terça-feira, 15 de abril de 2008

FARRAPO HUMANO


Farrapo Humano ( The Lost Weekend)

Um título muito bem escolhido em português, para se falar de um tema ( o alcoolismo) muito bem abordado neste filme. Acho até que nenhum outro já o abordou com tanto realismo. Este excelente filme só podia ser dirigido por Billy Wilder, com Ray Milland como um jornalista frustrado por não conseguir escrever, sente-se bloqueado e por isso começa sua autodestruição. As imagens mais chocantes são as visões que o alcoólatra tem (delirius tremens) , torna-se ainda mais perturbante pela trilha sonora totalmente lúgubre. Ganhou quatro Oscars no ano de 1945.
Billy Wilder relatou que a indústria de bebidas alcoólicas estadunidenses tentaram impedir a realização do filme, oferecendo-lhe cinco milhões de dólares, mas Billy previu que este filme ganharia muitos prêmios. O ator Ray Milland fez um laboratório para se preparar bem, passando uma noite em um hospital como paciente de alcoolismo e ficou sem comer para que sua imagem parecesse debilitada. Pode e deve ser explorado como meio didático em colégios onde há este tipo de problema. Adquiri este filme em DVD. É um daqueles que não pode faltar na coleção de um cinéfilo.


Assista a cena onde o personagem sofre uma crise de Delirius tremens :

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Vergonha Com Legendas - Ídolos - Hino Nacional do Brasil

Esse é o perfil da maioria dos brasileiros. Se for pedido a qualquer um que cante o Hino Nacional é possível que cantem assim : como estes calouros do programa "Idolos".
Confiram e chorem...

domingo, 13 de abril de 2008

Conto de Fadas para Mulheres do Século 21

Recebi este conto de fadas da minha querida amiga Mara, só podia ser dela mesmo, pois é uma pessoa muito especial que conheci no PDE. Amiga, este post dedico a você.

Era uma vez, numa terra muito distante,uma linda princesa, independente e cheia de auto-estima que, enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo estava de acordo com as conformidades ecológicas, se deparou com uma rã. Então, a rã pulou para o seu colo e disse:
__ Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Mas, uma bruxa málançou-me um encanto e eu transformei-me nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir um lar feliz no teu lindo castelo. Aminha mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar,
lavarias as minhas roupas, criarias os nossos filhos e viveríamos felizes para sempre... E então, naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã à sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria e pensava:
'Nem fo....den...do!'
(Luís Fernando Veríssimo)

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Triste Fim de Policarpo Quaresma


Análise da obra

Triste Fim de Policarpo Quaresma é a obra mais famosa de Lima Barreto e podemos considerá-la uma grande obra literária, condensa em si muitas das características que consagraram seu autor como o melhor de seu tempo. Registra as transformações sociais em uma época de início da República. Mais precisamente o governo de Floriano Peixoto, onde faz duras críticas (1891 - 1894).
Se formos estudar o dialogismo de Bakhtin em Triste Fim de Policarpo Quaresma, veremos muito da pluridiscursividade em vários dos temas abordados, como as variações geográficas, sexualidade, classes sociais, artes, conflitos internos, a valorização da modinha. Por ser um romance polifônico, pois contém as vozes das variadas classes sociais, Lima Barreto utiliza-se de uma infinidade de tipos para mostrar as tensões pela qual passaram esta geração. Quebra conceitos positivistas republicanos como “Ordem e Progresso”, da Bandeira Nacional , quando apresenta o hospício questionando a sanidade e a loucura, a ordem e o silêncio do interior do hospício é um exemplo claro da pluridiscursividade do discurso de Lima Barreto, por isso Policarpo é apresentado ironicamente, no início, mas ao longo da narrativa, vai crescendo e seu idealismo não é completamente rejeitado. Parodiando o nacionalismo ingênuo, fanatizante e xenófobo do romantismo o Major Policarpo Quaresma, apavorado com a descaracterização da cultura e da sociedade brasileira, modelada em valores europeus inicia o que os primeiros modernistas apresentaram: a valorização do nacional e revela uma nova consciência das questões nacionais além de preparar um caminho para os primeiros debates. Marca um divisor entre as obras literárias do século XIX e as do século XX




Se quiser fazer a leitura da obra acesse o link:
http://www.cce.ufsc.br/~nupill/literatura/quaresma.html

quinta-feira, 10 de abril de 2008

RAMBO IV


Gostei de rever o Rambo! Sem dúvida foi o mais violento de todos e talvez o mais violento que já assisti! Mas era o que eu esperava mesmo! Stalone consegue ser ele mesmo sem se importar para críticas e prêmios, sempre os mesmos clichês de que os outros são maus e eles são os heróis salvadores do mundo, e daí? Tem quem goste... E ele sabe disto.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Cartilha: O Uso Responsável da Internet

Ótimo vídeo com dicas sobre o uso correto da Internet pelas crianças:

Vi esta dica no espaço : http://internetmaissegura.blogspot.com/

terça-feira, 8 de abril de 2008

Ennio Morricone : O Gênio da Música

O grande precursor da música western italiana, conhecido com Il maestro. Morricone traçou um estilo próprio para compor a música, com a utilização de assovios melódicos, corais estranhos, flauta e guitarra. Recebeu 41 prêmios pelo seu trabalho. Soube como ninguém misturar e fundir a música com o cinema de uma maneira simplesmente perfeita, como exemplo disso no filme Nuovo cinema Paradiso e em Três Homens em Conflito, e estampou suas trilhas sonoras em mais de 400 filmes e produções televisivas. Produzia estas trilhas sonoras para o faroeste feito na Itália que teve início na década de 60, quando a indústria cinematográfica daquele país resolveu faturar com um gênero já consagrado mundialmente e que há décadas vinha sendo produzido nos EUA. Surpreendentemente, essa visão européia do velho oeste revelou-se bem mais crua e verdadeira que a dos filmes americanos, nos quais os heróis, limpos e barbeados, eram exemplos de virtude. Graças ao padrão estabelecido pelos primeiros diretores italianos que se aventuraram no gênero, as tramas se desenvolviam de maneira mais direta, com um clima sombrio e tendo a vingança como temática principal. O mocinho era quase sempre sujo, mal vestido, com motivações misteriosas e poucos escrúpulos. Desta forma, o fedorento ia enfrentando vilões protegidos por um exército de bandoleiros, em cidades imundas e hostis. Este novo enfoque estimulou os compositores italianos a fugir da pompa e das grandes orquestras.
Vejam e principalmente, ouçam.Um bálsamo para o espírito, que dedico a todos os meus queridos amigos.
Doces recordações de um som.
Chega o duelo final. Coloque o som no máximo e veja. Preste muita atenção nos planos de filmagem. Sinta a angústia derradeira. E vibre!


Três Homens em Conflito

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Vestibular em foco

Vídeo muito bom sobre o estudo da obra "Vidas Secas ", de Graciliano Ramos em uma visão multidisciplinar.

domingo, 6 de abril de 2008

Tapinha não Dói - Paranóia ou Mistificação?

Em primeiro lugar temos que decidir: a música “Tapinha Não Dói” estaríamos falando de arte ou não? E se for arte, portanto estaríamos vendo a historicamente odiosa repressão aos artistas?

Não quero aqui defender esta música, pois inclusive tenho sérias restrições à estética do “Funk”, mas quando Monteiro Lobato produziu uma crítica conceituando o artista como sendo de duas espécies: Uma composta dos que vêem normalmente as coisas e em conseqüência disso fazem arte pura, guardando os eternos ritmos da vida, e adotados para a concretização das emoções estéticas, os processos clássicos dos grandes mestres. Quem trilha por esta senda, se tem gênio. A outra espécie é formada pelos que vêem anormalmente a natureza, e interpretam-na à luz de teorias efêmeras, sob a sugestão estrábica de escolas rebeldes, surgidas cá e lá como furúnculos da cultura excessiva. São produtos do cansaço e do sadismo de todos os períodos de decadência: são frutos de fins de estação, bichados ao nascedouro.
Criticava Anita Malfatti pela sua arte inspirada nos futuristas, cubistas e impressionistas da época. Mal sabia ele, que também, mais tarde seria estudado e classificado esteticamente ao lado da pintora ao escrever “Urupês”, e criar a figura do “Jeca Tatu”. Ele também estava imbuído das idéias modernistas da época e deixou-se influenciar pelo que via ao seu redor e acabou fazendo de sua arte a concretização de suas emoções estéticas.
Não sou crítica de arte, apenas uma professora de Literatura, a música julgada também não me agrada, porém reconheço a força estética da violência na arte brasileira contemporânea, ao menos na literatura. Obras recentes como “Cidade de Deus”, “Carandiru”, a premiação de “Tropa de Elite”.
Definir arte é impossível, como atesta François Werren: ninguém sabe o que é arte. Evidentemente não seria numa ação judicial que se encontraria essa definição.
Segundo Bérgson, cabe ao artista captar a realidade, pois sendo ele mais sensível enxerga o que outros não vêem. Eis a função da arte: captar a realidade humana de maneira que as ciências jamais conseguiriam, e agradar ou não as pessoas. A arte contemporânea não poucas vezes choca fortemente as pessoas. E a estética da violência não está somente nos funks brasileiros. Estão nos filmes americanos, nos livros, letras de músicas, raps, rocks e muitas destas sem o tom de humor do funk “Tapinha não dói”, mas tudo isso ocorre sem que haja censura econômica em que a jurisprudência mostrou. O grande problema é que a realidade atual é de violência.
Por melhor que sejam as intenções dos autores da ação e do julgador procurando manter os altos valores, estão fazendo o que a história de injustiças nos conta: veja a prisão de Oscar Wilde por homossexualismo, O julgamento de Goethe, em Madame Bovary, os que incendiaram Giordano Bruno, os que queriam a solução final para os judeus, os homens de Stalin ao mandarem os “traidores” aos Gulags e aos pelotões de fuzilamento.
O que nos choca, na realidade, é ver uma crescente censura maculando a tradição de liberdade de expressão enraizada como direito do povo brasileiro.

Crítica completa: Paranóia ou Mistificação? Monteiro Lobato.

sábado, 5 de abril de 2008

Conscientização aos motoristas

Essa propaganda foi feita pois 30% das mortes, de 1994 até 2005, nas rodovias aconteceram por não respeitarem o limite de velocidade.Comercial bem forte para conscientizar motoristas a respeitarem o limite de velocidade nas rodovias na Irlanda.

Estamos precisando de um desses por aqui. É um tapa na cara de quem gosta de dirigir rápido.