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sexta-feira, 2 de julho de 2010

Análise do romance Senhora de José de Alencar


Estou trabalhando o Romantismo nos segundos anos do ensino médio e agora chegou o momento de analisar o romance "Senhora", de José de Alencar. Durante os comentários da obra notei que os alunos gostaram muito do estilo urbano de Alencar, bem mais do que os indianistas, por isso achei melhor apresentar-lhes os vídeos do momento da noite de núpcias em que Aurélia revela seu plano de vingança. Os vídeos pertencem à novela "Essas Mulheres", tão bem interpretada por Christine Fernandes, é uma autêntica heroína romântica. José de Alencar foi primoroso em escrever esta cena em seu livro "Senhora". Muito emocionante tanto na leitura como visualmente e os atores da novela realmente a executaram com grande emoção. Vale a pena ler o livro, para quem ainda não teve o privilégio e é amante da boa leitura.       
Análise de alguns excertos do livro Senhora, de José de Alencar
Os fragmentos das questões de I a III são parte do romance “Senhora” , de José de Alencar. O Tema básico do livro é o casamento por interesse e a discutível moral burguesa, que o apóia e incentiva. Com vista à análise literária desse romance feita em aula, julgue os itens que se seguem.

( I ) Senhora

“Há anos raiou no céu fluminense uma nova estrela.
Desde o momento de sua ascensão ninguém lhe disputou o cetro; foi proclamada a rainha dos salões.
Tornou-se a deusa dos bailes; a musa dos poetas e o ídolo dos noivos em disponibilidade.
Era rica e formosa.
Duas opulências, que se realçam como a flor em vaso de alabastro; dois esplendores que se refletem, como o raio de sol no prisma do diamante.
(...)
Aurélia era órfã; tinha em sua companhia uma velha parenta, viúva, D.Firmina Mascarenhas, que sempre a acompanhava na sociedade.
Mas essa parenta não passava de mãe de encomenda, para condescender com os escrúpulos sociedade brasileira, que naquele tempo não tinha admitido ainda certa emancipação feminina.
Guardando com a viúva as deferências devidas à idade, a moça não declinava um instante do firme propósito de governar sua casa e dirigir suas ações como entendesse.
Constava também que Aurélia tinha um tutor; mas essa entidade desconhecida, a julgar pelo caráter da pupila, não devia exercer maior influência em sua vontade do que a velha parenta.
A convicção geral era que o futuro da moça dependia exclusivamente de suas inclinações ou de seu capricho; e por isso todas as adorações se iam prostrar aos próprios pés do ídolo”.

1. No fragmento anterior, a personagem é descrita, inicialmente, como inatingível, (“Há anos raiou no céu fluminense uma nova estrela”), distante da realidade, após a sua nomeação, é que ela ganha um aspecto mais real, concreto.  
2. No trecho apresentado, nota-se a crítica de Alencar à sociedade daquela época, que não admitia a emancipação e as moças se faziam acompanhar pelos pais ou parentes.


(II) – Senhora.

Leia o diálogo a seguir.

“- Representamos uma comédia, na qual ambos desempenhamos o nosso papel com perícia consumada. Podemos ter este orgulho, que os melhores atores não nos excederiam. Mas é tempo de por termo a esta cruel mistificação, com que nos estamos escarnecendo mutuamente, senhor. Entremos na realidade por mais triste que ela seja; e resigne-se cada um ao que é, eu, uma mulher traída: o senhor, um homem vendido.
- Vendido! Exclamou Seixas ferido dentro d’alma.
- Vendido, sim: não tem outro nome. Sou rica, muito rica, sou milionária; precisava de um marido, traste indispensável ás mulheres honestas. O senhor estava no mercado; comprei. Custou-me cem contos de réis, foi barato; não se fez valer”.

1. A primeira fala de Aurélia faz menção ao papel teatral que ela e o marido desempenham. Em presença de outros fingem um casamento amoroso. Na intimidade, se digladiam com diálogos ferinos.
2. Nesse trecho, vemos que Seixas reúne as condições morais de um heroi tipicamente romântico: deixa-se comprar; encara o casamento como meio de ascensão social.
3. Inicialmente, o marido se mostra vulnerável; com o passar do tempo, o desprezo de Aurélia torna Seixas forte a ponto de enfrentar a esposa.
4. Em sua Segunda fala, Aurélia expressa um dos valores da família burguesa do século XIX: o casamento é a realização maior da mulher.
5. O narrador não é, necessariamente, um mero observador externo, sem acesso ao que se passa no íntimo dos personagens – Compare com o segundo parágrafo do texto seguinte.

(III) – Senhora.

“-Oh! Ninguém o sabe melhor do que eu, que espécie de amor é esse, que se usa na sociedade e que se compra e vende por uma transação mercantil, chamada casamento!... O outro, aquele que eu sonhei outrora, esse bem sei que não o dá todo o ouro do mundo! Por ele, por um dia, por uma hora dessa bem-aventurança, sacrificaria não só a riqueza, que nada vale, porém minha vida, e creio que minha alma!
Aurélia, no afogo destas palavras que lhe brotavam do seio agitado, retirara a mão do braço de Seixas; ao terminar voltara-se rapidamente para esconder a veemência do afeto que lhe incendiara o olhar e as faces.

Veja a análise deste último texto, relacionada com todo o romance de Senhora:

1. A fala de Aurélia revela a supervalorização do amor, sentimento que lhe parece mais importante que a própria vida.
2. A titulagem das partes de Senhora – verifique no livro - expressa o caráter de transação comercial que o casamento adquire na sociedade da época.
3. No desfecho do romance, Aurélia dá prova de que sacrificou toda a sua riqueza em troca do amor verdadeiro.

________________________________________________
“Muita gente Não teria amado se não tivesse lido livros de amor...”


|Baseado nas atividades do Prof. Saulo

Assista ao vídeo sobre o famoso fragmento da noite das BODAS


2ª parte

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Dia dos Namorados

Em um dia como hoje não há como não ficar pensando nas histórias românticas que li e que foram muito marcantes. São histórias de amor que inspiraram (e ainda inspiram) poetas, romancistas e roteiristas de cinema. Algumas com desfechos trágicos, mas todas com algo em comum: Uma grande história de amor proibido. Entre muitas, a mais impressionante pelo seu caráter verídico é a de Abelardo e Heloísa.

A história de amor entre Abelardo e Heloísa foi uma história dramática. O romance einiciou-se em Paris, Abelardo tinha 37 anos e Heloísa tinha 17 anos.
Abelardo, ao ver a jovem Heloísa, ficou encantado com a sua beleza, e tentou aproximar-se dela, pedindo ao seu tio Fulberto que o alojasse em sua casa, pois ficaria mais perto da sua escola, e não teria as preocupações de cuidar de uma casa, ficando com mais tempo para se dedicar aos seus estudos.
O tio de Heloísa viu nesta oferta uma oportunidade para a sua sobrinha evoluir nos seus estudos. Assim, Abelardo tornou-se professor de Heloísa.
Todas as horas vagas que Abelardo tinha dedicava-as a ensinar Heloísa, inicialmente na presença do tio Fulberto. Algum tempo depois, Fulberto, confiando em Abelardo, deixava-os sozinhos.
Como Abelardo ensinava na escola durante o dia, dava aulas a Heloísa durante a noite, enquanto o seu tio Fulberto e todos dormiam.
Em pouco tempo, cresceu entre ambos um grande amor, deixaram de se preocupar com os livros e o estudo, fascinados um pelo outro, viviam esta paixão de forma intensa.
Tanto Abelardo como Heloísa, eram dois intelectuais, e ao viverem o seu amor, sabiam os perigos que corriam perante a sociedade.
Numa noite, o tio Fulberto descobriu o amor escondido entre Abelardo e Heloísa. Furioso, expulsou Abelardo de sua casa.
O amor entre Abelardo e Heloísa não diminuiu, começaram a encontrar-se nos locais que Heloísa podia frequentar sem acompanhantes; em sacristias, confessionários, catedrais.
Heloísa engravidou, e para evitar um escândalo, Abelardo levou-a às escondidas da casa do tio Fulberto, para a sua aldeia em Palais, onde ficou aos cuidados da sua irmã, até dar à luz um menino, a que deram o nome de Astrolábio.
Abelardo voltou para Paris, para continuar a ensinar, mas não conseguia estar longe de Heloísa, como tal, foi pedir ao tio Fulberto permissão para casar com Heloísa. Fulberto, embora magoado, consentiu o casamento. Heloísa deixou o filho com a irmã de Abelardo e dirigiu-se a Paris.
O casamento realizou-se durante a noite, às escondidas, numa pequena ala da Catedral de Notre-Dame, de modo a que ninguém desconfiasse. Só estavam presentes os familiares de Heloísa e alguns amigos de Abelardo.
Pouco tempo depois, o casamento foi sido descoberto e Fulberto envergonhado, resolveu vingar-se de Abelardo. Contratou uns homens para invadirem os aposentos de Abelardo durante a noite e castraram-no.
Na sua angústia e vergonha, Abelardo obrigou Heloísa a ingressar no mosteiro de Santa Maria de Argenteuil. Heloísa tinha vinte anos. Heloísa fez os votos monásticos e ingressou na vida religiosa, por amor a Abelardo. Abelardo retirou-se para o mosteiro de Saint-Denis.
Durante muitos anos Abelardo e Heloísa não se viram, apenas trocavam cartas um com o outro. Nestas cartas Heloísa expressava toda a sua dor, pela triste sorte do seu amor, e toda a sua rebeldia, por ter ingressado na vida religiosa e ter vestido o hábito.
Heloísa e Abelardo nunca deixaram de se amar. Anos mais tarde Abelardo construiu uma escola-mosteiro perto de Heloísa. Viam-se diariamente, mas não se falavam, apenas trocavam cartas.
Abelardo morreu em 1142, com 63 anos de idade. Heloísa mandou construir uma sepultura em sua homenagem.
Em 1162 morre Heloísa e a seu pedido, foi sepultada ao lado de Abelardo.
Em 1817 os restos mortais dos dois amantes foram levados para o cemitério do Padre Lachaise.



Assista ao vídeo do filme "Em Nome de Deus".


sábado, 28 de novembro de 2009

Epígrafes da saga "Crepúsculo"


Assisti ao filme "Lua Nova", domingo. Fiquei impressionada em como esta obra conseguiu atingir uma fatia de leitores que estava esquecida: os (as) adolescentes. Durante o filme elas gritavam, e sabiam cena a cena o que estava por vir, pois já haviam lido a obra.
No colégio onde eu trabalho solicitei ao diretor a aquisição da saga completa. Ele prontamente comprou-os e os alunos fazem listas para leitura e comentam entusiasmados o enredo, descrição dos personagens, os filmes baseados na obra e a trilha sonora que eu também adoro.
O que mais chamou minha atenção foram as epígrafes que a autora escolheu para cada obra. Elas dão pistas da sua temática e em alguns percebemos as  obras clássicas que influenciaram a autora.

A epígrafe do Crepúsculo provém do primeiro livro da Bíblia – Gênesis(o Livro das Origens) 2:17.
“Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, tu não poderás comer dela: no dia em que tu comeres tu poderás certamente morrer. ”
Por isso a maçã na capa. Diz a autora que também foi influenciada pela obra de Jane Austin: "Orgulho e Preconceito", um pouco da personalidade de Mr. Darcy em Edward e Elizabeth Bennett em Bella

Em Lua Nova, ela selecionou excertos de Romeu e Julieta, de William Shakespeare, Ato II, Cena VI.

“Estas alegrias violentas têm fins violentos
Falecendo no triunfo, como fogo e pólvora
Que num beijo se consomem.”
Há várias passagens na obra que sugerem a influência de Romeu e Julieta de Shakespeare. Assistiram o vídeo no dia do aniversário de Bella.

No Eclipse temos a reprodução do poema “Fogo e Gelo”, de Robert Frost:

 Fire and Ice

SOME say the world will end in fire,
Some say in ice.
From what I’ve tasted of desire
I hold with those who favor fire.
But if it had to perish twice, 5
I think I know enough of hate
To know that for destruction ice
Is also great
And would suffice.

Robert Frost (1874–1963). Miscellaneous Poems to 1920. 1920

Também há influência de de Emily Brontë: "O Morro dos Ventos Uivantes". A relação amor além da morte, muito forte nas duas obras. Bella gostava tanto de ler esta obra que Edward acabou lendo o livro enquanto ela dormia.

Por último, no "Amanhecer", a  epígrafe escolhida foi   uma citação da poeta americana, Edna St. Vincent Millay como sua epígrafe:
 “A infância não é do nascimento até uma certa idade e em uma certa idade. A criança é crescida, e coloca fora coisas infantis. A infância é o reino onde ninguém morre.”
Toda esta dialogia é muito positiva, pois muitos jovens já estão a caça das obras citadas pela autora e isto para nós, professores de Literatura, é um forte aliado para nossas aulas.
E você já conhece estas obras famosíssimas da literatura clássica citadas pela autora na saga de  Stephenie Meyer ?

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

A influência da leitura : O suicídio de Werther




OBRA DE BONDEZAN-(WERTHER E CHARLOTTE BUFF)
Técnica-( Tinta Acrílica Sobre Papel Telado )

No século XIX, aconteceram diversos casos de suicídio entre os jovens na Europa. Muitas pessoas associaram estas mortes com a leitura do romance de Goethe, "Os sofrimentos do jovem Werther", no qual um jovem se suicida por não ter seu amor correspondido. 
O suicídio de Werther foi inspirado pelo suicídio verídico de Karl Wilheim Jerusalem, um conhecido tanto de Goethe como de Kestner. Tal como o Werther do livro, Jerusalem era um pintor taciturno que apreciava grandes caminhadas solitárias. O criado de Jerusalem o encontrou morto. A notícia de sua morte causou forte impacto em Goethe; o escritor se identificava intensamente com o amor não correspondido e com o consequente desespero de Jerusalem. Era Jerusalem quem exibia o vestuário “ao estilo britânico” de Werther – casaco azul até os joelhos, colete de couro amarelo, calças de montaria e botas altas, também muito copiado pelos jovens da época.

O romance foi escrito como uma série de cartas de Werther a seu amigo Wilheim. Tais cartas descrevem, em sequência, os dezoito meses de amor enlouquecido e não correspondido de Werther por Lotte, uma moça comprometida, que sempre conversava e fazia longas caminhadas, mas que nunca lhe dera esperança de amor. Quando Werther se torna tão insensato, a ponto de não poder seguir trocando correspondência, Goethe assume o papel de editor e descreve os sentimentos íntimos do personagem à medida em que este se aprofunda num abismo em direção ao suicídio.

O livro influenciou grandemente o público. Por toda a Alemanha jovens começaram a imitar o estilo de vestir de Werther. Os românticos escreviam poemas inspirados na história; pinturas e litografias de Charlotte chorando na tumba de Werther tornaram-se comuns. Wetzlar começou a aparecer em guias turísticos que mostravam o túmulo de Jerusalem e outros pontos de referência mencionados no livro. Napoleão afirmava ter lido Werther sete vezes.
 Sobreveio uma epidemia de suicídio de jovens enfadados. Ainda que Goethe não se considerasse responsável pelo suposto aumento de suicídios, em uma edição posterior acrescentou um poema ao final do relato, no qual o fantasma de Werther sugeria ao leitor que não seguisse seu exemplo. O livro acabou
 sendo proibido em vários países.

A esta influência, convencionamos chamar de Efeito Werther. Outro nome seria o efeito-imitação. Claro, a gigantesca maioria das pessoas não imitou o suicídio divulgado e as pessoas, idosas ou não, continuaram vivendo suas vidas. O que diferencia os "influenciáveis" dos demais?

Acontecimentos semelhantes já ocorreram diversas vezes durante a história. Na música, o rock já foi tido como uma má influência para os jovens, por levá-los a cometer atos de violência e consumir drogas, assim como filmes relacionados a lutas, guerras, assaltos também preocupam pais e educadores sobre esta possível má influência.
Mas será que Goethe teve esta intenção quando escreveu uma das maiores histórias de amor da literatura mundial?

Na realidade Werther oferece muito mais do que uma simples tragédia de amor, ele mostra uma grande crítica dos problemas de sua época, proporcionando uma crítica mordaz de seus contemporâneos na alta sociedade. Mas as intenções de Goethe foram ainda mais profundas. Em sua representação do amor apaixonado, ele mostrou a contradição insolúvel entre o desenvolvimento da personalidade e da sociedade burguesa.
Um bom leitor, que percebe as intenções do autor não se influencia pelo suicídio, mas sim, analisa os motivos que levaram o jovem Werther a este trágico fim. Para reafirmar esse argumento transcrevo as próprias palavras do autor:
"A natureza humana (...) tem seus limites: pode suportar a alegria, o sofrimento, a dor até certo ponto, arruina-se, porém, mal ele seja ultrapassado. Assim, a questão não é ser-se fraco ou forte, mas conseguir suportar a medida do seu sofrimento, seja moral ou físico. E acho tão estranho chamar covarde a quem põe fim à própria vida como a quem morre de febre maligna".
                           Goethe, A paixão do jovem Werther

Massenet amava o livro de Goethe e afirmava que escrever “Werther” havia sido uma das experiências mais fascinantes de sua carreira. Chegou a declarar: “Em ‘Werther’ coloquei toda minha alma”. O compositor triunfou verdadeiramente ao captar a essência da obra prima da literatura alemã em uma ópera francesa – uma façanha excepcional.



Obra completa para download em pdf
Os sofrimentos do jovem WERTHER

sábado, 31 de outubro de 2009

Os Beatles


A questão de escolher a maior banda ou qual foi a maior banda de todos os tempos é sempre polêmica e controversa, porque normalmente aos amantes da música a banda/música fala ao coração. A verdade é que se gostos não se discutem é indiscutível, mas por outro lado nem toda a música tem a mesma qualidade em termos de execução e isso pode ser mensurável.
Introduzo este tema e coloco minha posição, afirmando ser os Beatles a melhor banda, pois considero que nenhuma outra banda atingiu a genialidade dos Beatles, nem o seu nível de influencia sobre outros músicos. Influenciaram também as vestimentas, os cortes de cabelo e forma de ser dos jovens daquela geração. Com mais de um bilhão de álbuns vendidos em todo o mundo, sendo que 20 músicas atingiram o primeiro lugar nas paradas apenas nos Estados Unidos da América - números considerados um recorde até os dias atuais. Todas composições eram próprias, como: "She Loves You", "I Want To Hold Your Hand", "Can't Buy Me Love", "Help", "Yesterday", "Hey Jude", "All You Need Is Love" e "Let it Be" entre outras. Foi esse sucesso estrondoso que inspirou a criação do termo beatlemania
Em 1966, em uma entrevista, John Lennon declarou que os Beatles eram mais populares que Jesus Cristo, fato que gerou muitos protestos.
Em uma entrevista de John em 1970, afirma que o Sonho Acabou, que os Beatles não existem mais e não tem mais planos para gravarem juntos... Mas o sonho continuou até 1980.
Nesta época, quando milhões de pessoas gostariam de vê-los novamente, tocarem juntos mais uma vez.... Não deu, pois um episódio muito triste aconteceu em 1980, John Lennon foi assassinado em Nova Iorque, o que acabou definitivamente com o sonho de milhares de fãs de vê-los.
Mesmo assim, quando até hoje ouvimos os acordes finais de 'The End', no final do disco Abbey Road. Dá para pensar no legado que esse grupo deixou para nós. Hoje temos muitas bandas geniais e poderia enumerá-las, mas sei que elas próprias têm “The Beatles” como ponto de referência para os seus estudos.
Por tudo isto e por muito mais, acho que os Beatles foram a melhor banda de sempre. Claro que temos que verificar a época em que produziram sua arte e o que representavam na época, para compreender a grandeza dos Beatles.
Felizes somos nós, jovens da geração de 70, que tivemos os Beatles.

She Loves You: escrito por John Lennon e Paul McCartney

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Trilha Sonora de Lua Nova


O mais esperado filmes deste final de ano, sem dúvida é Lua Nova. Enquanto músicas românticaaguardamos a sua estreia, podemos ouvir a trilha queembalará o filme. São músicas inéditas de Thom Yorke, The Killers, além de gravações de Muse e Editors, entre outros.
O primeiro single da trilha sonora, a inédita “Meet Me on the Equinox” da banda Death Cab for Cutie, já foi lançado oficialmente. Infelizmente, Paramore ficou fora desta vez, mas Muse continua com uma participação.
1. Death Cab For Cutie – “Meet Me On The Equinox”
2. Band Of Skulls – “Friends”
3. Thom Yorke – “Hearing Damage”
4. Lykke Li – “Possibility”
5. The Killers – “A White Demon Love Song”
6. Anya Marina – “Satellite Heart”
7. Muse – “I Belong To You (New Moon)”
8. Bon Iver and St. Vincent – “Roslyn”
9. Black Rebel Motorcycle Club – “Done All Wrong”
10. Hurricane Bells – “Monsters”
11. Sea Wolf – “The Violet Hour”
12. OK Go – “Shooting The Moon”
13. Grizzly Bear – “Slow Life”
14. Editors – “No Sound But The Wind”
Ouvi a trilha no blog "Mescla Cultural", se quiser ouvir também, clique aqui. Ou se preferir, a trilha pode ser acessada aqui, no Vagalume.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Casamento da dona baratinha (a versão de João de Barro!)


Sempre contei histórias infantis para os meus filhos. Mas hoje, a minha mais nova tem 12 anos e começou a se interessar por histórias desde os 2 anos. Antes de dormir, contava-lhe histórias que ouvia ou lia quando criança e outras inventadas por mim, e justamente as inventadas que ela mais gostava. Depois comecei a ler histórias o que despertava nela muita curiosidade e interesse pela leitura. Com isso, ela continua lendo todo tipo de livros e revistas, sozinha, e de vez em quando ainda pede para eu contar-lhe algumas que ela mais gosta. Acho que deve ser pelo fato de que eu na hora de contar faça muitas micagens e utilize várias mudanças na voz (procurando imitar os bichinhos das histórias).
Isto foi, e é muito importante no desenvolvimento de seu vocabulário e da escrita. Ela fala corretamente e com poucos erros ortográficos. Tem dois blogs e está escrevendo um livro, baseado em um sonho, pode?
Engraçado, que ontem, por acaso encontrei a historinha preferida dela. Fazia muito tempo que eu tinha lido ou ouvido, não me lembro ao certo. Só sei que quando achei, não via a hora de mostrar-lhe, pois o vídeo tinha a história completa e com uma voz bem do jeito que eu faço quando lhe conto. (Reparem na voz da dona Baratinha). Vale à pena ouvi-la e também pode ser trabalhada até na 5ª série. As crianças vão amar.

Casamento da Dona Baratinha - parte 1

Um dia Dona Baratinha encontrou uma moeda no chão e resolveu se casar. Apareceram muitos pretendentes, o Boi, o Burro, o Cabrito...mas dona baratinha não gostou de nenhum . Até que apareceu o elegante doutor ratão. Este sim era muito delicado e dona baratinha decidiu casar com ele. E preparou a maior festa, tinha até feijoada com toucinho. Mas foi ai que aconteceu o grande desastre. O doutor Ratão não resistiu ao cheiro de toucinho e caiu dentro da panela justo no dia do casamento. Não morreu, mas ficou feio e nojento. E acabou o casamento. Muito tempo se passou, mas dona baratinha ainda esta procurando alguém para se casar.


A baratinha, coitada, só pensava em se casar. Queria encontrar um bicho pra poder desencalhar. Mas ela era exigente, nem todo bicho servia. Ela queria saber que barulho ele fazia...
Casamento da Dona Baratinha - parte 2

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Diário de Julieta


Desenvolvi um projeto este ano com a obra Romeu e Julieta.Veja o desenvolvimento do projeto neste link.No final pedi aos alunos que produzissem um diário dos acontecimentos de Romeu e Julieta. Aqui está um exemplo do diário feito pela aluna Ingrid Alves Silva, do 1º C, noturno.


DIÁRIO DE JULIETA


26/07/1500

Hoje no baile um moço mascarado, chamou-me a atenção, dançamos juntos e ao final do baile ele me beijou. Quando eu estava indo embora pedi para minha ama perguntar seu nome e Teobaldo, meu primo disse que se tratava de um Montecchio, Romeu Montecchio. Desesperada por descobrir quem era ele, pensei:
“Como do amor o inimigo me arde?”
Cedo não o vi,
Tarde foi ter comigo,
Como este monstro,
O amor brinca comigo?”
Logo à noite fui para a sacada do meu quarto pensar no que acontecera no baile. Indignada, por que tinha que ser Romeu Montecchi? Pensei em várias saídas:
Renegar-te seu pai...Despojar-te do nome... Ou se não aceitar, juro Capuleto deixarei de ser, pois inimigo é apenas um nome, riscando o nome em troca dele fica comigo inteira.
Eis que ele aparece, jurando-me amor, revelei então a ele que eu o amava, nos beijamos, juramos total entrega e amor, mas fomos interrompidos por um chamado de minha ama. Disse a Romeu que lhe mandaria um recado no dia seguinte às 9 horas da manhã. Por hoje é só. Vou dormir e sonhar com Romeu.

27/07/1500

Hoje às 9 horas minha querida ama, Anon, foi falar com Romeu, ao voltar, Anon disse-me que o Frei iria nos casar. Fiquei radiante...
À tarde fui até a igreja e lá estava Romeu a minha espera e assim o Frei nos casou às escondidas da minha família. Porém mais tarde, uma notícia veio com muito pesar sobre a nossa casa. Teobaldo, meu primo, havia matado Mercúcio, primo de Romeu e ele tomado pela revolta, não pensou nas consequências e acabou vingando a morte de seu primo, interrompendo a juventude de Teobaldo, matando-o.
O que fazer, agora? O que pensar? Meu coração se enche de perguntas.
Amo Romeu e esse sentimento não iria mudar...

28/07/1500

Ontem à noite Romeu veio até a minha casa e dormimos juntos. Foi a minha primeira noite junto de Romeu. Primeira noite como sua esposa, mas pela manhã Romeu partiu dando-me um simples adeus. Logo após minha mãe veio com a notícia que eu teria que me casar com Páris. Fiquei muito irritada, recusando-me a casar. “Como posso cara-me com Páris se já estava casada com Romeu e ele já me faz feliz”, mas minha família não sabia do meu casamento.
Meu pai quando soube que eu recusei me casar com Páris disse que não precisava encará-lo nunca mais! (Chorei muito) Pedi, supliquei,mas de nada adiantou, papai ainda disse-me que se eu casasse com Páris tudo teria, mas se eu não me casasse iria me colocar na rua e nada que fosse dele poderá me ser útil!
Pedi para mamãe, mas ela também se negou ao meu pedido... Anom disse que eu deveria casar-me com Páris. Não me conformei: Fui até a igreja falar com o Frei. Porém, Páris estava lá e falou-me do nosso “casamento”!... Quando ele foi embora pedi ao frei que ele me ajudasse. O Frei teve uma ideia, uma esperança, mas essa ideia era desesperadora como é desesperador o que queremos impedir. O Frei disse para eu ir para casa e mostrar-me alegre e recomendou-me a aceitar desposar o conde. Disse também, para que eu dormisse aquela noite sozinha sem minha ama, deu-me um frasco contendo uma poção que me faria dormir, mas todos pensariam que eu tivesse morrido, despertando bem depois.
Fui para o quarto e quando fiquei sozinha fiz como tudo combinado tomei o frasco. Senti o líquido pelas veias, comecei a suar frio e um efeito entorpecente, meu pulso começou a diminuir e desfaleci. Permaneci assim até o amanhecer, sem pulso, sem calor, nem hálito, minha vida poderá atestar com esse aspecto tétrico da morte. Vinte e quatro horas irei permanecer assim, para acordar de um doce sono. E antes de acordar Romeu haverá de receber uma carta do Frei explicando todo o plano. Eles aguardarão que eu desperte, conduzindo-me na mesma noite para Mântua. Depois, como tudo combinado, despertarei ao lado de Romeu. Enfim, seremos felizes... Amanhã eu e Romeu estaremos unidos eternamente.


(Achei muito bem feito o diário, pois a Ingrid observou muito bem o foco narrativo e a visão da obra só na perspectiva de Julieta, deixando o desfecho sem ser mencionado, pois em um diário não caberia o próprio narrador descrever sua morte). Enviei uma cópia para o livro da Sociedade dos Poetas Jandaienses, que será publicado no ano de 2010.

Parabéns Ingrid!


Diário baseado na obra Romeu e Julieta de Shakespeare.

sábado, 20 de junho de 2009

Projeto: Filme Romeu e Julieta

Estou finalizando um projeto no 1º ano, do ensino médio, com o filme " Romeu e Julieta" e a repercussão foi tão boa, que resolvi postar alguns procedimentos que usei que foram positivos. Claro que pode ser alterado de acordo com o objetivo do professor.
Problematização:
Como a literatura nos ajuda a entender melhor a nós mesmos?

Quais são os temas e assuntos em Romeu e Julieta que são relevantes hoje em dia?

Trabalhando temas em shakesperae:
Antes de começar de passar o filme comente sobre os problemas sociais graves que a nossa sociedade enfrenta. Os estudantes devem considerar estes problemas sociais, sem saber que elas têm alguma relação com Romeu e Julieta. Eles farão a classificação em ordem de gravidade, e a número 1 será a mais grave.
Enganar alguém intencionalmente
Mentir para os pais
Matar alguém por revanche
Aconselhar a alguém para se casar por dinheiro
Odiar a alguém por associação (gangue, etnia, família, etc...)
Vender drogas
Matar alguém por equivoco enquanto estiver lutando
Cometer suicídio
Penetrar em uma festa
Casar-se contra a vontade dos pais
Provocar briga
Xingar alguém

Depois que os estudantes fizerem a classificação e tentarem chegar a um consenso sobre a ordem dela, discutir quais assuntos eles pensam que são problemas graves hoje em dia. Depois da discussão, revele que todas estes problemas, aconteceram em Romeu e Julieta. Apresente a problematização.

Por que Shakespeare ainda se manifesta para o público do século XXI?

Para determinar o que os estudantes já sabem sobre Shakespeare e Romeu e Julieta e para ajudá-los a avaliar seu conhecimento prévio. Continue a discussão sobre onde os estudantes percebem a influência de Shakespeare no mundo de hoje. Explique como, neste projeto, eles trabalharão para responder a Questão Essencial, e como aprenderão a apreciar —ou pelo menos entender— a obra mais famosa de Shakespeare, Romeu e Julieta.

Explique brevemente que os estudantes vão trabalhar em um projeto no qual aplicarão os temas e os assuntos da obra para enfocar um problema de hoje e procurar soluções reais. Apresentar informação de conhecimento sobre Shakespeare, sua época e o teatro Elisabetano para que os estudantes possam entender melhor a obra de Shakespeare.

Comece a passar o filme.

Os estudantes também poderão escolher a opção de fazer um diário de acordo com o ponto de vista de um dos personagens. Veja o Juliet’s Blog* para ter um exemplo.

Deixe alguma leitura da obra, como tarefa, mas continue a ler cenas importantes ou difíceis na sala de aula para discutir.

Discuta impressões sobre os personagens principais. Além de sua linguagem “floreada”, as ações dos personagens principais parecem verdadeiras em algum nível?

Discuta o impacto da “primeira” morte de Julieta e o envolvimento de Friar. Pergunte aos estudantes o que significa destino. Faça a pergunta: você acredita no destino? Discuta a idéia de destino, como era entendido na época de Shakespeare. Pergunte em que parte da obra o destino intervém. Discuta uma citação de outra obra que mostre uma visão diferente de destino que admite que o que acontece conosco pode ter mais a ver com nossos próprios fracassos do que com o destino.
Os estudantes discutem suas opiniões sobre o destino em pequenos grupos e dão exemplos de destino em suas próprias vidas ou entre outros exemplos literários ou filmes.
Terminando o Projeto, os estudantes devem classificar a mesma lista de problemas sociais como fizeram no começo, mas como exceção, desta vez a lista identificará os elementos da obra que correspondem à primeira lista.
Friar Laurence enganando a todo mundo com a “morte” de Julieta
Julieta mentindo para seus pais
Romeu matando Tybalt
Enfermeira aconselhando Julieta a se casar com Paris
Contenda entre Capuletos e Montechios
Farmacêutico vendendo veneno
Tybalt matando Mercutio
Romeu e Julieta matando-se
Romeu penetrando na festa dos Capuletos
Romeu e Julieta casando-se contra a vontade dos pais
Tybalt lutando com Romeu
Lorde Capuleto xingando Julieta
Discuta situações do dia-a-dia que eles veem que são parecidas aos problemas da lista.
Discuta o final do projeto detalhadamente para que os estudantes apliquem os temas e assuntos da obra a vida moderna e trabalhem em soluções para velhos problemas.

Diga aos estudantes que eles apresentarão suas descobertas e soluções a um público apropriado e criarão produtos apropriados para complementar sua mensagem, como uma apresentação de multimídia.
Alguns exemplos para escolher:
Comunicando melhor com os pais—para um público adolescente .
Comunicando melhor com os adolescentes— para um público de pais.
Lidando com a pressão dos colegas.
Manejando os hormônios da raiva dos adolescentes—“como dizer não” ou “Namorando no novo milênio"
Tomando boas decisões
Prevenindo o suicídio— para um público adolescente (amigos que podem ter tendência suicida)
Prevenindo o suicídio —para um público adulto (pais, professores e outros membros da comunidade)
Combatendo os crimes de ódio
Erradicar intimidações
Lidando com a raiva
Prevenindo a violência na escola
Prevenindo a violência na comunidade
Produção de Texto
Diário colocando-se em 1ª pessoa ( Julieta ou Romeu)

Fonte: Baseado em Intel Education

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Aguinaldo Silva

Para quem gosta de acompanhar comentários de novelas, vai gostar deste link. Aguinaldo Silva é o escritor da telenovela das 21 horas "Duas Caras" e tem este blog desde o início da novela. Lá, ele adianta fatos que aparecerão na novela, faz uma espécie de novela interativa, pede opinião para internautas sobre o destino da personagem " Juvenal Antena". É um dos maiores sucessos do bloglog, portal que reúne blogs de famosos, porque além do assunto da novela ainda trata de outros temas.Vá lá e comprove!
Aguinaldo Silva

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

LEITURA

O MORRO DOS VENTOS UIVANTES
Hoje, foi exibido no tele cine Cult este filme baseado no livro de Emily Brontë. Acho estranho como algumas obras literárias nos acompanham a vida toda. E esta é uma delas... Também foi marcante a forma como a necessidade em ler este livro surgiu.

1972, o cine Guarujá em Jandaia do Sul,Paraná, contava em sua programação o filme "O Morro dos Ventos Uivantes", mas o costume daquela época era que uma moça não podia namorar todos os dias , só nos dias pré-determinados pelos pais. Meu namorado convidou-me para ir ao cinema justo em um desses dias proibidos e o que acabou acontecendo foi que ele assistiu o filme sozinho e enquanto isto eu , muito triste, li o livro em duas horas. Triste por não ter ido ao cinema e triste porque o livro é demasiadamente romântico.

Na época, achei este fato uma lástima, me senti a última das criaturas do mundo, mas hoje vejo que foi bom , pois marcou bem esta leitura. Lembro de cada detalhe, de cada diálogo. Talvez precisemos de um motivo muito forte para que uma obra literária exerça em nós sua principal função: a psicológica.

Para que se tenha uma noção da beleza do filme assista o clipe do tema do filme, música KATE BUSH. TEXTO TRADUÇAO DA música.