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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Livros: presentes perfeitos



Livros são presentes inteligentes, interessantes, e que acrescentam algo para quem o ganha. Eles têm o poder de mudar as pessoas e de enriquecer o conhecimento.
Lembro-me que em um dos meus aniversários meu pai chegou em casa com um presente para mim. Quando eu o abri, era um dos seus livros prediletos e que estava com ele já há uns 20 anos. Uma edição raríssima de " O crime e Castigo" de Fiódor Dostoiésvsky. Demorei um ano para lê-lo, mas foi o livro que mais me impressionou, porque Dostoievski está, a meu juízo, alguns degraus acima do que se produziu no século XIX. Se não leram ainda, leiam um dia este romance e juntamente com o personagem Raskolnikov, cometam um homicídio (de fato, dois) por razões até muito "justas". E percorram o calvário que conduz ao arrependimento e, infelizmente no caso do romance, à redenção. Posso afirmar até que: quem ler este livro nunca se tornará um criminoso.
Este ano já presenteei várias vezes meus familiares com livros. Não vou dizer que livros como presente agrade a todos, mas aqui em casa a febre é geral. Começou no aniversário da minha caçula em julho: pediu a avó  materna o livro "crepúsculo" e a tia  o " Lua Nova". Agora, na sua primeira comunhão comprei-lhe o clássico infantil "O Pequeno Príncipe", de Antoine de Saint-Exupéry em uma versão em pop-up, com ilustrações que "saltam" do papel.

A minha filha mais velha também pediu livros como presente na aprovação da OAB. E eu estava namorando a nova edição de luxo para colecionadores da obra "Alice no País das Maravilhas", obra-prima de Lewis Carrol e acabei ganhando-o da minha filha de presente de aniversário.
Conheça a edição especial de " O Pequeno Príncipe", assistindo o vídeo:


E você? Que livros dará ou daria de natal? Deixe suas dicas nos comentários.
" Bendito quem semeia livros, Livros à mancheia, E manda o povo pensar! O livro caindo n'alma, É germe que faz palma, É chuva que faz o mar!”
Castro alves

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Alice no país das maravilhas do século XXI



Em uma época em que a geração denominada por sociólogos e antropólogos de "Geração Y", com características muito diferentes daqueles jovens do século XIX,  Tim Burton resolve dirigir sua mais  "nova"  badalada produção: Alice no país das Maravilhas, baseada na história infantil de Lewis Carroll e uma das mais célebres do gênero literário, sendo considerada obra clássica da literatura inglesa e uma das obras que tiveram mais adaptações na história do cinema, TV e teatro.


Particularmente, sou apaixonada pelas produções de Tim Burton. São simplesmente fantásticas as histórias encantadas contadas em seus filmes. Exemplo disso pode ser visto em sua primeira curta-metragem Vincent, com o personagem principal baseado no ator Vincent Price. Seu apego ao horror com sua habilidade para a comédia Burton conciliou em "Os Fantasmas se Divertem" também trabalhou em Batman, que mais tarde teria a continuação Batman - O Retorno, seu projeto pessoal intitulado Edward Mãos de Tesoura e o filme A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça.
Mais tarde, Burton voltaria a animação stop-motion com A Noiva Cadáver e  regravou um clássico dos anos 60, A Fantástica Fábrica de Chocolate.
Em "Alice no país das maravilhas", o livro conta a história de uma menina chamada Alice que cai em uma toca de coelho e vai parar num lugar fantástico povoado por criaturas peculiares e antropomórficas.

Essa obra foi fundadora de um novo jeito de história, o surrealismo, e tem uma enorme importância literária, sendo uma história aparentemente infantil, porém com uma mensagem subliminar que poucos conseguem compreender. Inclusive, há muita polêmica em sua interpetação: uns dizem que é simplesmente uma história infantil que o professor de matemática Lewis Carroll, contava a sua filha, outros dizem que é uma crítica social da época em que viveu, procurando assim uma fuga da realidade e até dizem que há menção ao uso de drogas pelo autor e referências subliminares na obra. Uma das interpretações diz que a história representa a adolescência. Também é possível dizer que a obra faz referências a questões de lógica e à matemática, matéria que Carroll lecionava.
Aparentemente destinado ao público infantil, seus contos, na verdade ocultam questionamentos de toda espécie: lógicos ou semânticos, problemas psicológicos de identidade e até políticos, tudo sob capa de aventuras fantásticas.Carroll também faz alusões a poemas da era vitoriana e a alguns de seus conhecidos, o que torna a obra mais difícil de ser compreendida por leitores contemporâneos.
É um conto que marcou a infância de muitos de nós.  O filme tem previsão para estrear dia 5 março de  2010. Esse filme vale a pena assistir no cinema.
"Comece pelo começo, siga até chegar ao fim e então, pare". – Lewis Carroll em Alice no País das Maravilhas