quinta-feira, 22 de maio de 2008

TRISTÃO E ISOLDA

Joseph Bédier, reconstituiu um poema francês do século XII, baseado em uma lenda que tem sua origem no século VI, donde a idéia de que a história remonte ao tempo dos vikings na Irlanda. Dois poetas da época, Tomás da Inglaterra e Béroul detêm os primeiros textos mais conhecidos e, apesar de pequenas diferenças, ambos possuem a essência da história. No entanto, segundo a maioria dos autores, a lenda é celta. No século XII, a história de Tristão e Isolda, tomou a roupagem francesa apoderando-se de todas as imaginações, pois Tristão se veste como um cavaleiro medieval e Isolda com um longo vestido, usado na corte da época. Usou fontes variadas, mas a maior parte da obra está baseada no poema de Bérould.
A história passa-se na Cornualha, onde Marco é rei, Tristão não era famoso por sua habilidade como lutador, mas tinha grande agilidade física. Era também um harpista. A história de Tristão é marcada por tragédias, dizia-se que ele nunca foi visto sorrindo, a começar por seu nascimento, onde seu pai é morto em batalha, perdendo o reino de Lionesse, e sua mãe morre no parto. Graças a estas tragédias, ele recebe o nome de Tristão. Criado por um cavaleiro como se fosse seu filho, Tristão desconhece sua origem e de seu parentesco com Marco, seu tio. Ainda criança, Tristão mata por acidente um outro menino durante uma rixa. Levado para Bretanha a fim de ter uma educação de cavaleiro e um dia recuperar seu trono, Tristão acaba preso em um navio muçulmano, onde seria vendido por escravos, se não tivesse conseguido fugir, indo parar nas costas da Cornualha. Durante muito tempo permanece na corte do rei Marco, sem revelar a este que era seu sobrinho, o que ocorre quando a Irlanda cobra um antigo tributo da Cornualha que, se não fosse pago, só poderia ser substituído pela luta entre dois campeões da família real da Irlanda e Cornualha. Tristão se oferece e parte para lutar contra Morolt, matando-o quando este prende a espada no casco do barco. Ferido pela espada envenenada de Morolt, Tristão é colocado em um barco sem remos com sua harpa. É achado por Isolda, que cuida de suas feridas, sem dizer-lhe que era a princesa da Irlanda. Durante estes cuidados, sempre disfarçado, acaba se apaixonando pela princesa Isolda, que cuidava dele. Mas Isolda é prometida ao rei do império que conseguisse matar o dragão que atormentava o reino. Tristão consegue matá-lo e Isolda é prometida a Marco. Tristão é incumbido pelo rei Marco de buscar sua prometida, retorna à Irlanda para buscá-la. Na viagem de volta, no entanto, eles bebem um filtro de amor que a criada de Isolda, Brangwen, havia preparado para a noite de núpcias da princesa, com isso uma paixão cega toma conta deles, de tal forma que, quando chegam a Cornualha, já são amantes. Começa então o mórbido, mas interessante relato do casamento de Isolda com o já desconfiado Marco e a continuação de sua aventura com Tristão. Segue-se então a descoberta e a fuga de Tristão para a Britânia, onde se casa com uma princesa só porque seu nome também era Isolda (Isolda das Mãos Brancas), não podendo consumar o casamento. Quando está prestes a morrer de uma infecção causada por uma seta envenenada, Tristão manda uma mensagem, implorando que Isolda da Irlanda viesse até ele, e ordena que, no retorno do barco, deveriam estender velas brancas se a trouxessem e negras se ela não viesse. Quando as velas brancas são vistas se aproximando, sua esposa Isolda diz que elas são negras. Angustiado Tristão morre, e Isolda chega, para morrer ao lado dele.
Entre 1857 e 1859, Richard Wagner, um dos maiores compositores alemães de todos os tempos, realizador entre outras da famosa Cavalgada das Valquírias, compõe Tristão e Isolda, ópera em 3 atos baseada na lenda Celta.
Em 1909, Tristão e Isolda chega pela primeira vez ao cinema, no filme francês mudo Tristan et Yseult. Em 1948, Jean Delannoy dirige o filme francês O Eterno Retorno, com Madeleine Sologne e Jean Marais nos papéis principais. Apesar de seguir as versões francesas, o filme foi adaptado aos tempos modernos, daí destoar algo do mito, uma vez que este está associado à cavalaria ou mesmo ao medievalismo, a despeito de ser um mito celta. Em 2006, mais de 100 anos depois das primeiras versões de ‘Tristão e Isolda’ serem registradas, chega aos cinemas a versão produzida por Ridley Scott e estrelada por James Franco.
Cenas do filme produzido em 2006:



2 comentários:

Pedro Henrique disse...

É, clássico é clássico.
O filme, na tentativa de recriar uma história magnífica, não foi muito feliz.

Bjos!!

Isabela disse...

Admito que esperava que o filme fosse pior. Não que tenha sido um grande filme, mas superou um tanto as minhas expectativas, principalmente em relação ao James Franco.