segunda-feira, 26 de maio de 2008

Os 5 piores livros de ajuda

Como cagar na floresta



Como fazer sexo na floresta


Como ser um papa


Como alugar um negro


Como ler um livro
Geralmente, livros de ajuda não são bem conceituados, mas estes passaram dos limites.

domingo, 25 de maio de 2008

Os Vigaristas: Um estudo sobre TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo)

Dirigido por Ridley Scott (Gladiador e Blade Runner) marca uma novidade na carreira do diretor. O filme é muito diferente de tudo o que o cineasta inglês já dirigiu. “Os Vigaristas” é luminoso e soa como uma lufada de ar fresco durante as férias de um esteta do cinema, além de exibir uma leveza inédita na obra dele. Se não é perfeito, ainda oferece diversão de qualidade, do tipo que não se encontra todo dia. Com Nicolas Cage e Sam Rockwell no elenco. Trata-se de um vigarista que sofre de diversas fobias, que o deixam extremamente obsessivo-compulsivo, agorafóbico, fumante inveterado e solitário. Tem pavor a lugares abertos e uma mania irritante por limpeza e organização. Nem pensa em aproximar-se de mulher, certamente devido a traumas passados. Quando seus ataques de pânico começam a ameaçar sua produtividade no crime, ele é forçado a recorrer à ajuda de um psicanalista (BRUCE ALTMAN) para mantê-lo em equilíbrio. É uma comédia com uma pitada de drama, trantando de um tema geral e diversos sub-temas , também interessantes. Um filme que passou batido, isto é, um excelente filme que não teve seu reconhecimento. Roy Waller (Nicolas Cage) e Frank Mercer (Sam Rockwell) formam uma dupla de vigaristas que planejam golpes até clichês, mas que sempre dão certo. Sabe o truque de ligar para uma pessoa qualquer e informar que ela ganhou um prêmio, e que só precisa pagar uma taxa para recebê-lo? É mais ou menos isso. Eles são tão profissionais que vão até a casa dos “felizardos” vestidos de policiais antes que eles acionem a polícia. Os pontos fortes do filme são os TOC’s (Transtornos Obsessivos Compulsivos) do personagem. Lembra um pouco o filme Melhor é Impossível, com o Jack Nicholson. O protagonista simplesmente endoidece, começa a limpar a casa e ignora tudo ao seu redor até estar tudo limpo. Nem pense em abrir uma janela perto dele. Se alguém tiver passando por problemas parecidos, é uma ótima dica.
Trailer do filme:

sábado, 24 de maio de 2008

Indiana Jones e o reino da caveira de cristal


Hoje assisti ao filme que faz tempo que eu aguardava. Harisson Ford continua o mesmo, nem parece que se passou 19 anos do último Indiana. Spilberg fez questão de manter o estilo do filme e para quem não viu a trilogia da década de 80, não vai entender muitas referências que são mostradas. Acho mesmo que ele nem se preocupou com esta nova geração, mas preparou esta edição aos fãs da década de 80.
Agora, se esta garotada tiver pais como eu, que loquei a trilogia para minha filha de 10 anos assistir antes de ver este, é a melhor solução para que eles entendam este filme. Mas, o que mais me impressionou foi uma citação dita por Indiana: “Estamos em uma época da vida em que ela pára de dar e começa a tirar”. Muito profundo não é? Tinha relação com a idade dele neste filme. Achei muito interessante e verdadeira. Quanto ao enredo não quero antecipar nada para não tirar o prazer das surpresas de quem ainda não assistiu.
Trailer do filme:

quinta-feira, 22 de maio de 2008

TRISTÃO E ISOLDA

Joseph Bédier, reconstituiu um poema francês do século XII, baseado em uma lenda que tem sua origem no século VI, donde a idéia de que a história remonte ao tempo dos vikings na Irlanda. Dois poetas da época, Tomás da Inglaterra e Béroul detêm os primeiros textos mais conhecidos e, apesar de pequenas diferenças, ambos possuem a essência da história. No entanto, segundo a maioria dos autores, a lenda é celta. No século XII, a história de Tristão e Isolda, tomou a roupagem francesa apoderando-se de todas as imaginações, pois Tristão se veste como um cavaleiro medieval e Isolda com um longo vestido, usado na corte da época. Usou fontes variadas, mas a maior parte da obra está baseada no poema de Bérould.
A história passa-se na Cornualha, onde Marco é rei, Tristão não era famoso por sua habilidade como lutador, mas tinha grande agilidade física. Era também um harpista. A história de Tristão é marcada por tragédias, dizia-se que ele nunca foi visto sorrindo, a começar por seu nascimento, onde seu pai é morto em batalha, perdendo o reino de Lionesse, e sua mãe morre no parto. Graças a estas tragédias, ele recebe o nome de Tristão. Criado por um cavaleiro como se fosse seu filho, Tristão desconhece sua origem e de seu parentesco com Marco, seu tio. Ainda criança, Tristão mata por acidente um outro menino durante uma rixa. Levado para Bretanha a fim de ter uma educação de cavaleiro e um dia recuperar seu trono, Tristão acaba preso em um navio muçulmano, onde seria vendido por escravos, se não tivesse conseguido fugir, indo parar nas costas da Cornualha. Durante muito tempo permanece na corte do rei Marco, sem revelar a este que era seu sobrinho, o que ocorre quando a Irlanda cobra um antigo tributo da Cornualha que, se não fosse pago, só poderia ser substituído pela luta entre dois campeões da família real da Irlanda e Cornualha. Tristão se oferece e parte para lutar contra Morolt, matando-o quando este prende a espada no casco do barco. Ferido pela espada envenenada de Morolt, Tristão é colocado em um barco sem remos com sua harpa. É achado por Isolda, que cuida de suas feridas, sem dizer-lhe que era a princesa da Irlanda. Durante estes cuidados, sempre disfarçado, acaba se apaixonando pela princesa Isolda, que cuidava dele. Mas Isolda é prometida ao rei do império que conseguisse matar o dragão que atormentava o reino. Tristão consegue matá-lo e Isolda é prometida a Marco. Tristão é incumbido pelo rei Marco de buscar sua prometida, retorna à Irlanda para buscá-la. Na viagem de volta, no entanto, eles bebem um filtro de amor que a criada de Isolda, Brangwen, havia preparado para a noite de núpcias da princesa, com isso uma paixão cega toma conta deles, de tal forma que, quando chegam a Cornualha, já são amantes. Começa então o mórbido, mas interessante relato do casamento de Isolda com o já desconfiado Marco e a continuação de sua aventura com Tristão. Segue-se então a descoberta e a fuga de Tristão para a Britânia, onde se casa com uma princesa só porque seu nome também era Isolda (Isolda das Mãos Brancas), não podendo consumar o casamento. Quando está prestes a morrer de uma infecção causada por uma seta envenenada, Tristão manda uma mensagem, implorando que Isolda da Irlanda viesse até ele, e ordena que, no retorno do barco, deveriam estender velas brancas se a trouxessem e negras se ela não viesse. Quando as velas brancas são vistas se aproximando, sua esposa Isolda diz que elas são negras. Angustiado Tristão morre, e Isolda chega, para morrer ao lado dele.
Entre 1857 e 1859, Richard Wagner, um dos maiores compositores alemães de todos os tempos, realizador entre outras da famosa Cavalgada das Valquírias, compõe Tristão e Isolda, ópera em 3 atos baseada na lenda Celta.
Em 1909, Tristão e Isolda chega pela primeira vez ao cinema, no filme francês mudo Tristan et Yseult. Em 1948, Jean Delannoy dirige o filme francês O Eterno Retorno, com Madeleine Sologne e Jean Marais nos papéis principais. Apesar de seguir as versões francesas, o filme foi adaptado aos tempos modernos, daí destoar algo do mito, uma vez que este está associado à cavalaria ou mesmo ao medievalismo, a despeito de ser um mito celta. Em 2006, mais de 100 anos depois das primeiras versões de ‘Tristão e Isolda’ serem registradas, chega aos cinemas a versão produzida por Ridley Scott e estrelada por James Franco.
Cenas do filme produzido em 2006:



terça-feira, 20 de maio de 2008

A Aquarela do Brasil, literalmente


Ary Barroso teria tido esta mesma visualização de nossas belezas naturais ?

domingo, 18 de maio de 2008

Lost : 4ª. temporada

Sei que tem muitas pessoas que não assistiram nenhum episódio de LOST, série exibida em mais de 70 países. Ganhou fãs no mundo inteiro. É uma série que conta a história de alguns sobreviventes de um vôo da OceanicAirlines que cai em uma ilha do pacífico. Em um primeiro momento essas pessoas tentam manter vivas a espera de um resgate, porém conforme o tempo passa elas descobrem que não estão presas em uma ilha qualquer. Lost foi um sucesso teve audiência, mesmo sendo exibida de madrugada na TV Globo. A primeira temporada foi boa, a segunda excepcional e a terceira nem tanto, mas deixou-nos curiosos para assistir a 4ª. Ontem loquei os quatro primeiros episódios. Os primeiros, seguem a mesma linha dos dois últimos episódios da terceira temporada e são muito bons. No final de semana quero continuar assistindo mais alguns episódios, mas não direi nada para não estragar o prazer de quem é fã e ainda não assistiu. Para aqueles que ainda não entraram nesta febre, esta é uma boa dica.

sábado, 17 de maio de 2008

Paul Gauguin: Nevermore


Gauguin era um homem de emoções profundas e estava procurando sempre por respostas a suas necessidades espirituais. Usou a pintura para resolver estas perguntas internas e procurou estabelecer um estilo que expressasse a emoção e o sentimento de uma maneira moderna. Nevermore é um trabalho chave, porque expressa inteiramente a finalidade e o estilo de suas pinturas e razões para ser um artista. O retrato é dominado pela nudez e prontamente identificado por uma menina Taitiana. Gauguin não estava interessado na realidade externa da pintura, sua prioridade era a visão interna. O retrato sugere a realidade e também, ao mesmo tempo, nega-a. O espaço do retrato é articulado mais por uma combinação dos painéis decorativos do que por uma ilusão do espaço tridimensional. As figuras e o pássaro no fundo poderiam ser reais, mas poderiam também ser figuras pintadas sobre a uma tela.
Esta ambigüidade é intencional para o alvo de Gauguin era encher o retrato com o mistério. O título desta tela faz alusão ao poema “O Corvo”, de Edgard Alan Poe, autor admirado e cultuado pelos simbolistas. No poema o narrador recebe a visita de um corvo, símbolo do mau agouro, que lhe repete insistentemente a frase “Nevermore” (“Nunca Mais”), como um prenúncio de sua desgraça. Na tela de Gaughin, a predominância do verde, as mulheres conversando e a presença do corvo (no alto, à esquerda), parecem insinuar o infortúnio da jovem no leito. Os olhos da menina estão abertos, mas não nos olha. Se qualquer coisa os olhos e a sua atenção parecer ser girada para as figuras e o pássaro no fundo. São, talvez, simplesmente elementos de sua imaginação? Não há nenhuma resposta e para fazer o contato verdadeiro com o retrato que nós necessitamos deixar o mundo do corte - e - realidade secada e entrar no mundo da metade sugerido, sonho ou realidade e para levar à sensualidade. A transição da realidade ao sonho é também uma linha central na história da vida de Gauguin. Abandonou a realidade da esposa, a família, ele mesmo até a arte, a pobreza e a doença. No Taiti viveu com uma menina taitiana e descreveu as mulheres como possuindo “algo misterioso e penetrante, movem-se com toda delicadeza e graça, desprendendo um cheiro que é uma mistura de odor animal e de gardênia”.
Fonte:

quinta-feira, 15 de maio de 2008

CENA CLÁSSICA


As Pontes de Madison é uma adaptação do famoso romance The Bridges of Madison County, de Robert James Waller, que supostamente é baseado em uma história real. Duas vidas unidas pelas estradas do destino. Dois mundos completamente diferentes. Tentando resistir a um inesperado romance. Robert e Francesca. Uma paixão que surge apenas uma vez na vida. Talvez, a única chance de viver um grande amor...mesmo que seja impossível durar para sempre! Mais do que surpreender o espectador, que talvez nunca esperasse uma história de amor contada com tanta soberba e maestria por um dos heróis da classe western. As Pontes de Madison encanta por retratar o amor na idade adulta, desenha um romance absolutamente perfeito em sua imperfeição. O roteiro brinca com os minutos, arrastando as cenas, como se quatro dias pudessem ser mais importantes que uma vida inteira. E podem. E são. Pouco menos de 100 horas que valem uma eternidade, ou duas. O que acontece após este esbarrão do destino é aquilo que a astrologia resume como "efeito urano": é quando uma pessoa faz uma "burrada" tão grande que detona a sua própria vida e a de outras pessoas.
Bem, quase faz, e é neste fragmento do "quase" que reside a beleza deste filme. podemos, num momento x de nossas vidas, encontrar uma pessoa que nos faça acreditar que caminhamos uma vida toda para chegar a este encontro?
Enquanto você matuta respostas, Robert e Francesca são condenados a viver o amor em silêncio.
Clint Eastwood abusa do direito de ser comovente em uma cena clássica: na chuva, Robert pára no meio da rua enquanto o marido de Francesca, que voltou com os filhos, faz compras. A cena se arrasta e Francesca segura a maçaneta da porta do carro com tanta força que deve ter sentido o objeto atravessar seu coração. Ela quer deixar o carro. Ela quer correr na chuva para o seu amado. Ela quer deixar a fazenda para trás, seus filhos, uma vida sem sonhos, mas a razão está ali despejando um mundo de motivos para que ela deixe o amor virar a esquina e partir para sempre, para longe de seus olhos, longe de seu corpo, mas não longe da alma. Ela se desespera, chora, e volta a viver porque viver é preciso, afinal, acordamos todos os dias a espera do fim. E com o fim, a crença no reencontro. Injusto?
Assista a cena e analise o momento :

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Sex and the City


Aqui está o trailer do filme de Sex and the City, baseado na famosa série de televisão da HBO, e que aqui em casa, nós adoramos. O elenco está todo de volta. Estréia em Maio de 2008 nos States.


terça-feira, 13 de maio de 2008

A contribuição iorubana na ficção de Jorge Amado.

Hoje meu post e dedicado ao professor Dr. Sérgio Paulo Adolfo, pois sendo hoje dia 13 de maio, ninguém melhor do que ele para representar a cultura afro aqui em nossa região. Atua com seguintes temas: cultura africana, literatura comparada, discurso, literatura africana e cultura negra. Faz parte do Programa de mestrado e doutorado em Letras pela Universidade Estadual de Londrina, orientando dissertações e teses.

A contribuição iorubana na ficção de Jorge Amado.
Mar Morto – O Mito Recriado

Sérgio Paulo Adolfo
Universidade Paranaense –Umuarama

“Sabemos que uma das funções da arte é recriar o já criado, é revigorar o eternamente vivo num diálogo entre o feito e o fazer, o passado e o presente, engendrando uma nova leitura onde os elementos estruturais de um texto passam a ser os elementos estruturais do outro, na intrincada rede de fios narrativos e poéticos...”

Trecho inicial do artigo produzido pelo referido professor.
Leia-o completo no link abaixo:
http://bibliotecavirtual.clacso.org.ar/ar/libros/aladaa/paulo.rtf