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sexta-feira, 22 de maio de 2009

Disgrace


Saiu o trailer de Disgrace, a adaptação da obra-prima de J. M. Coetzee para o cinema (no Brasil, o título é Desonra). Quem interpreta o papel do professor David Lurie é John Malkovich. O romance narra a história de um professor de Inglês do Sul da África que perde tudo: sua reputação, o seu trabalho, sua paz de espírito, a sua boa aparência, seus sonhos de sucesso artístico e, finalmente, até mesmo a sua capacidade de proteger a sua amada filha.
O romance narra a história de David Lurie, duas vezes-divorciado e insatisfeitos com o seu trabalho como um professor de Comunicações, ensinando uma classe especializada em literatura, na Cidade do Cabo, na África do Sul pós-apartheid. Sua "vergonha" vem quando ele seduz um de seus alunos e ele não faz nada para proteger-se de suas consequências. Lurie estava trabalhando o romantismo em Lord Byron, no momento de sua desgraça. Uma ironia do autor, talvez.

Ele é demitido, após o qual ele se refúgia na fazenda da sua filha. Por um tempo, vive livre das influências e tudo segue um ritmo natural na fazenda. Mas o equilíbrio de poder no país está mudando. Pouco depois de se acostumar com a vida rural, ele é sofre com a sequência de um ataque na fazenda em que sua filha é estuprada e ele é brutalmente agredido. No Disgrace, aqueles que se sentem aviltados são também aqueles que são punidos.

O fascínio de Disgrace é a forma como incentiva e contesta a exploração extrema. Na nova África do Sul, a violência é desencadeada em novas formas, e Lurie e sua filha se tornam vítimas. A obra tem a sua inspiração a partir da África do Sul contemporânea com seus conflitos sociais e políticos, e oferece um olhar sombrio do país.
Como em todos os seus romances maduros, Coetzee aqui lida com o tema da exploração. Sua abordagem favorita foi explorar o aparente utilização de uma outra pessoa para preencher um suave necessidades emocionais. Esta é uma história de nível regional e também de significado universal.
O personagem central é uma pessoa confusa, uma vez que é um intelectual esnobe desdenhoso dos outros e também uma pessoa que comete erros ultrajantes. Sua história é também local, ele é um homem branco do Sul da África, em um mundo onde esses homens já não detêm o poder . Ele é forçado a repensar todo o seu mundo, em uma idade avançada demais para mudar e, na verdade, deveria ter o direito a não mudar. Este tema, sobre os desafios do envelhecimento tanto em um nível individual e social.

Este é seu segundo livro Coetzee (após Vida e Tempos de Michael K), onde o homem é discriminado para sua forçada aceitação das realidades da vida e da morte. Coetzee sempre situa seus personagens em situações extremas que as obrigar a explorar o que significa ser humano. Embora o romance seja escasso no estilo, abrange uma série de tópicos: vergonha pessoais, mudar de país, dos direitos dos animais; também deixa passar um romantismo em um estilo meio simbolista.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Liza Minnelli, em Cabaret


"Life is a Cabaret!” Famosa frase do espetacular musical/drama de 1972, dirigido por Bob Fosse, estrelado por Liza Minnelli, Michael York e Joel Grey.
É uma obra-prima do cinema. Vale a pena assistir não só pelo interessante enredo, mas pelo conjunto: coreografias, interpretação dos atores (Liza Minelli está excelente), músicas, como as famosas “ Money , Money”, “Maybe This Time” e “Cabaret”, e pela diversão. É um filme vibrante, envolvente, sem dúvida! Ganhador de Oscar de Melhor Diretor, Melhor Atriz(Liza Minnelli), Ator Coadjuvante(Joel Grey), Fotografia, Direção de Arte, Som, Trilha Sonora e Edição. Indicações para melhor filme e roteiro adaptado. Cabaret está em 63° lugar entre os melhores filmes americanos de todos os tempos do American Film Institute (nova lista de 20 de Junho de 2007, a primeria é de 1988).
Confira o vídeo, onde Liza Minnelli canta e dança divinamente, Mein Herr - Cabaret. Imitada por infinitos musicais, mas nunca ninguém chegou-lhe aos pés.

domingo, 21 de setembro de 2008

Ilíada e Odisséia: a saga do conflito

O filme Tróia teve por base uma mescla das obras Ilíada e Odisséia, que reúnem uma série de histórias e mitos relacionados à destruição pelos gregos da cidade de Tróia, do qual os dois poemas épicos atribuídos a Homero, formam a principal base. Os pesquisadores da obra dizem que Homero teria vivido por volta do século VIII a.C., não há registros históricos que comprovem os eventuais fatos históricos ocorridos. Na ocasião, as tradições eram transmitidas oralmente, de geração a geração, por cantadores, e estavam sujeitas a todo tipo de alteração que essa categoria de divulgação provoca. Assim, provavelmente, Homero deve ter se baseado em histórias orais, reais ou imaginárias daquela época. A própria figura de Homero é contraditória, pois não há provas de sua existência. O filme Tróia, do diretor Wolfgang Petersen e do roteirista David Benioff, retrata episódios contados nos dois poemas de Homero e reconstruindo o que teria sido a Guerra de Tróia, que teria durado cerca de dez anos,mas a obra registra o último ano, iniciando-se com o rapto de Helena, considerada a mulher mais bela do mundo, esposa do rei Menelau de Esparta. Paris, filho de Príamo, rei de Tróia, apaixonou-se por Helena quando a viu exposta nua, uma tarefa que tinha que fazer toda noite como castigo que seu pai havia lhe imposto. Ela teria sido a causadora da morte de seu irmão e por isto seu pai, que nunca a perdoou ordenara que ela seria cobiçada por todos, mas que nunca ninguém haveria de tocar-lhe. Para defender sua honra, Menelau e seu irmão, Agamenon, rei de Micenas (ou Argos), reúnem forças gregas de diversos reinos para resgatar Helena em uma ação contra Tróia, que é chamada de Ilion na história narrada por Homero (daí o nome Ilíada). A Ilíada trata da chamada cólera de Aquiles, principal personagem da história, maior guerreiro grego que acaba se desentendendo com Agamenon, o chamado rei dos reis, líder dos gregos na campanha contra Tróia, durante o período que situa-se na virada do nono para o décimo ano da guerra. Aquiles decide deixar os combates após ter uma de suas escravas, Briseida, sua preferida, tomada de seu poder por Agamenon. Como nas guerras da época o saque das cidades dominadas era comum e os bens dessa comunidade eram divididos entre os vencedores, assim como as mulheres e crianças e velhos sobreviventes, que se tornavam escravos, a pilhagem era também um motor das guerras.
Em uma das batalhas na campanha grega, Agamenon havia tomado como sua escrava Criseida, filha de Crisis, apóstolo de Apolo (divindade solar na tradição grega). Por esta razão, Apolo teria provocado uma praga entre os soldados gregos. Para abrandar a fúria de Apolo, Aquiles sugere a libertação de Criseida e sua devolução a seu pai. Agamenon aceita, mas para compensar sua perda, exige a escrava Briseida de Aquiles. Após Agamenon se apossar da mulher, Aquiles se revolta e deixa a guerra, junto com seus homens leais. O grande problema é que Aquiles era o grande guerreiro entre os gregos, a ponto de sua ausência provocar importantes revezes nos combates com os troianos, estes protegidos por uma grande fortificação em torno da cidade. Aquiles é um semideus (ou herói), isto é, filho de uma deusa (Tétis) com um humano (Peleu). Apesar dessa ascendência, trata-se de um mortal. Na Ilíada, em um encontro com sua mãe, Aquiles é alertado de que se prosseguir na guerra, não voltará jamais. Porém, Pátroclo, grande amigo de Aquiles, a pedido de Agamenon, tenta convencer Aquiles a voltar aos combates, devido ao abatimento do exército. Contudo, ele não consegue convercer Aquiles da idéia de manter-se afastado. Pátroclo acaba pedindo a armadura e as armas de Aquiles para que seja confundido com o herói e lidere os gregos contra os troianos. Porém, Pátroclo acaba sendo morto por Heitor, irmão de Paris, tido como um grande guerreiro. Após saber da morte de Pátroclo por Heitor, Aquiles decide vingar-se e volta ao campo de batalha. Ele se enfrenta em duelo com Heitor e mata seu oponente troiano. O último canto da Ilíada narra o episódio de Príamo se dirigindo a Aquiles para resgatar o corpo de Heitor e realizar seus funerais.
No filme Tróia, são incluídas algumas passagens da Odisséia, que é considerado um poema posterior à Ilíada e que narra as aventuras do herói Odisseu (Ulisses, segundo a tradição latina) em seu retorno da Guerra de Tróia para sua cidade, Ítaca.
Uma das passagens da Odisséia é a história do cavalo de Tróia, em que os heróis gregos, liderados por Odisseu, constroem um grande cavalo de madeira e o deixam como oferenda aos troianos, em sinal de uma suposta capitulação aos combates. No entanto, guerreiros gregos liderados por Odisseu se escondem dentro do cavalo e, na noite após o cavalo ser levada para dentro dos muros de Tróia, saem do cavalo e conseguem abrir os portões da cidade para que as tropas gregas a destruam. Esse trecho da Odisséia é também reproduzido pelo filme estrelado por Brad Pitt, que vive justamente Aquiles na história. O filme reproduz a história toda, desde o rapto de Helena até a destruição de Tróia. Além da mesclagem de histórias contadas nos dois poemas, o filme inclui ainda cenas editadas com "liberdade poética" que não são narradas por Homero. Há também uma grande influência da literatura posterior a Homero que desenvolve e dá seqüência a histórias e mitos inicialmente apresentados pelo autor. O filme Tróia trouxe uma boa reprodução da epopéia e seria interessante uma continuação sobre a volta de Ulisses, que segundo Carlos Alberto Nunes, tradutor desta edição em que me baseio, é uma obra que conta com maior número de leitores que Ilíada. Chegando mesmo a afirmar que a Odisséia fora escrita para mulhres e Ilíada para homens.Na Odisséia, a guerra de Tróia já pertence ao passado, sendo uma narrativa de retorno de Ulisses que atraiu para si maior número de elementos, da lenda, do folclore, de diferentes origens, chegando a rivalizar com a Ilíada. Mas a idéia central da epopéia não fica prejudicada com as narrativas secundárias, pelo contrário , ajudam nosso herói a atingir sua meta: reconquistar seu palácio e a afeição da esposa.Vinte anos se passaram e Penélope não perde a esperança de que o esposo regresse. A Odisséia termina no verso 296 do canto XXIII, em que se conta como Ulisses e Penélope voltaram a unir-se em seu velho leito, depois de longa separação.
É uma obra genial, cujo fascínio só tem aumentado com os séculos, parecendo que o tempo não conta para a sua duração. Como as pirâmides, como a música de Beethoven, o retrato de Mona Lisa, inclui-se a Odisséia entre as criações eternas.
Assista ao trailer do filme Tróia:

REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS:
HOMERO. Ilíada. 3ª edição; trad. Carlos Alberto Nunes. Rio de Janeiro: Edições Melhoramentos, 1960.
________. Odisséia. 3ª edição; trad. Carlos Alberto Nunes. Rio de Janeiro: Edições Melhoramentos, 1960.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Cinemateca Veja

A Editora Abril e VEJA estão oferecendo nas bancas, livrarias, em algumas redes de supermercados e também por meio de seu sistema de assinaturas um elenco de cinqüenta filmes que pertencem a uma uma categoria de filmes por excelência tidos por críticos como uma seleta escolha dos melhores de todas as épocas, são aqueles chamados pelos cinéfilos de títulos indispensáveis. Cada um deles virá acompanhado de um livro de sessenta páginas dedicado a deslindar a história e as razões de seu sucesso, com biografias dos realizadores e dos principais nomes do elenco, informações de bastidores e um guia para assistir ao filme. E todos os DVDs encartados, claro, trazem a versão integral dos filmes. Começou a ser oferecido no dia 6 de setembro. Quando o revezamento se completar, em 8 de agosto de 2009, os leitores de todas as praças terão tido a oportunidade de colecionar títulos que vão de A Malvada, com Bette Davis (o veterano da coleção), até Fale com Ela, de Pedro Almodóvar (o caçula). Contarão também, em sua filmoteca particular, com expoentes dos diversos gêneros cinematográficos em suas várias eras. A ficção científica, por exemplo, vem representada por obras eternas, como 2001 – Uma Odisséia no Espaço e Alien – O Oitavo Passageiro, e também por clássicos modernos como Matrix. No suspense, tem-se desde filmes que ganharam a platéia aos poucos, como A Morte Pede Carona, até aqueles que já nasceram como o padrão ouro do gênero – caso de Intriga Internacional e Disque M para Matar, de Alfred Hitchcock, ou de O Silêncio dos Inocentes, com seu insuperável duelo entre Anthony Hopkins e Jodie Foster. Seja qual for sua afiliação, no entanto, os títulos escolhidos pela equipe editorial da Cinemateca VEJA, com supervisão da crítica de cinema da revista, Isabela Boscov, atendem a um mesmo critério: são representantes definitivos não só do gênero em que se incluem, mas também dos cineastas que os realizaram, dos grandes nomes que os interpretaram e do voto de popularidade que, ano após ano, o espectador deposita na bilheteria das salas de cinema e no balcão das videolocadoras.
Se quiser ver a coleção completa dos títulos, entre no link do site da veja:

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Juventude Transviada

O filme “Juventude Transviada” é um desses filmes que nos fazem refletir sobre a relação entre pais e filhos e o produto dessa relação. Por quê? Porque no filme, considerado como um clássico do cinema, o jovem James Dean procura romper com as relações familiares e a falsa aparência de seus pais que consideram o modelo de vida deles, como normal. Mas o filme vai mais além e mostra também hábitos que hoje vemos como o de fumar e beber, que representam status, rebeldia, e independência. As gangs escolares da década de 50 não se comparam com as de hoje, pois se hoje os jovens assustam seus rivais com AR´s-15, e revólveres de calibe 38, na metade do século passado os canivetes faziam a alegria dos vencedores, e a humilhação e derrota para os vencidos. Apesar de ser um filme produzido antes da metade do século passado, “Juventude Transviada”, nos possibilita fazer uma reflexão sobre as instituições e de que forma elas foram se degradando, por não terem acompanhado os ventos das mudanças que estavam ocorrendo no mundo. "Juventude Transviada" foi proibido na Espanha e Inglaterra por incitar os jovens à violência. De qualquer forma, no Brasil, além de ser proibida para menores, serviu para popularizar a jaqueta vermelha que Dean usava. O filme começou a ser feito em preto-e-branco, mas, por ser em cinemascope, teve de ser refilmado do começo em cores. O filme foi um marco do gênero e na descoberta do público adolescente como tema e alvo consumidor desse tipo de história. Não ficou famoso pela sua capacidade de análise antropológica, mas sim pela criação de identidades, mitos e modelos de uma juventude que começava a sair da esfera de uma moral rígida.

sábado, 30 de agosto de 2008

FRANKENSTEIN de MARY SHELLEY: O Prometeu Moderno

Todos sabem que o livro foi gestado quando o casal Shelley passava alguns dias às marges do Lago Genève, em companhia do poeta inglês Lord Byron. Pois bem, no meio das conversas à lareira, contavam histórias fantásticas e assombradas entre si, até que foi sugerido uma aposta: quem conseguiria escrever algo neste sentido tendo por base contos fantásticos. Em 1818, foi lançada a primeira edição do livro que se tornou um clássico universal. Hollywood filmou a história inúmeras vezes e Boris Karloff imortalizou a imagem que temos hoje do monstrengo criado por Victor Frankenstein, o estudante de ciências naturais que o criou. A maldade de Frankenstein é sugerida por seu subtítulo," O Prometeu moderno", no Cáucaso, onde o titã Prometeu que nos trouxe o fogo, acabou acorrentado a uma pedra, por ordem de Júpiter, um abutre lhe arrancara o fígado (não os olhos), que continuamente se regenerava e continuava a tortura _ punião por ter roubado o que pertencia aos deuses. Frankenstein tem um destino semelhante - não no fogo, mas no gelo , por sua ousadia em usurpar o poder que pertence exclusivamente a Deus: a criação da vida. O defeito fatal de Victor Frankenstein não é a loucura; ele é a antitese do estereótipo do "médico louco", como é tão retratado no cinema. Seu defeito é antes de tudo, o simples orgulho, associado a uma descrença na tecnologia que os românticos de todas as épocas parecem ter. Já foi salientado que Frankenstein é provavelmente a raiz principal da ficção científica tal como hoje a conhecemos, mas isso só é verdade no que tange à ficção científica da "utopia negativa" - desde que 1984 e Admirável Mundo Novo são os mais celebrados exemplos. O mal que é personificado na criação sem nome e horrenda de Victor Frankenstein tem sua gênese no tubo de ensaio; trata-se de uma criatura gerada pelo conhecimento destituído de moralidade. E quando o monstro semeia a destruição ao seu redor, em sua obsessiva perseguição a seu criador, podemos compreender muito bem o sentido de um lugar-comum como: "Que espécie de Frankenstein criamos? "Frankenstein é uma mística história de moralidade sobre o que acontece quando o homem ousa transgredir os limites do conhecimento.Quando professores e alunos voltam-se para a discussão de um romance como esse, a discussão é curta demais.Professores tendem a gastar muito tempo examinando as deficiências de técnica e estilo, e os alunos tendem a centrar o foco naquelas antiguidades curiosas. Quando Mary Shelley consegue criar cenas poderosas de desolação e de terror sinistro, as mais notáveis são, as silenciosas cenas polares quando a busca de vingança do monstro aproxima-se do fim. Ela evoca muito bem a área de Genebra , sobretudo se recordarmos que só estivera ali durante um breve período, quando escreveu Frankenstein. Pode-se dizer que esta obra é a parábola consciente ou inconsciente que Mary faz da sensibilidade romântica; Frankenstein e sua criatura representam o Yin e o Yang de um todo paradoxal, englobando beleza e horror, imaginação florescente e consciência social de autodestruição, capacidade que pode ser verificada nas vidas de quase todos os românticos de Percy a Byron.
Produção de 1910 por Thomas Edison:


Veja, agora a mais atual de 1994 com a excelente atuação de Robert DE Niro

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Os 10 melhores filmes de comédia romântica

Sei que estou correndo risco de vida fazendo listas sobre cinema, principalmente quando se fala em as 10 melhores comédias românticas da minha vida. Tem namorado que odeia, mas esse gênero de filmes sempre garante boas risadas A fórmula não cansa, só a atriz Meg Ryan já teria feito 30 delas . E o melhor, as comédias românticas têm o incrível dom de levar para a telona situações que os casais sempre pensaram ser apenas deles. Comédias românticas invariavelmente são baseadas em 3 prerrogativas:
1.O amor verdadeiro existe.
2.Há alguém para cada pessoa, e quando o encontrarmos iremos ter o amor verdadeiro.
3.O relacionamento irá superar todos os obstáculos.
Muitas pessoas dizem detestar comédias românticas, pois elas mostrariam uma “visão irreal dos relacionamentos”. Em minha opinião, uma comédia romântica não tem nenhuma obrigação de ser um retrato fiel da realidade, para isso temos documentários. Penso que o principal objetivo é nos faz rir e ainda recarregar o otimismo.
Abaixo a minha seleção de boas comédias românticas:

1-O Diário de Bridget Jones Seria o poderíamos dizer o “Orgulho e Preconceito”, numa visão atual e ao mesmo tempo cômica. Ano novo; vida nova! Bridget, uma londrina de 32 anos, decide que chegou a hora de dar um novo rumo a sua vida… Os objetivos que define para os próximos doze meses consistem em emagrecer, deixar de fumar, deixar de beber, encontrar um noivo "lindo e sensível" e mudar de trabalho. Bridget controla a sua vida anotando tudo num diário: os cigarros que fuma, as calorias que ingere, os copos de álcool que bebe, as suas loucas aventuras e todos os amores que conquista e não conquista... O Diário de Bridget Jones é divertido, romântico, sensual e muito provocador! Com Renée Zellweger (Betty), Hugh Grant (Notting Hill) e Colin Firth (A Paixão de Shakespeare) e com uma banda sonora excelente!
Vale à pena a cena da briga dos dois pretendentes! É muito divertido por que não dizer: que mulher não gostaria de ter dois lindos homens brigando por ela? E a música: Its Raining Men “Está chovendo homem...”

2- As 10 coisas que odeio em você Filha caçula de uma família (Larisa Oleynik) está apaixonada pelo novo rapaz da escola, o mal encarado Patrick Verona (Heath Ledger). Mas o pai da menina só permite que ela namore caso a irmã mais velha, a irascível Kat Stratford (Julia Stiles), se comprometa primeiro a alguém. Adaptação de 'A Megera Domada', peça de Shakespeare, para os dias atuais.

3-Como perder um homem em 10 diasBen Barry (Matthew McConaughey) é um publicitário que faz uma aposta onde deve conquistar uma mulher em apenas 10 dias. A vítima é Andie Anderson (Kate Hudson), uma feminista que está escrevendo uma matéria de como perder um homem exatamente no mesmo período. Nessa brincadeira, os dois acabam se apaixonando, mas nenhum quer abrir a mão de perder a aposta, desconhecida pelo outro.

4- Um lugar chamado Nothing HillBonita e talentosa, a estrela de Hollywood Anna Scott (Julia Roberts) é o centro das atenções por onde passa e suas fotos estão estampadas em revistas, jornais e outdoors. Mas sua vida afetiva está longe de ser um sucesso. No entanto, durante uma temporada na Inglaterra, ela conhece o tímido William Thacker (Hugh Grant), dono de uma pequena livraria em Notting Hill. Graças a um incidente, eles ficam amigos e se apaixonam. Mas a atribulada carreira da atriz e o assédio da imprensa, além é claro de seu namorado, parecem ser obstáculos intransponíveis para que essa história de amor tenha um final feliz. Não sei se gosto do filme por causa da música": SHE", ou se gosto da música por causa do filme!

5-O Amor não tira férias Após sofrerem desilusões amorosas, duas mulheres de estilo de vida bem diferentes combinam de trocar suas casas temporariamente. A mudança faz com que elas encontrem novas paixões. Dirigido por Nancy Meyers (Alguém Tem Que Ceder) e com Cameron Diaz, Kate Winslet, Jude Law, Jack Black, Eli Wallach, Rufus Sewell e Edward Burns no elenco.
6-Harry e Sally - Feitos um para o outro Quando ainda eram adolescentes Harry e Sally se encontraram pela 1ª vez, indo juntos de carro para dar início às suas carreiras em Nova York. Inicialmente eles se odiaram, mas com o passar dos anos acabaram se encontrando outras vezes, até que se tornaram bons amigos. Dirigido por Rob Reiner .
7- Como se fosse a primeira vezUm veterinário precisa conquistar uma mulher todo dia, devido ao problema dela de esquecer fatos que ocorreram há pouco tempo. Com Adam Sandler, Drew Barrymore, Rob Schneider, Sean Astin e Dan Aykroyd.
8- Mensagem para você A dona de uma pequena livraria se envolve com um desconhecido com quem conversa pela internet, sem desconfiar que ele na verdade é o executivo de uma mega-livraria recém-aberta que ela odeia. Com direção de Nora Ephron (Sintonia de Amor) e Tom Hanks, Meg Ryan, Parker Posey e Greg Kinnear no elenco.
9- Simplesmente amor O amor se manifesta de todas as formas, em todos os lugares. Em Simplesmente Amor ele é parte fundamental da vida de 19 personagens que entrelaçam suas histórias com muita emoção, paixão e bom humor. O novo primeiro-ministro inglês se apaixona por uma funcionária do seu staff. Um escritor se refugia no sul da França para curar seu coração e acaba encontrando o amor dentro de um lago. A mulher bem casada suspeita que seu marido a está traindo. Já a recém-casada suspeita dos sentimentos do melhor amigo do marido por ele. Um menino deseja chamar a atenção da garota mais inatingível da escola. Um viúvo tenta se relacionar com o enteado que mal conhece. A americana há muito tempo espera uma chance de sair com o colega de trabalho por quem é perdida e silenciosamente apaixonada. O astro do rock, em final de carreira, tenta o retorno ao show business. São vidas e amores que se misturam na romântica Londres, e atingem o seu clímax na noite de Natal.
10- O amor custa caro Um ambicioso e bem-sucedido advogado, o especialista em divórcios Miles Massey (George Clooney), conhece Marylin (Catherine Zeta-Jones), uma caçadora de maridos ricos que arma seus divórcios para abocanhar suas fortunas. Ambos têm muito em comum, como a falta de escrúpulos em atingir seus objetivos e estão passando por uma crise existencial. Será que a vida que escolheram vale a pena? Os dois passam o filme numa competição de canalhice, cheio de esquemas e a química entre Clooney e Catherine funciona que é uma beleza.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

MOÇA COM BRINCO DE PÉROLA

Assisti esta semana este maravilhoso filme, que me foi recomendado pela minha amiga, a professora Sueli Fajardo. Há textos nos livros didáticos do Ensino Médio que fazem referência a este filme. Gostei e acho que todo professor de Literatura e Arte devem assisti-lo. Baseado no romance best-seller de Tracy Chevalier, o roteiro de Olivia Hetreed especula sobre quem é a garota que aparece no quadro Moça com Brinco de Pérola e por que ela aparenta estar ao mesmo tempo triste e achando graça de algo.
O filme também oferece ótimas lições sobre as técnicas e metodologia da pintura do século XVII.
Veja o vídeo do filme e sinta a belíssima trilha sonora.

Neste site você poderá ler sobre a biografia do pintor Johannes Vermeer, considerado o segundo pintor mais importante da Holanda, ficando atrás apenas de Rembrand.

domingo, 10 de agosto de 2008

Retrato de Dorian Gray: O livro mais famoso de Oscar Wilde

Se formos analisar as palavras do sociólogo Comte, de que “todo homem nasce bom e é a sociedade que o corrompe”, temos em Dorian Gray um exemplo perfeito para justificar essa teoria sociológica.O livro de Oscar Wilde é extremamente interessante. Sua história questiona os valores morais, a beleza, o mito da eterna juventude, na estética e nos seus conflitos e desejos. Pelos seus diálogos percebemos questionamentos sobre a vida e nossa atuação nela. Dorian aproxima-se do mito de narciso ou, do mito faustiano onde, em prol dos prazeres mundanos pode-se vender a alma. A obra convida à reflexão sobre os padrões de beleza em cada sociedade, em cada época, envelhecimento X juventude, a procura de novas e prazerosas sensações a qualquer preço, o crime e a punição…
Dorian Gray é o personagem central de uma narrativa extremamente trágica e fantástica. Um jovem de cerca de 20 anos, dono de uma beleza narcizesca, que fascina a todos que o conhecem. Dorian é apresentado a escritos hedonistas, onde a busca do prazer deve ser o objetivo primordial e único de todos os homens; onde as causas, os modos e as formas não têm nenhuma importância, perante o objetivo principal. Dorian, então, é jogado em um mundo escuro, onde pecados são esquecidos apenas quando outros ainda maiores são cometidos. Uma pergunta feita a Dorian em determinado momento da obra, é bastante ilustrativo a respeito disso: “qual o proveito de um homem que ganha o mundo inteiro, mas perde sua própria alma?”. E é isso o que vemos ocorrer com ele. O bem e o mal são sempre discutidos e interpretações distintas são sempre atribuídas a eles. Quando Dorian faz uma boa ação, faz por realmente estar tentando ser bom, ou seria exatamente pelo contrário, e suas atitudes longe de possuir bondade, seriam apenas formas de enaltecer ainda mais seu já enorme ego? Como um toque de Midas ainda mais bizarro, tudo o que ele toca se degrada.
“(…) Dorian não respondeu. Passou distraidamente diante do quadro e virou-se de frente para ele. Quando o viu, recuou e, por momentos, o rosto ruborizou-se-lhe de satisfação. Assomou-lhe aos olhos uma expressão de júbilo, como se se tivessereconhecido pela primeira vez. Continuava imóvel e maravilhado, apercebendo-se vagamente de que Hallward estava a falar com ele, mas sem apreender o significado das palavras. A sensação da sua própria beleza surgiu-lhe como uma revelação. Nunca a sentira antes (...)”
É um livro que nos faz pensar sobre a juventude, o valor da beleza na sociedade, a vaidade e o caráter das pessoas. Vale a pena superar o início lento do livro para chegar ao final, que, claro, não vou contar. Para quem gosta de ver obras literárias nas telas, o livro já foi filmado e pode ser encontrado nas locadoras que possuam obras mais antigas. De vez em quando, também é possível vê-lo nas sessões de madrugada das grandes emissoras. É só ficar atento...
Aqui, a versão de 2004:
Mas eu prefiro a de 1945 por ser mais fiel à obra:

quinta-feira, 31 de julho de 2008

LOST- 4ª Temporada


Finalmente assisti ao último episódio da 4ª temporada de Lost. Foi uma das melhores temporadas, sem dúvida alguma, a mais intrigante de todas. E o episódio final, não deixou nada a desejar e poderia muito bem ser o fim da série, mas não foi, e abriu uma nova trama... A grande novidade deste quarto ano foi a presença constante dos flash-forward ( quando a narrativa mostra o futuro), contando pedaços da história que se desenrola após o “salvamento” dos “Oceanic Six“, sobreviventes da tragédia e resgatados Deus sabe lá como… Acostumados aos flashbacks, que também continuaram aparecendo, só que bem mais raros, ficamos mais atentos à trama na ilha e as co-relações entre os personagens. Outro item muito importante: o TEMPO. Podemos ver que o tempo não corre da mesma forma dentro e fora da ilha… e isso é muito importante para a trama, explicando (e complicando também) vários segredos .
Sobre a próxima temporada? Promete focar em como eles irão voltar para ela.Mas se realmente vai ser este enredo?Só o futuro dirá...Agora é hora de esperar ansioso alguns bons meses até o início da próxima temporada...

domingo, 27 de julho de 2008

Os Melhores Filmes Infantis

Quando se trata de lista dos melhores, sempre é um tema polêmico. Isto é lógico, pois depende do gosto de cada um. Preparei esta lista baseada na preferência dos meus três filhos.Coincidentemente, a maioria dos filmes são da década de 80. Posso explicar: eram crianças nesta época, mas tenho uma filha menorzinha de 11 anos, que também a aprova. Sei que deixei de lado filmes como Harry Potter e As Crônicas de Nárnia, como também, não apresento filmes de animação, para poder apresentar-lhes em uma outra lista neste estilo, em outo momento.Mas gostaria muito que comentassem aprovando-a ou acrescentando outros a ela.
The Goonies - 1985
















Garotos que estão prestes a perder suas casas, encontram um mapa do tesouro do século XVII, que pode resolver a situação. Acabam embarcando em uma aventura quando conhecem uma família de bandidos. O filme teve a produção de Steven Spielberg e a direção de Richard Donner.
ET - 1982
Um alienígena perdido na Terra faz amizade com um garoto de dez anos, que o protege de todas as formas para evitar que ele seja capturado e
transformado em cobaia pelo serviço secreto americano.









O alienígena mais querido do planeta vai continuar emocionando os que já viram e também toda uma nova geração de crianças.
Direção: Steven Spielberg











Conta comigo – 1986
Essa obra-prima dos anos 80 é o mais perto que podemos chegar de sermos crianças novamente. A história é baseada em um conto de Stephen King (The Body) e é também a sua obra mais pessoal: tudo remete claramente a uma fase de sua vida; seu irmão morto em um acidente de carro.
Na trama, quatro jovens amigos ficam sabendo do paradeiro de um cadáver de um jovem desaparecido a poucos quilômetros de onde moram e, visando serem vistos como heróis por todos na pequena cidade, decidem achar o cadáver e fazer dele a ponte para o sucesso noticiário. O filme teve a produção de Bruce A. Evans, Raynold Gideon e Andrew Scheinman e direção de Rob Reiner

Esqueceram de Mim - 1990
O caçula de uma família fica sozinho em casa e precisa enfrentar dois ladrões que farão de tudo para assaltar sua casa. Dirigido por Chris Columbus e produção de John Hudges.
A primeira vez que eu assisti a este filme, nas cenas mais engraçadas, parava o filme para rir tudo o que tinha direito. E às vezes voltava a cena para rir de novo... Sensacional.












De Volta para o Futuro- 1985
O diretor Robert Zemeckis conta a história de um jovem que viaja para o passado por obra de um amalucado inventor e termina por servir de cupido para seus próprios pais. Com Michael J. Fox e Christopher Lloyd.












Ratinho Encrenqueiro- 1997
Você vai se deliciar com este sucesso que a crítica considerou "uma diversão fantástica para adultos e crianças". Os azarados irmãos Lars e Ernie Smuntz (Nathan Lane e Lee Evans) não pensam muito na velha mansão que herdaram... até que descobrem que sua dilapidada propriedade vale milhões. Mas antes de entrar no dinheiro, eles precisam se livrar do único e teimoso morador: um minúsculo e resistente ratinho. E então o que parecia brincadeira de criança torna-se uma batalha de desvairadas proporções. Produção: Bruce Cohen, Tony Ludwig e Alan Riche e Direção: Gore Verbinski.















Gremlins – 1984 Nunca os molhe. Mantenha-os afastado da luz forte. E o mais importante, por muito que ele chore, por muito que ele peça, nunca, mas nunca lhe dê comida depois da meia noite. Com estas instruções misteriosas, deram a Billy Peltzer o seu novo animal de estimação. Ele vai ter mais do que aquilo que comprou. Gremlins é um filme divertido e… assustador. Se num momento de fechar os olhos de medo, logo de seguida o faz rir a bandeiras despregadas. Mantenha a cabeça fria, saboreie uma boa ceia à meia noite e… aproveite o espetáculo. Direção Joe Dantas e produção de Michael Finnell.
Labirinto – A Magia do Tempo - 1986
Sarah tinha acabado de fazer um terrível desejo: ela queria que seu pequeno irmãozinho fosse levado por duendes, e seu desejo se tornou real! O Rei dos Duendes - Jareth - (David Bowie) em um rápido movimento transportou o garoto para seu castelo a fim de torná-lo um duende. Agora Sarah deve resgatá-lo, mas isto significa entrar no castelo dos Goblins, e se encontrar face a face com o poderoso Jareth. Entre Sarah e o castelo existe "O Labirinto", um mundo mágico e hipnotizante de interruptas saídas de mistério e de feitiço excitante! Um mundo onde todos os tipos de truques e de encantadoras criaturas travessas desaparecem por todos os cantos! Entre com Sarah dentro de um mundo de mistério e fantasia, ENTRE NO LABIRINTO!
Direção de Jim Henson












Os Caça- Fantasmas - 1984
Um grupo de parapsicólogos desempregados decide se unir para formar os Caça-Fantasmas, que têm como grande missão livrar Nova York de um ataque de fantasmas, monstros e outras criaturas do além. Dirigido por Ivan Reitman e Produção de Ivan Reitman.

A Família Buscapé- 1993
O mais inacreditável choque de culturas acontece nesta história hilária que descreve as mudanças na vida da Família Clampett que fica rica da noite para o dia quando descobrem petróleo no pântano atrás de seu casebre em Ozark. Incentivada a se mudar para Beverly Hills, a inocente e trabalhadora família é a isca perfeita para charlatões, impostores e aproveitadores. Um filme muito divertido. Direção de Penelope Spheeris.

Menção honrosa:
Todos os filmes de super heróis, como: Super Man, Homem Aranha, Batman, X Man

sexta-feira, 25 de julho de 2008

BATMAN- CAVALEIRO DAS TREVAS

Quarta-feira fui assistir ao filme mais esperado do ano:"Batman - O Cavaleiro das Trevas” e pelo jeito, todos estavam ansiosos como eu, pois fazia um bom tempo que eu não enfrentava fila para ver um filme. Depois de ler alguns comentários nas revistas “VEJA” e na “ISTO É”, além de verificar os blogs notei quase uma unanimidade: todas críticas são positivas e a maioria afirma que o trabalho de Ledger é fenomenal, deixando Jack Nicholson, que se considerava imbatível, muito decepcionado. Alguns esperavam ir ao cinema e encontrar só diversão, mas o filme surpreendeu pela densidade do tema e a seriedade dos personagens, chegando a ser quase filosófico, mas os fãs defendem dizendo que só agora Nolan retoma o tema dos quadrinhos sem distorções.
Quinze anos depois de seu lançamento, o livro "Batman - O Cavaleiro das Trevas", escrita e desenhada por Frank Miller, finalmente ganha a sua esperada continuação. A história, que trazia o Homem-Morcego já na casa dos cinqüenta anos, foi considerada uma doideira total na época - e acabou por se tornar um clássico do gênero.
Quando criou o personagem em 1939 para a editora DC Comics, o jovem desenhista Bob Kane não tinha a menor idéia das proporções que sua criação tomaria. Além de zilhões de aparições em quadrinhos nestes últimos 60 anos, o Homem-Morcego virou filme (dois ótimos e dois péssimos), uma ridícula - apesar de cult - série de TV (aquela do "Pow! Sock! Blam!") e uma dezena de desenhos animados, entre muitas coisas mais. Mas apesar de toda essa exposição e usurpação de sua imagem pela mídia, ainda existem aqueles que levam o tema a sério. E não são poucos.
Trecho do livro:
Gotham City era formada por frias lanças de concreto iluminado pelo luar, varrida pelos ventos e insondável, desvanecendo-se em nuvens de luzes urbanas, brumas alvas e úmidas, milhas abaixo de mim. (...) Uma sombra caía atrás de mim. Asas próximas e quase silenciosas. (...) O luar banhava suas costas, os ombros enormes, percorria o pescoço musculoso rumo ao crânio, atingindo o triângulo de uma das orelhas pontiagudas de morcego. Erguia-se no espaço, asas abertas, e depois caía. Agora transformadas em tremulante capa, as asas envolviam o corpo de um homem. Ele passou por mim, e sua sombra, deslizando através das paredes, crescia até tragar prédios inteiros iluminados pelas brumas cintilantes. A sombra mesclava-se com a névoa. Desaparecia."

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Nova animação da PIXAR :PRESTO BUNNY

Se você foi no cinema e assistiu “Wall•E”, já viu esta excelente curta. Para os que ainda não foram tenho certeza de que vão gostar. Toda vez que a PIXAR lança uma animação, antes nos concede uma curta. A história se passa na virada do século 19, onde um mágico se encontra em um duelo no palco com seu coelho faminto, o que inclue uma troca de varinha por cenoura. Presto, o mágico, nunca sofreu tamanha humilhação, já que o rasteiro coelho Alec lhe dá um gosto de seus próprios poderes supernaturais. Há vários momentos envolvendo cartolas e confusões no estilo do vaudeville durante os cinco minutos, enquanto Presto é atacado por uma escada, tem suas roupas rasgadas, ovos jogado em seu rosto, acaba eletrocutado entre outras clássica do TOM E JERRY. Ficou curioso? O bom foi ver no cinema, mas se você ainda não viu ou deseja revê-lo assista-o na íntegra.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

O CORONEL E O LOBISOMEM

PONCIANO DE AZEREDO FURTADO: Dois metros de altura, barba ruiva, fortão, voz grossa, invencioneiro e bondoso. Por vezes, maluco da cabeça e apreciador de rabo-de-saia.
Confesso que ainda não tinha lido o livro até ver o lançamento do filme estrelado por Diogo Vilela, Selton Mello, Pedro Paulo Rangel e Ana Paula Arósio. Quando assisti ao filme pela TV fiquei bastante curiosa em ler o livro. Coronel Ponciano é um personagem extremamente peculiar, reflexo de um período de transição entre uma república baseada nos mandos e desmandos de um pequeno número de pessoas bem relacionadas, munidas de patentes militares e moradoras do interior, e do grande processo de urbanização ocorrido no século XX. A descrição do próprio personagem principal já nos mostra a preocupação do autor em satirizar esse sistema. Ponciano de Azeredo Furtado, é a matriz de vários personagens que surgiram após o lançamento do livro, como o invencioneiro Pantaleão, criado pelo gênio do meu conterrâneo, Chico Anysio.Mistura de valentão com froxo, casa nova e quasímodo (não pela beleza, mas pelo sucesso para com as mulheres), experiência no trato com as pessoas e ingenuidade completa no inverso, fazem desse um dos melhores personagens da literatura nacional no século XX. O autor José Cândido de Carvalho, resume em Ponciano “um personagem que corporifica em seus quase dois metros de inútil valentia o heróico e patético dos últimos senhores rurais da região canavieira do norte fluminense, destronados pelo incoercível processo de urbanização da sociedade brasileira”. José Cândido também mistura nos discursos de Ponciano, expressões de inspiração militar e jurídica com expressões tiradas de dentro dos currais e das plantações. Um mistura do popular e do acadêmico, gerando todo um “palavreado” novo dentro dessa história. E o Lobisomem do título, onde se encaixa nisso tudo? No livro ele é apenas mais um dos muitos casos contados e enfrentados pelo Coronel, sem nenhum destaque maior. O Coronel e Lobisomem de José Cândido de Carvalho é um livro imperdível para os amantes da nossa excelente literatura.
Carvalho, José Cândido. O Coronel e o Lobisomem. Rocco, 2000.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Você adora a trilogia Matrix?

Jean Braudrillard, o homem que detonou a trilogia Matrix.
Você tem que conhecer o pensador que inspirou os diretores e depois detonou os filmes. Como todo bom francês, o pensador Jean Baudrillard, que faleceu no ano passado aos 78 anos, se recusava a falar em inglês. Mas conseguiu ser muito popular nos Estados Unidos porque seu nome sempre esteve na boca e nos ouvidos dos espectadores da trilogia Matrix. No primeiro filme dos irmãos Wachowski, o hacker Neo (Keanu Reeves) guarda seus programas de paraísos artificiais no fundo falso do livro Simulacros e Simulação, de Baudrillard. Keanu leu o livro e costuma mencionar o autor em todas as suas entrevistas sobre Matrix Reloaded, o último filme da trilogia. Foi o ensaio sobre como os meios de comunicação de massa produzem a realidade virtual que inspirou os diretores de Matrix a criar o roteiro.
Veja o que Baudrillard disse de Matrix: — É uma produção divertida, repleta de efeitos especiais, só que muito metafórica. Os irmãos Wachowski são bons no que fazem. Keanu Reeves também tem me citado em muitas ocasiões, só que eu não tenho certeza de que ele captou meu pensamento. O fato, porém, é que Matrix faz uma leitura ingênua da relação entre ilusão e realidade. Os diretores se basearam em meu livro Simulacros e Simulação, mas não o entenderam. Prefiro filmes como Truman Show e Cidade dos Sonhos, cujos realizadores perceberam que a diferença entre uma coisa e outra é menos evidente. Nos dois filmes, minhas idéias estão mais bem aplicadas. Os Wachowskis me chamaram para prestar uma assessoria filosófica para Matrix Reloaded e Matrix Revolutions, mas não aceitei o convite. Como poderia? Não tenho nada a ver com kung fu. Meu trabalho é discutir idéias em ambientes apropriados para essa atividade.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

FICÇÃO CIENTÍFICA

Ficção Científica é um "gênero" literário que apresenta enredos ficcionais e fantásticos, mas cuja fantasia propõe-se a ser plausível, quer em uma época e local distante ou no presente. Não se analisa como um gênero tal como Drama, Policial ou Aventura. Uma obra de Ficção Científica pode estar em qualquer gênero como por exemplo:
FICÇÃO CIENTÍFICA E Terror: A Mosca, Alien
FC E Ação: Total Recall, The Terminator
FC E Romance: Em Algum Lugar do Passado, Kate & Leopold
FC E Policial: Robocop, Blade Runner
FC E Drama: Inimigo Meu, Soyent Green
F C E Desenho Animado: WALL .E
A grande diferença é que ela tenta convencer seu público de que as idéias que apresenta podem não ser possíveis no contexto atual, mas poderiam ser, valendo-se de uma explicação científica ou pelo menos racional. É diferente da Ficção Fantástica onde a preocupação de afirmar a viabilidade real de seus acontecimentos não ocorre, ou ocorre de forma não racional. Para validar algo que não é possível no nosso contexto atual, a Ficção científica pode recorrer a: Ambientação Futura.
Inteligências não humanas: Extraterrestres, Intraterrestres, Interdimensionais etc.
Inteligências Humanas: Gênios e Cientistas. Fenômenos Desconhecidos.
Interessante é que se fizermos uma pesquisa, encontraremos uma porcentagem pequena de pessoas que declaram ser esse seu gênero favorito, por outro lado, este é com certeza o gênero cinematográfico mais bem sucedido do mundo. Basta olhar a lista das maiores bilheterias cinematográficas mundiais, evidentemente compostas por filmes de Hollywood. Tirando Titanic, a maioria é de Ficção Científica, Star Wars, Independence Day, O Dia Depois de Amanhã ET, Batman e etc.
Um bom apreciador desse gênero necessita ter receptividade a idéias novas, abertura a ousadias intelectuais. É o que fez a PIXAR no filme WALL .E, onde foi explorada a FUTURÂMICA TERRENA com VIAGENS PARA FORA DA TERRA .Trata-se de qualquer ambientação que localize-se no futuro em nosso planeta, mas em geral aborda uma era mais adiantada tecnologicamente e ou socialmente. É o que os roteiristas do filme fizeram, unindo as duas perspectivas e deu certo.
WALL .E pode ser trabalhado sob diferentes ângulos, um dos quais serve de alerta:
Será que é possível a ficção se tornar realidade?
Vamos acumular tanto LIXO que teremos de sair da terra?
O lixo vai matar toda e qualquer forma de vida vegetativa?
Como sempre a PIXAR foi inteligente ao atingir o público infantil por despertar neles esta preocupação, pois em nós, adultos, parece que é tarde.

sábado, 28 de junho de 2008

SEM DESTINO

Em 27 de setembro de 1967, Peter Fonda estava descansando num hotel em Toronto, Canadá. Ficou olhando uma foto de The Wild Angels (1966), que o mostrava junto a Bruce Dern em frente a duas motocicletas. Começou a nascer na cabeça do filho de Henry Fonda, irmão de Jane, um pequeno filme de estrada, que mudaria Hollywood para sempre, sintetizando os medos e as esperanças dos anos 60. Era Sem destino (Easy Rider, 1969). Dois motoqueiros hippies viajando pelos Estados Unidos de motocicletas em busca de uma grande partida de cocaína. "Eu e o Dern seremos os caubóis modernos", delirou Peter Fonda. No lugar de John Wayne ou Gary Cooper, ali estavam eles, vivenciando plenamente a liberdade na estrada. A Rocco lançou no Brasil, como parte da coleção Artemídia, o livro Sem destino (Easy Rider), do escritor e crítico norte-americano Lee Hill. Após uma pesquisa detalhada, Hill vai fundo nos bastidores desse filme que, mesmo com um orçamento modestíssimo (US$ 365 mil), com seu tom desolador e com seu final ultradeprimente, faturou mais de US$ 60 milhões em todo o mundo. (No mesmo ano, Alô Dolly, de Gene Kelly, com custo de US$ 26,4 milhões, arrecadou apenas US$ 15,2 milhões.) O filme imaginado por Peter tinha tudo para não dar certo. Uma parte crucial (cenas de rua e no cemitério de Nova Orleans) foi filmada de improviso, fora do tempo e um tanto fora do roteiro, com uma câmera de 16 mm. O diretor Dennis Hopper provocou revoltas ao revelar-se um autoritário implacável e entrar em choque de egos com Peter Fonda. O roteirista Terry Southern queixou-se de que seu trabalho foi desrespeitado, desvirtuado e "estragado" na montagem final. Mas a estréia de Easy Rider em Cannes, em 13 de maio de 1969, foi recebida com um silêncio atônito, seguido de uma ovação de pé. Não ganhou a Palma de Ouro, mas Hopper foi considerado o melhor diretor novo. Recebeu duas indicações para o Oscar, nas categorias de melhor ator coadjuvante (Jack Nicholson) e melhor roteiro original. A crítica ficou encantada. Era o começo de um novo cinema americano. Lee Hill comenta: "Sem destino mostrava não só onde o Paraíso e o Inferno podiam estar, como também, mais dolorosamente, onde a Queda havia começado". Este filme despertou em muitos jovens a paixão pelas DUAS RODAS, como também, associada a idéia de liberdade e aventura que até hoje, ainda faz os cinqüentões saírem em bandos pela estrada em suas potentes motos.
Sobre o autor:
Nascido nos Estados Unidos, Lee Hill é escritor e crítico de cinema, sendo também o biógrafo do escritor e roteirista Terry Southern.
Fonte:http://www.editoras.com/rocco/022282.htm
A música tema do filme é de Steppenwolf "Born to be Wild".
Veja o momento em que Peter Fonda joga o relógio e começa a aventura:

sexta-feira, 20 de junho de 2008

LANTERNAS VERMELHAS (1991)

No início do século XX a China ainda preservava algumas tradições milenares. Uma delas dava total liberdade ao homem rico, de possuir o número de esposas que ele bem desejasse. Quando utilizei o verbo possuir é porque estas mulheres eram compradas, e esses homens poderosos pagavam um dote por elas. A partir daí, a situação dessas mulheres seria a de propriedade. O filme concentra toda a sua tensão entre os muros da propriedade de um poderoso homem e a rivalidade de suas quatro esposas. A tradição é assim: o mestre seleciona uma de suas esposas para passar a noite. A eleita recebe um tratamento especial, com direito a massagem nos pés e a escolha do cardápio para as refeições do dia seguinte, e a fachada de sua casa é iluminada com enormes lanternas vermelhas. São raros instantes de prazer dos quais ela pode gozar antes de mais uma vez disputar a atenção do mestre com as “irmãs”. A chegada de Songlian gera ciúmes e descontentamento uma vez que ela rapidamente passa a se tornar a favorita do mestre.
Dividido em quatro partes — as estações do ano —, Lanternas Vermelhas apresenta as quatro mulheres, de quatro gerações diferentes, não tanto como esposas, mas sim como concubinas, destinadas a servir o marido num ciclo perpétuo de obediência e humilhação. As estações talvez simbolizem cada uma das quatro personagens: a primeira esposa, fria e pouco solicitada, seria o inverno. A segunda esposa, no outono da vida, luta silenciosamente contra o perecimento de sua fertilidade. A terceira esposa, bela como a primavera, é um poço de exuberância e classe. Songlian, representando o verão, é quente, incipiente, fresca. Os enquadramentos de Zhang Yimou, na maioria, são frios, distantes e simplistas. E por vezes, espetaculares. A fotografia do filme desenha um impecável contraste entre o brilho rubro que emana da casa eleita pelo mestre para passar a noite e a escuridão em que as outras três concubinas fazem seus planos de sedução. Lanternas Vermelhas expõe os sentimentos de vingança, traição e descontentamento em que as mulheres eram diariamente submetidas, o que é percebido com clareza em determinadas cenas como a do corte de cabelo. É notável a idéia do diretor em jamais mostrar o rosto do mestre ao longo do filme. Sempre o vemos de costas, ou de longe, ou por trás dos véus que circundam a cama de suas esposas, reforçando a idéia de que ele poderia ser qualquer um, qualquer pessoa daquela época. A ênfase está exatamente nas atrizes, apontando a condição feminina daquele país. As mulheres não tinham voz ativa em qualquer contexto, eram reduzidas unicamente a objetos sexuais, e poderiam sofrer graves conseqüências caso “saíssem da linha”. Lanternas Vermelhas, portanto, trata-se de uma denúncia não apenas ao horror da poligamia consentida, mas à luta pela sobrevivência das mulheres em meio ao machismo oriental.
Direção:Yimou Zhang
Produção: Chiu Fu-Sheng

quinta-feira, 12 de junho de 2008

LABIRINTO: A Magia do Tempo


Cuidar de criança não é fácil. Sarah estava sem paciência e fez um desejo que acabou por se arrepender mais tarde.Ela desejou que seu irmãozinho fosse levado por duendes, e seu desejo tornou-se real! O Rei dos Duendes - Jareth - (David Bowie) transportou o garoto para seu castelo a fim de torná-lo um duende. Agora Sarah deve resgatá-lo. Para isso tem que entrar no Labirinto. Ela vê o castelo lá no alto, mas tem que atravessar o Labirinto , cheio de criaturas estranhas e muito mistério. Este filme foi lançado em 1986, fez muito sucesso no meio infantil. Cenas como o poço do fedor eterno e o baile de máscaras, são inesquecíveis. Hoje ao assistí-lo podemos notar muitas falhas,mas ainda o enredo encanta somado a uma trilha sonora belíssima, de David Bowie.
Assista o vídeo do baile de máscaras com a música tema:

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Beijos Famosos do Cinema


Um beijo tem um grande significado no relacionamento de um casal apaixonado, ele expressa sentimentos que as palavras não conseguem atingir. Aproveite e beije bastante seu namorado, sua namorada, as pessoas que você ama, demonstre seu amor e seu carinho.
Assista ao clipe de beijos famosos do cinema com a música Beija Eu, de Marisa Monte, dedicado
a todos os casais de namorados...