quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Uns Braços, de Machado de Assis


Hoje faço questão de postar um trabalho que realizei na sala de aula do segundo ano “B”, do Colégio Estadual Unidade Polo, onde eu trabalho com Língua Portuguesa. Trabalhei o conto “Uns Braços”, de Machado de Assis. Depois do conto lido, analisado e debatido algumas especificidades da obra com a turma, pedi-lhes como atividade, uma resenha. E aqui está a resenha do aluno Geovani Scoassabi. Ao ler fiquei admirada com a visão crítica que ele demonstrou. Leiam e comprovem:

Um dos contos mais originais e incompletos do Realismo de Machado de Assis:”Uns Braços”. Nele Ignácio, um jovem de 15 anos, do interior que tinha ido morar na capital para estudar, apaixona-se sorrateiramente por D. Severina, uma senhora com o dobro de sua idade, casada com o solicitador Borges. A viagem pelo tempo dos acontecimentos que o autor apresenta em seus contos, facilita a leitura e a compreensão da história. O menino que de menino não tem nada, apaixona-se lúdica e eroticamente por uma imagem de sua anfitriã, através da visão dos braços nus de D.Severina. Quando menos se espera em um sonho, pensando em sua amada idealizada, Ignácio recebe um beijo de D. Severina, premeditado e recriminado por ela, que logo após o incidente proposital, despacha o rapaz de volta a sua origem, provavelmente com um sentimento de culpa e remorso. Hoje, acredito que o autor teria descrito com mais erotismo, mas o manteria incompleto como é a característica do autor. O caso de um jovem apaixonar-se por uma mulher mais velha é comum, influenciado por vários motivos, quer sejam eles: dinheiro ou popularidade. E acredito que em poucos casos, por amor.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Pare de fumar sorrindo

Como eu me preocupo muito com vocês, posto aqui um vídeo para vocês pararem de fumar sorrindo: um vídeo do Danilo Gentili falando sobre o cigarro:

domingo, 7 de setembro de 2008

Michael Jackson: O Astro que mudou


A música Billie Jean de Michael Jackson foi votada a melhor música dance de todos os tempos pelos ouvintes da Rádio 2 da BBC.Escrita por Jackson e lançada no álbum Thriller, de 1982 - disco que é considerado a obra-prima do cantor - a faixa ganhou dois prêmios Grammy e ficou no topo das paradas em 1983.
A melhor performance de Michael Jackson dançando Billie Jean

Mais uma relíquia de Michael Jackson:

sábado, 6 de setembro de 2008

Carlos Drummond de Andrade

Lira Romantiquinha
Por que me trancas
o rosto e o sorriso
e assim me arrancas
do paraíso?
Por que não queres
deixando o alarme
( ai, Deus: mulheres)
acarinhar-me?
Por que cultivas
as sem-perfume
e agressivas
flores do ciúme?
Acaso ignoras
que te amo tanto,
todas as horas,
já nem sei quanto?
Visto que em suma
é todo teu,
de mais nenhum
ao peito meu?
Anjo sem fé
nas minhas juras
porque é que é
que me angusturas?
Minha alma chove
frio e tristinho
não te comove
este versinho?

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

ERRO DE PORTUGUÊS


Quando o português chegou
Debaixo duma bruta chuva
Vestiu o índio
Que pena!Fosse uma manhã de sol
O índio tinha despido
O português

Oswald Andrade inovou a poesia com seus pequenos poemas, em que sempre havia um forte caráter visual, criando o chamado poema-pílula. Analisando o poema Erro de português, a primeira imagem que nos vem é sobre o do ato de "vestir" e de "despir". Lembre-se que a forma como nos vestimos é um reflexo da sociedade a que pertencemos.As vestimentas de uma população refletem seus hábitos, sua cultura. Atentem também para as condições de chegada dos portugueses: "debaixo duma bruta chuva" As condições externas, alheias à nossa vontade, influenciam o que acontece conosco. Visto isso, agora pensem um pouco: o que é o ato de "vestir" e de "despir" nessa situação de encontro de civilizações? O que realmente representa a chuva e o sol, neste poema?

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Juventude Transviada

O filme “Juventude Transviada” é um desses filmes que nos fazem refletir sobre a relação entre pais e filhos e o produto dessa relação. Por quê? Porque no filme, considerado como um clássico do cinema, o jovem James Dean procura romper com as relações familiares e a falsa aparência de seus pais que consideram o modelo de vida deles, como normal. Mas o filme vai mais além e mostra também hábitos que hoje vemos como o de fumar e beber, que representam status, rebeldia, e independência. As gangs escolares da década de 50 não se comparam com as de hoje, pois se hoje os jovens assustam seus rivais com AR´s-15, e revólveres de calibe 38, na metade do século passado os canivetes faziam a alegria dos vencedores, e a humilhação e derrota para os vencidos. Apesar de ser um filme produzido antes da metade do século passado, “Juventude Transviada”, nos possibilita fazer uma reflexão sobre as instituições e de que forma elas foram se degradando, por não terem acompanhado os ventos das mudanças que estavam ocorrendo no mundo. "Juventude Transviada" foi proibido na Espanha e Inglaterra por incitar os jovens à violência. De qualquer forma, no Brasil, além de ser proibida para menores, serviu para popularizar a jaqueta vermelha que Dean usava. O filme começou a ser feito em preto-e-branco, mas, por ser em cinemascope, teve de ser refilmado do começo em cores. O filme foi um marco do gênero e na descoberta do público adolescente como tema e alvo consumidor desse tipo de história. Não ficou famoso pela sua capacidade de análise antropológica, mas sim pela criação de identidades, mitos e modelos de uma juventude que começava a sair da esfera de uma moral rígida.

sábado, 30 de agosto de 2008

FRANKENSTEIN de MARY SHELLEY: O Prometeu Moderno

Todos sabem que o livro foi gestado quando o casal Shelley passava alguns dias às marges do Lago Genève, em companhia do poeta inglês Lord Byron. Pois bem, no meio das conversas à lareira, contavam histórias fantásticas e assombradas entre si, até que foi sugerido uma aposta: quem conseguiria escrever algo neste sentido tendo por base contos fantásticos. Em 1818, foi lançada a primeira edição do livro que se tornou um clássico universal. Hollywood filmou a história inúmeras vezes e Boris Karloff imortalizou a imagem que temos hoje do monstrengo criado por Victor Frankenstein, o estudante de ciências naturais que o criou. A maldade de Frankenstein é sugerida por seu subtítulo," O Prometeu moderno", no Cáucaso, onde o titã Prometeu que nos trouxe o fogo, acabou acorrentado a uma pedra, por ordem de Júpiter, um abutre lhe arrancara o fígado (não os olhos), que continuamente se regenerava e continuava a tortura _ punião por ter roubado o que pertencia aos deuses. Frankenstein tem um destino semelhante - não no fogo, mas no gelo , por sua ousadia em usurpar o poder que pertence exclusivamente a Deus: a criação da vida. O defeito fatal de Victor Frankenstein não é a loucura; ele é a antitese do estereótipo do "médico louco", como é tão retratado no cinema. Seu defeito é antes de tudo, o simples orgulho, associado a uma descrença na tecnologia que os românticos de todas as épocas parecem ter. Já foi salientado que Frankenstein é provavelmente a raiz principal da ficção científica tal como hoje a conhecemos, mas isso só é verdade no que tange à ficção científica da "utopia negativa" - desde que 1984 e Admirável Mundo Novo são os mais celebrados exemplos. O mal que é personificado na criação sem nome e horrenda de Victor Frankenstein tem sua gênese no tubo de ensaio; trata-se de uma criatura gerada pelo conhecimento destituído de moralidade. E quando o monstro semeia a destruição ao seu redor, em sua obsessiva perseguição a seu criador, podemos compreender muito bem o sentido de um lugar-comum como: "Que espécie de Frankenstein criamos? "Frankenstein é uma mística história de moralidade sobre o que acontece quando o homem ousa transgredir os limites do conhecimento.Quando professores e alunos voltam-se para a discussão de um romance como esse, a discussão é curta demais.Professores tendem a gastar muito tempo examinando as deficiências de técnica e estilo, e os alunos tendem a centrar o foco naquelas antiguidades curiosas. Quando Mary Shelley consegue criar cenas poderosas de desolação e de terror sinistro, as mais notáveis são, as silenciosas cenas polares quando a busca de vingança do monstro aproxima-se do fim. Ela evoca muito bem a área de Genebra , sobretudo se recordarmos que só estivera ali durante um breve período, quando escreveu Frankenstein. Pode-se dizer que esta obra é a parábola consciente ou inconsciente que Mary faz da sensibilidade romântica; Frankenstein e sua criatura representam o Yin e o Yang de um todo paradoxal, englobando beleza e horror, imaginação florescente e consciência social de autodestruição, capacidade que pode ser verificada nas vidas de quase todos os românticos de Percy a Byron.
Produção de 1910 por Thomas Edison:


Veja, agora a mais atual de 1994 com a excelente atuação de Robert DE Niro

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

O Sapo, de Rubem Alves

Era uma vez um lindo príncipe por quem todas as moças se apaixonavam. Por ele também se apaixonou uma bruxa horrenda que o pediu em casamento. O príncipe nem ligou e a bruxa ficou muito brava. “Se não vais casar comigo não vai se casar com ninguém mais”! “Olhou fundo nos olhos dele e disse: " Você vai virar um sapo! “Ao ouvir essa palavra o príncipe sentiu um estremeção”. Teve medo. Acreditou. E ele virou aquilo que a palavra de feitiço tinha dito. Sapo. Virou um sapo. Bastou que virasse sapo para que se esquecesse de que era príncipe. “Viu-se refletido no espelho real e se espantou”: “ Sou um sapo”. Que é que estou fazendo no palácio do príncipe? “Casa de sapo é charco". E com essas palavras pôs-se a pular na direção do charco. Sentiu-se feliz ao ver a lama. Pulou e mergulhou. Finalmente de novo em casa. Como era sapo, entrou na escola de sapos para aprender as coisas próprias de sapo. Aprendeu a coaxar com voz grossa. Aprendeu a gostar do lodo. Aprendeu que as sapas eram as mais lindas criaturas do universo. Foi aluno bom e aplicado. Memória excelente. Não se esquecia de nada. Daí suas notas boas. Até foi o primeiro colocado nos exames finais, o que provocou a admiração de todos os outros sapos, seus colegas, aparecendo até nos jornais. Quanto mais aprendia as coisas de sapo, mais sapo ficava. E quanto mais aprendia a ser sapo, mas se esquecia de que um dia fora príncipe. A aprendizagem é assim: para se aprender de um lado há de esquecer do outro. Toda aprendizagem produz o esquecimento. (...) Que este texto seja em homenagem a todos os sapos da Natureza e a todos os sapos que foram transformados por feitiços de crença, ilusão e medo, mas que podem transformar-se no que quiserem,quando descobrirem QUEM realmente são (príncipes, aventureiros, atletas, escritores, artistas...). Aprender é desaprender. Há coisas que precisamos desaprender e outras que precisamos tomar cuidado pra não perder. Como educadores, teremos a delicadeza de não permitir que nossas crianças desaprendam coisas essenciais à vida e à felicidade.
Na experiência que fiz com este texto, contei a história e depois eles foram convidados a pegar uma folha de papel, dividir ao meio e escrever no alto, de um lado "sapo", de outro, "príncipe" ou "princesa". Depois, num diálogo consigo mesmo, escreveram sobre seus momentos-sapos e seus momentos-princesas e conversaram entre si. Em quantos feitiços bobos temos acreditado? Pense nisso: "Qualquer coisa que você possa fazer ou sonhar, você pode começar. A coragem contém em si mesma a força e a magia." Goethe.
(do livro "A Alegria de Ensinar", Ed. Papirus)

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Os 10 melhores filmes de comédia romântica

Sei que estou correndo risco de vida fazendo listas sobre cinema, principalmente quando se fala em as 10 melhores comédias românticas da minha vida. Tem namorado que odeia, mas esse gênero de filmes sempre garante boas risadas A fórmula não cansa, só a atriz Meg Ryan já teria feito 30 delas . E o melhor, as comédias românticas têm o incrível dom de levar para a telona situações que os casais sempre pensaram ser apenas deles. Comédias românticas invariavelmente são baseadas em 3 prerrogativas:
1.O amor verdadeiro existe.
2.Há alguém para cada pessoa, e quando o encontrarmos iremos ter o amor verdadeiro.
3.O relacionamento irá superar todos os obstáculos.
Muitas pessoas dizem detestar comédias românticas, pois elas mostrariam uma “visão irreal dos relacionamentos”. Em minha opinião, uma comédia romântica não tem nenhuma obrigação de ser um retrato fiel da realidade, para isso temos documentários. Penso que o principal objetivo é nos faz rir e ainda recarregar o otimismo.
Abaixo a minha seleção de boas comédias românticas:

1-O Diário de Bridget Jones Seria o poderíamos dizer o “Orgulho e Preconceito”, numa visão atual e ao mesmo tempo cômica. Ano novo; vida nova! Bridget, uma londrina de 32 anos, decide que chegou a hora de dar um novo rumo a sua vida… Os objetivos que define para os próximos doze meses consistem em emagrecer, deixar de fumar, deixar de beber, encontrar um noivo "lindo e sensível" e mudar de trabalho. Bridget controla a sua vida anotando tudo num diário: os cigarros que fuma, as calorias que ingere, os copos de álcool que bebe, as suas loucas aventuras e todos os amores que conquista e não conquista... O Diário de Bridget Jones é divertido, romântico, sensual e muito provocador! Com Renée Zellweger (Betty), Hugh Grant (Notting Hill) e Colin Firth (A Paixão de Shakespeare) e com uma banda sonora excelente!
Vale à pena a cena da briga dos dois pretendentes! É muito divertido por que não dizer: que mulher não gostaria de ter dois lindos homens brigando por ela? E a música: Its Raining Men “Está chovendo homem...”

2- As 10 coisas que odeio em você Filha caçula de uma família (Larisa Oleynik) está apaixonada pelo novo rapaz da escola, o mal encarado Patrick Verona (Heath Ledger). Mas o pai da menina só permite que ela namore caso a irmã mais velha, a irascível Kat Stratford (Julia Stiles), se comprometa primeiro a alguém. Adaptação de 'A Megera Domada', peça de Shakespeare, para os dias atuais.

3-Como perder um homem em 10 diasBen Barry (Matthew McConaughey) é um publicitário que faz uma aposta onde deve conquistar uma mulher em apenas 10 dias. A vítima é Andie Anderson (Kate Hudson), uma feminista que está escrevendo uma matéria de como perder um homem exatamente no mesmo período. Nessa brincadeira, os dois acabam se apaixonando, mas nenhum quer abrir a mão de perder a aposta, desconhecida pelo outro.

4- Um lugar chamado Nothing HillBonita e talentosa, a estrela de Hollywood Anna Scott (Julia Roberts) é o centro das atenções por onde passa e suas fotos estão estampadas em revistas, jornais e outdoors. Mas sua vida afetiva está longe de ser um sucesso. No entanto, durante uma temporada na Inglaterra, ela conhece o tímido William Thacker (Hugh Grant), dono de uma pequena livraria em Notting Hill. Graças a um incidente, eles ficam amigos e se apaixonam. Mas a atribulada carreira da atriz e o assédio da imprensa, além é claro de seu namorado, parecem ser obstáculos intransponíveis para que essa história de amor tenha um final feliz. Não sei se gosto do filme por causa da música": SHE", ou se gosto da música por causa do filme!

5-O Amor não tira férias Após sofrerem desilusões amorosas, duas mulheres de estilo de vida bem diferentes combinam de trocar suas casas temporariamente. A mudança faz com que elas encontrem novas paixões. Dirigido por Nancy Meyers (Alguém Tem Que Ceder) e com Cameron Diaz, Kate Winslet, Jude Law, Jack Black, Eli Wallach, Rufus Sewell e Edward Burns no elenco.
6-Harry e Sally - Feitos um para o outro Quando ainda eram adolescentes Harry e Sally se encontraram pela 1ª vez, indo juntos de carro para dar início às suas carreiras em Nova York. Inicialmente eles se odiaram, mas com o passar dos anos acabaram se encontrando outras vezes, até que se tornaram bons amigos. Dirigido por Rob Reiner .
7- Como se fosse a primeira vezUm veterinário precisa conquistar uma mulher todo dia, devido ao problema dela de esquecer fatos que ocorreram há pouco tempo. Com Adam Sandler, Drew Barrymore, Rob Schneider, Sean Astin e Dan Aykroyd.
8- Mensagem para você A dona de uma pequena livraria se envolve com um desconhecido com quem conversa pela internet, sem desconfiar que ele na verdade é o executivo de uma mega-livraria recém-aberta que ela odeia. Com direção de Nora Ephron (Sintonia de Amor) e Tom Hanks, Meg Ryan, Parker Posey e Greg Kinnear no elenco.
9- Simplesmente amor O amor se manifesta de todas as formas, em todos os lugares. Em Simplesmente Amor ele é parte fundamental da vida de 19 personagens que entrelaçam suas histórias com muita emoção, paixão e bom humor. O novo primeiro-ministro inglês se apaixona por uma funcionária do seu staff. Um escritor se refugia no sul da França para curar seu coração e acaba encontrando o amor dentro de um lago. A mulher bem casada suspeita que seu marido a está traindo. Já a recém-casada suspeita dos sentimentos do melhor amigo do marido por ele. Um menino deseja chamar a atenção da garota mais inatingível da escola. Um viúvo tenta se relacionar com o enteado que mal conhece. A americana há muito tempo espera uma chance de sair com o colega de trabalho por quem é perdida e silenciosamente apaixonada. O astro do rock, em final de carreira, tenta o retorno ao show business. São vidas e amores que se misturam na romântica Londres, e atingem o seu clímax na noite de Natal.
10- O amor custa caro Um ambicioso e bem-sucedido advogado, o especialista em divórcios Miles Massey (George Clooney), conhece Marylin (Catherine Zeta-Jones), uma caçadora de maridos ricos que arma seus divórcios para abocanhar suas fortunas. Ambos têm muito em comum, como a falta de escrúpulos em atingir seus objetivos e estão passando por uma crise existencial. Será que a vida que escolheram vale a pena? Os dois passam o filme numa competição de canalhice, cheio de esquemas e a química entre Clooney e Catherine funciona que é uma beleza.