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sábado, 17 de outubro de 2009

Oscar Niemeyer: Mestre da forma

Na década de 1950, o Brasil decidiu que seria uma ideia perfeitamente razoável mover a capital para o centro do planalto, interior do país. Para facilitar este esforço apreciável convocaram Oscar Niemeyer, defensor da arquitetura moderna ao lado de seu amigo Le Corbusier, que co-projetou o edifício da ONU em Nova York, para construir uma cidade no meio do Planalto.

Sua estética arquitetônica gira em torno de projetos e por simetria usando apenas a intuição.Em outros casos, ele começa uma ideia com um simples desenho em preto e branco (na verdade, seu escritório tem um arquivo considerável de esboços).

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Saudosa Maloca

Assistindo o vídeo abaixo, onde Adoniram e Elis cantam “Saudosa Maloca”, cheguei a conclusão de que se trata de uma música que conta a história da cidade de São Paulo, em especial do bairro do Bexiga. Pelo vídeo, notamos que essa música possui um significado socio-cultural que é extremamente político, é uma saudosa crítica, por assim dizer, dos primórdios da industrialização paulista, com sua pobreza, com seus malandros e a indignidade de um "progresso" que não contempla o excluído. Notamos nas imagens que o bairro do Bexiga e os do centro de São Paulo não conservaram ao longo de sua modernização a arquitetura original com casarões e prédios antigos. Ao contrário disso, derrubavam tudo e reconstruíam com uma roupagem mais moderna., com isso a cidade acaba perdendo sua identidade e sua história…
Adoniram com sua linguagem típica do Bexiga - uma espécie de sotaque oficial da cidade, contava sem dramas as pequenas tragédias cotidianas da favela e dos suburbanos em geral. Geralmente histórias que ele tinha vivenciado. Tragédias miúdas, de moradores de velhos casarões abandonados por uma cidade que os demolia pra construir mais e mais arranha-céus... Enfim, a vida dos depreciativamente chamados de maloqueiros - porque viviam em malocas.
As casas térreas com arquitetura mais antigas foram todas demolidas dando lugar a modernos e altos edifícios. A história da arquitetura da cidade foi perdida nessa transição…
Acho importante que o professor pesquise na música, conteúdos para as suas aulas, porque ele leva para a sala de aula o que tem mais afinidade. Quem gosta de cinema, leva filme; quem gosta de jornal, leva jornal, quem gosta de teatro, dramatiza na sala de aula. E se gosta de música”, por que não usá-la?
Trabalhar a letra de Saudosa Maloca torna os conteúdos de História, Literatura, Arte, sociologia... mais atrativos aos alunos e imprimem um caráter interdisciplinar às aulas.
Percebam quanta riqueza temos só neste fragmento:
“Ali onde agora está esse adifício arto
Era uma casa véia, um palacete assobradado
Foi ali, seu moço
Que eu, mato Grosso e o Joca
Construímo nossa maloca”



sexta-feira, 22 de maio de 2009

Disgrace


Saiu o trailer de Disgrace, a adaptação da obra-prima de J. M. Coetzee para o cinema (no Brasil, o título é Desonra). Quem interpreta o papel do professor David Lurie é John Malkovich. O romance narra a história de um professor de Inglês do Sul da África que perde tudo: sua reputação, o seu trabalho, sua paz de espírito, a sua boa aparência, seus sonhos de sucesso artístico e, finalmente, até mesmo a sua capacidade de proteger a sua amada filha.
O romance narra a história de David Lurie, duas vezes-divorciado e insatisfeitos com o seu trabalho como um professor de Comunicações, ensinando uma classe especializada em literatura, na Cidade do Cabo, na África do Sul pós-apartheid. Sua "vergonha" vem quando ele seduz um de seus alunos e ele não faz nada para proteger-se de suas consequências. Lurie estava trabalhando o romantismo em Lord Byron, no momento de sua desgraça. Uma ironia do autor, talvez.

Ele é demitido, após o qual ele se refúgia na fazenda da sua filha. Por um tempo, vive livre das influências e tudo segue um ritmo natural na fazenda. Mas o equilíbrio de poder no país está mudando. Pouco depois de se acostumar com a vida rural, ele é sofre com a sequência de um ataque na fazenda em que sua filha é estuprada e ele é brutalmente agredido. No Disgrace, aqueles que se sentem aviltados são também aqueles que são punidos.

O fascínio de Disgrace é a forma como incentiva e contesta a exploração extrema. Na nova África do Sul, a violência é desencadeada em novas formas, e Lurie e sua filha se tornam vítimas. A obra tem a sua inspiração a partir da África do Sul contemporânea com seus conflitos sociais e políticos, e oferece um olhar sombrio do país.
Como em todos os seus romances maduros, Coetzee aqui lida com o tema da exploração. Sua abordagem favorita foi explorar o aparente utilização de uma outra pessoa para preencher um suave necessidades emocionais. Esta é uma história de nível regional e também de significado universal.
O personagem central é uma pessoa confusa, uma vez que é um intelectual esnobe desdenhoso dos outros e também uma pessoa que comete erros ultrajantes. Sua história é também local, ele é um homem branco do Sul da África, em um mundo onde esses homens já não detêm o poder . Ele é forçado a repensar todo o seu mundo, em uma idade avançada demais para mudar e, na verdade, deveria ter o direito a não mudar. Este tema, sobre os desafios do envelhecimento tanto em um nível individual e social.

Este é seu segundo livro Coetzee (após Vida e Tempos de Michael K), onde o homem é discriminado para sua forçada aceitação das realidades da vida e da morte. Coetzee sempre situa seus personagens em situações extremas que as obrigar a explorar o que significa ser humano. Embora o romance seja escasso no estilo, abrange uma série de tópicos: vergonha pessoais, mudar de país, dos direitos dos animais; também deixa passar um romantismo em um estilo meio simbolista.

domingo, 26 de abril de 2009

Roma Antiga em 3D no Google Earth

Vi no Eduka que o Google recriou a cidade de Roma de 320 a.C. e disponibilizou no Google Earth. Para visitá-la abra o Google Earth e selecione “Roma Antiga em 3D” na camada Galeria
Na camada Roma Antiga em 3D, você pode:
Voe até Roma como ela era em 320 a.C.
Passeie pelo interior de construções famosas.
Visite locais em 3D, como o Fórum Romano, o Coloseu, e o Fórum de Julio César.
Aprenda sobre como os romanos viviam.
Veja o vídeo demostração:

terça-feira, 14 de abril de 2009

DICA LEGAL PARA SALVAR VÍDEOS

Sabe aquele vídeo do Youtube que voc ê gostaria de baixá-lo? Agora é simples: abra o seu vídeo na página do youtube e depois acrescente a palavra kick na barra de endereço e tecle enter.


exemplo:
O endereço do vídeo é http://youtube.com/watch/?v=ovoTgUCf7_E. O que nós precisamos fazer é inserir a palavra kick antes de youtube. Vai ficar da seguinte forma: http://kickyoutube.com/watch/?v=ovoTgUCf7_E. Uma nova página vai ser carregada, com a barra do KickYouTube no topo e o YouTube na parte de baixo.
Uma série de botões com formatos de arquivos de mídia, como AVI, MP4, WMV e MP3 ficam no topo. Para baixar o vídeo no formato que você preferir, basta clicar no botão referente a ele e depois em “Go”. Como diria aquela operadora de telefonia: simples assim. Depois de alguns segundos, um download normal será iniciado.
Antes de inserir a palavra kick, é preciso se certificar de que não há no endereço nenhum indicador do país de origem do acesso. Por exemplo, se você notar que há br no endereço, remova esse sufixo imediatamente. No caso do vídeo das sapatadas do Bush, o endereço que apareceu para mim foi http://br.youtube.com/watch?v=ovoTgUCf7_E. Eu removi o br. e coloquei, no lugar dele, o kick.
Fonte: tecnoblog

sexta-feira, 13 de março de 2009

La Traviata


Estou trabalhando a obra "A Dama das Camélias", de Alexandre Dumas Filho, com a turma do segundo ano, e quando lhes falei que existe uma ópera baseada neste livro ficaram bastante curiosos, por isso resolvi fazer esta postagem especialmente dedicada a eles.
"La Traviata" é baseada na história real da prostituta Marie Duplessis, uma das musas da alta sociedade parisiense na década de 1840. O próprio Dumas Filho foi seu amante e passou com ela um verão numa das residências do seu pai, o consagrado escritor Alexandre Dumas, autor de "Os Três Mosqueteiros", até hoje o mais conhecido romance de capa e espada.

Na peça teatral "A Dama das Camélias", Dumas Filho trocou o nome de Marie Duplessis para Marguerite Gauthier; em "La Traviata", Verdi a denominou Violetta Valéry. Na literatura brasileira, José de Alencar criou sobre a mesma história o romance "Lucíola".

A peça se passa na França, na década de 1840, durante o governo de Luís Felipe, apelidado como "rei burguês" ou "rei dos banqueiros".A alta burguesia copiava da nobreza o modelo da educação, colocava seus filhos nas mesmas escolas e frequentava os mesmos ambientes, quer fossem festas, exposições de arte, teatros de ópera ou palacetes do prazer.
A diferença fundamental entre a nobreza tradicional e alta burguesia nesse momento é que a burguesia defende o progresso econômico, dirige os seus negócios industriais, comerciais ou financeiros e dedica menos tempo ao ócio. Em "La Traviata", no primeiro ato, Alfredo Germont, um burguês originário da Provença, região do sul da França, é levado por um amigo ao palacete de Violetta, que na cena está cercada pelo marquês D' Obigny e pelo barão Douphol. Os homens vestem casacas pretas, não sendo possível diferenciá-los socialmente pela roupa e pelas maneiras.

No segundo ato, Alfredo e Violetta convivem na casa de campo dela. Subitamente Violetta recebe a visita do pai de Alfredo (Giorgio), que pede a ela que se afaste do filho, para não comprometer o casamento da irmã de Alfredo cujo noivo ameaçava romper o compromisso por causa do comportamento escandaloso de Alfredo ao viver com uma cortesã. A atitude do pai de Alfredo para preservar a honra da família transcorre dentro dos padrões da ética burguesa. Violetta, por sua vez, ao aceitar o pedido do pai de Alfredo, sacrifica o seu amor pela honra da família e retorna à vida mundana de Paris.

No terceiro ato, em estado terminal provocado pela tuberculose, Violetta recebe uma carta do pai de Alfredo; com remorso da sua atitude anterior, o pai de Alfredo contou ao filho a sua trama e a aceitação de Violetta para manter a honra da família. Porém, o perdão do pai e o retorno de Alfredo não trouxeram de volta a saúde de Violetta que falece em seguida.

Quando a burguesia assistiu a ópera, viu a sua ética ferida no perdão do pai de Alfredo. Jamais seria aceita a união de um jovem burguês com uma cortesã. Para aquela sociedade as prostitutas de luxo eram mercadorias descartáveis, que deviam ser substituídas após o uso."La Traviata" fracassou na estréia. A atitude hostil do público foi provocada pelo fraco desempenho dramático e musical dos cantores, o que evidenciou o desvio da ética burguesa contido no enredo. No ano seguinte, quando a ópera foi reapresentada, o novo elenco destacou o sacrifício de Violetta como o elemento principal do drama. "La Traviata" tornou-se então um sucesso.
fonte: Folha uol

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

HAIR


Como estamos na era de aquário, lembrei-me do musical, que gerou tanta polêmica na década de 60 e 70. Fala sobre os hippies dos anos 60 e fazia apologia de sua cultura de liberação das drogas, música, paz e amor. Ficou famosa por suas músicas e por suas cenas de nudez. Estreou na Broadway, em 1967. O musical segue a trajetória d’ A Tribo, um grupo de hippies da Era de Aquário politicamente ativos, em sua luta contra o recrutamento militar no período da Guerra do Vietnam.
O enredo da peça difere do enredo da versão cinematográfica dirigida por Milos Forman. No final, a maior diferença é que Claude chega à conclusão que a vida na Tribo não é o que ele realmente deseja e vai para o Vietnam. No filme, Berger toma seu lugar e morre na guerra. O musical encerra sem que o público fique sabendo o destino de Claude no Vietname.

No Brasil, Menos de um ano após a assinatura do Ato Institucional nº 5, que instaurou a fase mais dura do regime militar. A montagem original era repleta de cenas em que os atores apareciam nus, o que desagradou a censura. Seguiu-se uma penosa negociação e, ao final, os censores concordaram em que a nudez dos atores seria mostrada apenas uma única vez na peça.

Hair marcou a estréia de vários jovens atores e atrizes, que depois se tornaram famosos por suas atuações no teatro, cinema e televisão. O elenco inicial era composto por Armando Bogus, Sônia Braga, Maria Helena, Altair Lima, Benê Silva, José França, Neusa Maria, Marilene Silva, Laerte Morrone, Aracy Balabanian, Gilda Vandenbrande, Bibi Vogel, Acácio Gonçalves e Pingo. Sônia Braga, então com 18 anos, foi a grande estrela da peça. Entre os que se encantaram com Sônia, estava Caetano Veloso que compôs Tigresa em sua homenagem. Sônia era a tigresa de unhas negras e íris cor de mel.

Cena do filme "Hair" de Milos Forman (1979), com a música "Aquarius", legendada em português. Notem o aspecto astrológico: "Quando a Lua estiver na Sétima Casa e Júpiter alinhar-se com Marte"..e a cena do filme de 1968.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Saneamento Básico


Gostaria de comentar aqui sobre o filme "Saneamento Básico", de Jorge Furtado, que assisti esta semana. Achei-o muito educativo (sem deixar que se perceba esta intenção) a forma como foi desenvolvida a trama, com o aspecto ecológico no centro, totalmente inovador.

Nem percebemos que neste filme cabe estudos didáticos das disciplinas de Língua Portuguesa, Ecologia, Cinema, crítica social e política. Outro aspecto inovador mostrado é o fato do filme ser ambientado no Rio Grande do Sul e não aborda pobreza nem violência( como é de praxe).

Faz vários questionamento a respeito de como o povo pode e deve resolver seus problemas ambientais e sociais, sem precisar do político. É um filme leve, divertido. Uma dica imperdível para os cinéfilos. Parece-me que não houve grande divulgação, pois chegou até mim por indicação de estudantes universitários e de faculdades diversas, não da minha região.

ELENCO
Fernanda Torres
Wagner Moura
Camila Pitanga
Bruno Garcia
Lázaro Ramos
Paulo José


quinta-feira, 10 de julho de 2008

O CORONEL E O LOBISOMEM

PONCIANO DE AZEREDO FURTADO: Dois metros de altura, barba ruiva, fortão, voz grossa, invencioneiro e bondoso. Por vezes, maluco da cabeça e apreciador de rabo-de-saia.
Confesso que ainda não tinha lido o livro até ver o lançamento do filme estrelado por Diogo Vilela, Selton Mello, Pedro Paulo Rangel e Ana Paula Arósio. Quando assisti ao filme pela TV fiquei bastante curiosa em ler o livro. Coronel Ponciano é um personagem extremamente peculiar, reflexo de um período de transição entre uma república baseada nos mandos e desmandos de um pequeno número de pessoas bem relacionadas, munidas de patentes militares e moradoras do interior, e do grande processo de urbanização ocorrido no século XX. A descrição do próprio personagem principal já nos mostra a preocupação do autor em satirizar esse sistema. Ponciano de Azeredo Furtado, é a matriz de vários personagens que surgiram após o lançamento do livro, como o invencioneiro Pantaleão, criado pelo gênio do meu conterrâneo, Chico Anysio.Mistura de valentão com froxo, casa nova e quasímodo (não pela beleza, mas pelo sucesso para com as mulheres), experiência no trato com as pessoas e ingenuidade completa no inverso, fazem desse um dos melhores personagens da literatura nacional no século XX. O autor José Cândido de Carvalho, resume em Ponciano “um personagem que corporifica em seus quase dois metros de inútil valentia o heróico e patético dos últimos senhores rurais da região canavieira do norte fluminense, destronados pelo incoercível processo de urbanização da sociedade brasileira”. José Cândido também mistura nos discursos de Ponciano, expressões de inspiração militar e jurídica com expressões tiradas de dentro dos currais e das plantações. Um mistura do popular e do acadêmico, gerando todo um “palavreado” novo dentro dessa história. E o Lobisomem do título, onde se encaixa nisso tudo? No livro ele é apenas mais um dos muitos casos contados e enfrentados pelo Coronel, sem nenhum destaque maior. O Coronel e Lobisomem de José Cândido de Carvalho é um livro imperdível para os amantes da nossa excelente literatura.
Carvalho, José Cândido. O Coronel e o Lobisomem. Rocco, 2000.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Tv Ad - Folha de São Paulo: Hitler

Este comercial é um verdadeiro clássico da publicidade brasileira.

Fonte:http://obutecodanet.blig.ig.com.br/