas artes tais como música, pintura, literatura e no cinema brasileiro.
Uma de suas frases:
"Tenho cometido violências e depredações, vingando-me dos que me perseguem. Costumo, porém, respeitar as famílias".

quarta-feira, 12 de março de 2008

LORD BYRON - ÁLCOOL, ÓCIO, SEXO


George Gordon Noel Byron nasceu em 22 de janeiro de 1788, em Londres. Apesar de nascer em família rica, seu pai, Capitão John Byron, era um "bon-vivant" que destruiu toda a riqueza. Com 10 anos, Byron herda o título nobiliárquico de um tio-avô, tornando-se o sexto Lord Byron. Em sua adolescência, Byron foi tomando consciência de seu poder. Possuidor de carisma, beleza e poder de sedução, ele logo começou a aproveitar seus dons. Envolveu-se com colegas, empregadas, professores, prostitutas e garotas que adoravam um título de nobreza. Em 1805, arrumou um emprego em Cambridge mas nunca trabalhava, já que esta era a moda para os descolados da época. Era o tédio, o "spleen". Era a forma que os, então, românticos viviam a vida, e da qual Byron foi o mestre supremo. Escrevia versos e mais versos e gastava muito dinheiro. Após entrar na "Trinity College" de Cambridge, em 1807, publica seu primeiro livro de poesia, Hours of Idleness (Horas de ócio), mal recebido pela crítica da prestigiosa Edinburgh Review. Em 1815 casa-se com Anne Milbanke. Muda-se para a Suíça em 1816, após o divórcio de Lady Byron, causado pela suspeita de incesto do poeta com sua meia-irmã Augusta Leigh. Numa noite chuvosa em Diodati, ele e seu grupo de amigos literatos decidiram compor histórias macabras. Nasceu ali Frankenstein de Mary Shelley e O Vampiro de Polidori.

Em 1819 começou o poema herói-cômico Don Juan, sátira brilhante e atrevida, à maneira do século XVIII, que deixaria inacabada. No mesmo ano ligou-se à condessa Teresa Guiccioli, seguindo-a a Ravena onde, juntamente com o irmão dela, participou das conspirações dos carbonários.

A obra e a personalidade romântica de Lord Byron tiveram, no início do século XIX, grande projeção no panorama literário europeu e exerceram enorme influência em seus contemporâneos, por representarem o melhor da sensibilidade da época, conferindo-lhe muito de sedução e elegância mundana. Lord Byron teve uma vida pessoal bastante conturbada. Em meio a toda essa agitação existencial, que se tornou o paradigma do homem romântico que busca a liberdade, Byron escreveu uma obra grandiloqüente e passional. Encantou o mundo inicialmente com seus poemas narrativos folhetinescos, em que não faltam elementos autobiográficos, como Childe Harold's Pilgrimage, e depois o assustou com a faceta satírica e satânica que apresenta em poemas como Don Juan. Foi um dos principais poetas ultra-românticos. O cinismo e o pessimismo de sua obra haveriam de criar, juntamente com sua mirabolante vida, uma legião de jovens poetas "byronianos" por todo o mundo, chegando até o Brasil na obra de grandes escritores, como Álvares de Azevedo.

terça-feira, 11 de março de 2008

Resenha Crítica

Aos alunos do 3o. ano para o trabalho dado a ser entregue neste final de mês. Resenha do conto "Negrinha", de Monteiro Lobato.
Resenha Crítica é a apresentação do conteúdo de uma obra, acompanhada de uma avaliação crítica. Expõe-se claramente e com certos detalhes o conteúdo da obra, o propósito da obra e o método que segue para posteriormente desenvolver uma apreciação crítica do conteúdo, da disposição das partes, do método, de sua forma ou estilo e, se for o caso, da apresentação tipográfica, formulando um conceito do livro.
A resenha crítica consiste na leitura, resumo e comentário crítico de um livro ou texto. Para a elaboração do comentário crítico, utilizam-se opiniões de diversos autores da comunidade científica em relação as defendidas pelo autor e se estabelece todo tipo de comparação com os enfoques, métodos de investigação e formas de exposição de outros autores.
A resenha crítica apresenta as seguintes exigências:

ESTRUTURA DA RESENHA CRÍTICA
Capa
Sumário
1- Introdução
2- Descrição do Assunto
3- Apreciação Crítica
4- Considerações Finais
5- Referências Bibliográficas
6- Anexos
Conhecimento completo da obra, não deve se limitar à leitura do índice, prefácio e de um ou outro capítulo.

2. Competência na matéria exposta no livro, bem como a respeito do método empregado.

3. Capacidade de juízo crítico para distinguir claramente o essencial do supérfluo.

4. Independência de juízo; o que importa não é saber se as conclusões do autor coincidem com as nossas opiniões, mas se foram deduzidas corretamente.

5. Correção e urbanidade; respeitando sempre a pessoa do autor e suas intenções.

6. Fidelidade ao pensamento do autor, não falsificando suas opiniões, mas assimilando com exatidão suas idéias, para examinar cuidadosamente e com acerto sua posição

Evidentemente, uma resenha crítica bem feita pode converter-se num pequeno artigo científico e até mesmo num trabalho monográfico, podendo ser publicada em revistas especializadas.
A resenha crítica, compreende uma abordagem objetiva (onde se descreve o assunto ou algo que foi observado, sem emitir juízo de valor) e uma abordagem subjetiva (apreciação crítica onde se evidenciam os juízos de valor de quem está elaborando a resenha crítica).
O cientista tem uma capacidade de juízo crítico mais desenvolvida. O estudante esforça-se para o exercício de compreensão e crítica inicial.
A resenha facilita o trabalho do profissional ao trazer um breve comentário sobre a obra e uma avaliação da mesma.
Na introdução o acadêmico deve apresentar o assunto de forma genérica até chegar ao foco de interesse, ou ao ponto de vista o qual será focalizado. Uma vez apresentado o foco de interesse, o acadêmico procura mostrar a importância do mesmo, a fim de despertar o interesse do leitor. Por último, deixa-se claro, o caminho/método que orienta o trabalho.
A descrição do assunto do livro, texto, artigo ou ensaio compreende a apresentação das idéias principais e das secundárias que sustentam o pensamento do autor. Para facilitar a descrição do assunto sugere-se a construção dos argumentos por progressão, que consiste no relacionamento dos diferentes elementos, mas encadeados em seqüência lógica, de modo a haver sempre uma relação evidente entre um elemento e o seu antecedente.
A apreciação crítica deve ser feita em termos de concordância ou discordância, levando em consideração a validade ou a aplicabilidade do que foi exposto pelo autor. Para fundamentar a apreciação crítica, deve-se levar em conta a opinião de autores da comunidade científica, experiência profissional, a visão de mundo e a noção histórica do país.
Nas considerações finais, deve-se apresentar as principais reflexões e constatações decorrentes do desenvolvimento do trabalho. As referências bibliográficas seguem a NBR-6023 de 2000 da ABNT sobre referências bibliográficas.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Leitores no metrô


Fragmentos de leituras feitas por passageiros nos metrôs e trens da França.
Vídeo de Consuelo Lins, filmado com câmera de telefone celular. Podemos notar pelo vídeo que ler é uma tradição cultural. Quando vamos nos igualar a eles?

domingo, 9 de março de 2008

Reforma ortográfica

Com data marcada para entrar em vigor em 2008, a reforma ortográfica pretende fazer com que pouco mais de 210 milhões de pessoas em oito países que falam o português tenham a escrita unificada, conservando as variadas pronúncias. A proposta foi apresentada em 1990, mas era necessário que pelo três países ratificassem os termos da proposta, o que ocorreu somente em 2006. O Congresso brasileiro aprovou as mudanças em 1995. Saiba o que vai mudar no nosso idioma:
1. Quais as diferenças básicas da ortografia usada no Brasil e em Portugal?
Existem duas ortografias oficiais da língua portuguesa: a do Brasil e de Portugal. A norma portuguesa é a que serve de referência para o ensino de português em outros países. O vocabulário português contém palavras escritas com consoantes mudas, como Egipto e objecto. Em outras, como indemnizar e facto, as consoantes "a mais" são pronunciadas. Além disso, nas sílabas tônicas seguidas de m e n, o som é aberto. Por exemplo, a palavra econômico (escrita brasileira) é escrita e lida económico em Portugal.

2. Quantos e quais países falam português?
É composta por oito países: Brasil, Portugal, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.

3. A unificação pode trazer benefícios para a economia dos países que falam português?
Uma vez unificado, o português auxiliará a inserção dos países que falam a língua na comunidade das nações desenvolvidas, pois algumas publicações deixam de circular internacionalmente porque dependem de "versão". Um dos principais problemas que as novas regras vão acarretar, no entanto, será o custo da reimpressão de livros.
4. Por que é preciso padronizar o português?
A ortografia-padrão facilitará o intercâmbio cultural entre os países que falam português. Livros, inclusive os científicos, e materiais didáticos poderão circular livremente entre os países, sem necessidade de revisão, como já acontece em países que falam espanhol. Além disso, haverá padronização do ensino de português ao redor do mundo.
5. O que é necessário para que ocorram mudanças na língua portuguesa?
É preciso que o projeto com as novas regras seja aprovado pelos oitos países da CPLP e que pelo menos três deles ratifiquem as mudanças em seu território. Assim que as novas regras forem incorporadas ao idioma, inicia-se o período de transição, no qual os materiais didáticos serão adequados às mudanças.


6. Quais foram as reformas na língua portuguesa anteriormente?
Já foram feitos três acordos oficiais, aprovados pelos países falantes: o de 1943, o de 1971 e o que vai vigorar a partir de 2008.

7. O que elas mudaram de essencial na ortografia?
A mudança mais importante antes da aprovada em 1990 (e que vai vigorar a partir de 2008) foi a de 1971. Nesse acordo foi estipulada a eliminação do trema nos hiatos átonos, bem como a do acento circunflexo diferencial nas letras "e" e "o" da sílaba tônica das palavras homógrafas, de significados diferentes, mas com a mesma grafia, além da extinção do acento circunflexo e do grave em palavras terminadas com "mente" e "z". Com a reforma, êle passou a ser escrito ele, sómente, somente e bebêzinho, bebezinho.

8. O acordo para unificação foi proposto em 1990. Por que só foi aprovado agora?
Portugal ainda precisa adaptar sua legislação às novas regras. Enquanto as mudanças afetarão 0,45% das palavras brasileiras, Portugal sofrerá alterações em 1,6% de seu vocabulário. Os portugueses deixarão, por exemplo, de escrever húmido e escreverão úmido, como os brasileiros.

9. As mudanças serão apenas gráficas ou vão alterar a pronúncia?
As mudanças serão apenas na ortografia, permanecem as pronúncias típicas de cada país.


10. Quais as mudanças na utilização do hífen?
O hífen será mantido nos substantivos compostos (arco-íris, guarda-chuva). Mantém-se nas palavras compostas: norte-americano, ano-luz. O sinal cai em compostos nos quais "se perdeu a noção de composição", como paraquedas e paraquedista. Na prefixação, existe hífen sempre antes de h. Se o prefixo termina por vogal e o elemento seguinte começa por r ou s, duplica-se a consoante. Se o prefixo termina por vogal igual à vogal inicial do segundo elemento, existe hífen. Se as vogais finais e iniciais forem diferentes, não haverá hífen. Hiper, inter e super têm hífen antes de outro elemento iniciado por r. Circum e pan têm hífen antes de elemento iniciado por vogal, m, n e h. Ex e vice mantêm o hífen existente hoje.


11. Como fica a regra de acentuação?
Paroxítonas terminadas com duas letras "o" não mais terão acento circunflexo. Abençôo, vôo, enjôo passarão a ser escritos da seguinte forma: abençoo, voo, enjoo. O circunflexo também será extinto nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos crer, dar, ler, ver e seus decorrentes. A grafia correta será creem, deem, leem e veem. O trema desaparece por completo. As palavras linguiça e frequência estarão gramaticalmente corretas. Serão eliminados os acentos agudos nos ditongos abertos "ei" e "oi" de palavras paroxítonas, como jibóia e idéia. Além disso, será eliminado o acento diferencial em pára (verbo) de para (preposição).


O que muda Grafia Acentuação
Brasil • Criada a dupla grafia, em alguns casos, para diferenciação. Ex: amámos, em vez de amamos;
• O alfabeto deixa de ter 23 letras para ter 26, com a incorporação de "k", "w" e "y";
• Mudam-se as normas para uso do hífen. • Eliminação do acento agudo nos ditongos abertos "ei" e "oi" de palavras paroxítonas;
• O acento deixará de ser usado para diferenciar "pára" (verbo) de "para" (preposição);
• Extinção completa do trema;
• Mudanças na utilização do acento circunflexo
Portugal • O "c" e o "p" não deverão mais ser escritos em palavras nas quais não são pronunciados. Ex: acção passará a ser escrito ação, como no Brasil;
• Elimina-se o "h" inicial de algumas palavras, como em "húmido", que passará a ser "úmido". • Serão mantidos o acento agudo no "e" e no "o" tônicos que antecedem "m" ou "n", enquanto o Brasil continua a ser usado o acento circunflexo nessas palavras. Ex: académico (em Portugal) e acadêmico (no Brasil).


Fonte: http://veja.abril.com.br

sábado, 8 de março de 2008

Os cabelos e o Cinema

Os cabelos sempre se constituíram como excelente adorno do rosto, tidos historicamente para a mulher como símbolo de sedução. Não é só vaidade, cabelo mostra a personalidade da pessoa. Além de funcionar como moldura para o rosto, os cabelos, especialmente os compridos, têm um forte componente de feminilidade. Em qualquer enquete entre o público masculino, é o comprimento predileto. Sempre foi assim. O escritor Machado de Assis já enfatizava a sensualidade das longas mechas de Capitu. Muitas mulheres gostariam de adotar um corte curto, mais prático para o dia-a-dia. Mas acabam sucumbindo ao comprido porque é o que eles preferem. Nos anos 70, fortemente influenciadas pelo filme "ROMEU E JULIETA", a moda dos cabelos foram longos e muito compridos. Era muito difícil conseguir o visual da atriz Olívia Hussey. Quem procurava a autenticidade absoluta não hesitava em dormir com o cabelo todo preso em volta da cabeça com grampos(touca), para obter o efeito liso, obrigatório no visual da época. Os longos fios deveríam ser lisos, brilhantes e negros. Nos anos 70, Olívia Hussey mexeu com as cabeças das meninas. Regina Duarte, a namoradinha do Brasil, utilizou este estilo vários anos. Hoje vemos algumas mulheres que ainda adotam e continuam a despertar a atenção dos homens com este visual. Uma delas é a personagem Débora da novela "Duas Caras".
Assistam o vídeo e observem os lindos cabelos da atriz. Além disso, a cena de amor é incomparável.

sexta-feira, 7 de março de 2008

quinta-feira, 6 de março de 2008

Dio Come ti amo


Esta música faz parte de minha adolescência, ou seja, do século passado e foi a música que marcou meu primeiro namoro. Assisti ao filme que tem o mesmo nome com ele e a família inteira cuidando. É sempre bom ter lembranças e essa música na época foi um sucesso. Gostaria de compartilhar com vocês.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Hollywood e seus figurinos maravilhosos


“Este Post é uma homenagem a nós, Mulheres.”
O poder de sedução do cinema é tão grande que algumas roupas saem das telas e se tornam ícones de moda. Na década de 1930, Chanel ganhou 1 milhão de dólares para criar o figurino de três filmes dos estúdios MGM. Um grande sucesso foi o guarda-roupa sensual de Gilda, de 1946. No período pós-guerra, se vestir como a personagem-título era tudo o que as mulheres desejavam.
Mas o look mais famoso até hoje é o pretinho que Audrey Hepburn usou em Bonequinha de Luxo, criado pelo francês Hubert de Givenchy ele foi um marco dessa década e continua atual. O filme abre com uma das mais famosas cenas da história. Quando, logo ao amanhecer, um táxi, em plena Nova York, deserta, da década de 60, pára em frente da joalheria Tiffany e uma garota vestida em um elegante longo preto – com colar de pérolas enormes de quatro voltas e enormes óculos solar preto, desce e em plena vitrine da joalheria, tira de uma embalagem, um baggels e um enorme copo de café e começa a comer. É a cena que imortalizou a carreira da atriz – símbolo absoluto de elegância e classe. Impulsionou o glamour minimalista, sóbrio e sexy ao mesmo tempo. Além do mais, é o filme que sinalizou o preto como a cor fetiche pelos elegantes da nova geração (Chanel avisou isto lá nos anos 20, viu? Mas, este filme renova os votos).
Um ano depois, ela arrasou multidões, novamente, com o filme Cinderela em Paris, produção de 1956, dirigida por Stanely Donen. Hoje os maiores sucessos são os vestidos de festa, que, como num conto de fadas, transformam a mocinha em uma mulher maravilhosa, como Jennifer Lopez em Encontro de Amor, de 2002.
Um vestido imortalizou Marilyn Monroe. Pertence ao filme O Pecado Mora ao Lado, produção de 1955, dirigida por Billy Wilder e criado por Billy Travilla – figurinista responsável por outros clássicos de Marilyn, como o vestido rosa de Os Homens Preferem As Loiras – que Madonna copiou para usar no vídeo da música Material Girl. Quando Marilyn aparece com vestido branco plissado, dançando rapidamente em cima de um respiradouro de metrô, sua imagem entrou para a história do cinema. O sucesso da imagem de Marilyn naquele vestido branco é tão forte, que, na maior homenagem que poderia existir, cópias do vestido se multiplicaram e hoje ele é um exemplo de roupa de fantasia – seja de festas temáticas de cinema ou em shows em todo o mundo.
Os modelões glamourosos de Grace Kelly, nos filmes Ladrão de Casaca e Janela Indiscreta – de Hitchcock em 1954, influenciou toda a moda dos anos 50.
Das produções mais recentes, o vestido vermelho de Julia Roberts, em Uma Linda Mulher é muito comentado; o mini-vestido branco de Sharon Stone, em Instinto Selvagem; a noiva de Drácula de Bram Stoker - que o estilista Lino Villantura se inspirou para sua coleção para o Verão 2008; o vestido vermelho escarlate de Nicole Kidman de 1899, em Moulin Rouge (2001)e o glamour dos modelos dos anos 20, de Chicago (2002).
Maria Antonieta, produção de 2006, dirigida por Sophia Coppola e com figurinos de Milena Canonero, foi o filme mais comentado pelos fashionistas nos últimos tempos pela quantidade de lindos vestidos que reproduziram o século XVIII.

Cena do filme" Bonequinha de Luxo".



terça-feira, 4 de março de 2008

NEGRINHA


É uma narrativa em terceira pessoa, impregnada de uma carga emocional muito forte. Sem dúvida alguma é um conto invejável. É interessante considerar aqui alguns pontos: a obra narra às condições subumanas em que a menina era obrigada a viver. Sua temática transcende vários conflitos humanos: uma criança criada como um bicho-gente, uma patroa má que descarrega suas mágoas na menina, a conseqüência de uma abolição fictícia. O tema da caridade azeda e má, que cria infortúnio para os dela protegidos, um dos temas recorrentes de Monteiro Lobato; outro aspecto que poderia ser observado é o fenômeno da epifania, a revelação que, inesperadamente, atinge os seres, mostrando-lhes o mundo e seu esplendor. A partir daí, tais criaturas sucumbem, tal qual Negrinha o fez. Ter estado anos a fio a desconhecer o riso e a graça da existência, sentada ao pé da patroa má, das criaturas perversas, nos cantos da cozinha ou da sala, deram a Negrinha a condição de bicho-gente que suportava beliscões e palavrórios, mas a partir do instante em que a boneca aparece, sua vida muda. É a epifania que se realiza, mostrando-lhe o mundo do riso e das brincadeiras infantis das quais Negrinha poderia fazer parte, se não houvesse a perversidade das criaturas. É aí que adoece e morre, preferindo ausentar-se do mundo a continuar seus dias sem esperança.
"Negrinha era uma pobre órfã de sete anos. Preta? Não; fusca, mulatinha escura, de cabelos ruços e olhos assustados. Nascera na senzala, de mãe escrava, e seus primeiros anos vivera-os pelos cantos escuros da cozinha, sobre velha esteira e trapos imundos. Sempre escondida, que a patroa não gostava de crianças."
Tendo sido selecionado por Ítalo Moriconi e consta de "Os cem melhores contos brasileiros do século", editora Objetiva — Rio de Janeiro, 2000, pág. 78 .

Ler o conto completo acessando o link abaixo:
http://intervox.nce.ufrj.br/~valdenit/lobato.htm

domingo, 2 de março de 2008

Irmã Selma ( do MAL)

No ano passado, na abertura do último Seminário Temático do PDE, na UEL, fizeram a apresentação deste vídeo para nos motivar a enfrentar mais um dia inteiro de palestras. Mas o que eu pude observar é que não passa de uma metáfora daquele professor que odeia a sua profissão.
O vídeo nos mostra a irmã Selma, que é um dos personagens mais engraçados interpretado por um dos atores do grupo teatral "Terça Insana", talvez um dos melhores grupos humorísticos do Brasil.Tem vários videozinhos deles pelo YouTube, mas esse é o meu favorito. A irmã Selma! Veja, não vai se arrepender, certeza!

"Porque eu acho que cuidar de crianças é uma coisa que relaaaaxa a gente!" (Irmã Selma)




CLARICE LISPECTOR


Programa 30 Anos Incriveis da tv cultura, apresentação de Gastão Moreira. Última entrevista com Clarice Lispector dada ao jornalista Junior Lerner para o programa Panorama em 1977.


sábado, 1 de março de 2008

A cena mais memorável de Apocalipse Now

O extraordinário ataque de um esquadrão de helicópteros com a música de Wagner, “As Valquírias”.

Obra-prima de um Coppola profundamente inspirado pelo "O Coração das Trevas", de Joseph Conrad.
Uma pequena visão da loucura e desumanização da guerra. Uma das obras primas do cinema ao som de Wagner. Verdadeira antologia daquilo que o ser humano esconde dentro e é capaz. O Horror e o terror moral sobre os males do imperialismo, como uma história sobre a participação do Americano no Vietnã. Francis Ford Coppola criou um trabalho de arte tão poderoso e que assombra tanto quanto a obra original, melhor de muitos filmes feitos sobre o conflito do Vietnã.
Coppola procurou "criar uma experiência que fizesse o público sentir o que era o Vietnã: a urgência, a loucura, a diversão, o horror, a sensibilidade e o dilema moral da guerra americana mais surreal e obscura". Uma das coisas mais impressionantes é a ausência de efeitos especiais. "Há um realismo que não pode ser duplicado com efeitos digitais e computadores”. Todos os helicópteros eram reais, não eram miniaturas ou desenhos. Todos estavam lá voando e isso transmite uma força real. É um épico turbulento, alucinante e terrificante. E mata-se ao som das Valquírias.
Prêmios: Oscar de Melhor Fotografia e Som.